AGRONEGÓCIO

Resultados da Agrodefesa no Combate ao HLB em Goiás

Publicado em

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) tem intensificado suas ações para controlar e erradicar o Huanglongbing (HLB), também conhecido como Greening, desde a identificação de focos da praga em pomares comerciais e não comerciais nos municípios de Quirinópolis e Campo Limpo de Goiás, em junho deste ano. Desde julho, medidas emergenciais foram adotadas, incluindo a realização de inspeções fitossanitárias em 40 propriedades comerciais de citros e quatro não comerciais.

Após a identificação dos focos, a Agrodefesa iniciou um levantamento das áreas afetadas e das regiões adjacentes, a fim de mapear a disseminação da praga no estado. Em Campo Limpo de Goiás, todas as 22 propriedades comerciais e três não comerciais foram inspecionadas. Também foram avaliadas quatro propriedades comerciais em Ouro Verde e cinco em Anápolis, que abriga mais de 60 pomares de citros, submetidos a inspeções regulares.

Os resultados até o momento indicam a presença da praga em duas propriedades comerciais e uma não comercial em Campo Limpo de Goiás. As plantas contaminadas estão sendo erradicadas sob a supervisão de profissionais da Agrodefesa. Mariza Mendanha, coordenadora do Programa de Citros da Agrodefesa, destaca que a incidência do HLB se limita a uma área restrita e que a infestação do psilídeo, vetor da doença, é baixa no estado.

Leia Também:  Hoje é Dia: Dia de Combate à Discriminação Racial é destaque

José Ricardo Caixeta Ramos, presidente da Agrodefesa, enfatiza a importância do monitoramento constante das produções de citros para evitar a introdução de doenças como o HLB. Ele alerta para a necessidade de evitar a aquisição de mudas em comércio ambulante, prática que representa um risco à agricultura goiana.

Ações Educativas e Orientações aos Produtores

Além das inspeções, a Agrodefesa tem promovido atividades educativas nas regiões afetadas. Palestras para técnicos do Senar Goiás abordaram os aspectos legais da doença e a importância do cadastramento das culturas. Em Anápolis, uma série de palestras visou conscientizar produtores sobre a identificação e o controle do HLB, além da realização de um Dia de Campo em Terezópolis de Goiás, onde 20 citricultores discutiram as principais doenças da cultura.

Mariza Mendanha destaca que a Agrodefesa continuará monitorando as áreas afetadas e realizará inspeções para mapear a disseminação da praga, visando evitar prejuízos à citricultura no estado.

Compreendendo o HLB

O HLB, considerada a mais grave doença dos citros, não possui tratamento eficaz e se espalha rapidamente. Detectada no Brasil desde 2004, a praga tem causado significativas perdas nas lavouras e está presente em diversos estados, incluindo São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Transmitida pelo psilídeo Diaphorina citri, a doença apresenta sintomas como folhas mosqueadas, desfolha e frutos deformados.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá convoca 127 candidatos para diversos cargos na Educação

Em Quirinópolis, o HLB foi encontrado em uma única planta de laranja Pêra Rio, já erradicada. Em Campo Limpo, a praga foi detectada em uma pequena propriedade produtora de tangerinas, onde a Agrodefesa já iniciou as medidas de contenção.

A gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Daniela Rézio, ressalta a importância do apoio dos produtores e da sociedade no combate à praga, incentivando a notificação imediata de quaisquer suspeitas à Agrodefesa e a rejeição de mudas adquiridas de forma irregular. Denúncias podem ser feitas pelo site da Agrodefesa, reforçando a colaboração coletiva na proteção da citricultura goiana.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

Published

on

O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

Leia Também:  Tecnoshow COMIGO 2025 é inaugurada com expectativa de movimentar R$ 10 bilhões

A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

Leia Também:  Corpo de Bombeiros extingue incêndio em Cuiabá e combate outros 15 incêndios neste sábado (17)

Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA