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Representantes do Peru visitam o Brasil para habilitar exportações de sêmen e embriões bovinos

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A genética bovina brasileira é referência mundial e conquista cada vez mais mercados. Os vizinhos peruanos também estão de olho na genética que acelera o progresso do rebanho nacional.

Com o intuito de habilitar a ABS para exportar sêmen e embriões para o país, representantes do Serviço Nacional de Sanidade Agrária (SENASA), do governo peruano, fizeram uma visita técnica na Central ABS em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

“O Peru tem grande demanda de genética tropical. Nossos distribuidores ABS no Peru estão pedindo. Então estamos muito felizes em receber os representantes peruanos para demonstrar como tudo é feito, e obter a habilitação para começar a exportar sêmen e embriões”, salientou a Coordenadora de Comércio Exterior ABS, Paula Waeny.

Ao longo do dia, os representantes do SENASA conheceram de perto a área de coleta de sêmen, o núcleo de doadoras de embriões, quarentena, e os laboratórios de embriões, sêmen convencional e sêmen sexado.

“Viemos para fazer essa inspeção ‘in loco’, com o objetivo de habilitar as exportações. A genética brasileira é muito importante para os produtores do Peru porque é uma genética superior. Mas esse material genético tem que ir para o nosso país acompanhado do bom cumprimento dos protocolos sanitários, então é isso que viemos assegurar”, destacou o veterinário do SENASA, Daniel Vásquez Díaz.

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O Auditor Fiscal Agropecuário do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil (Mapa), Fernando Augusto Santos, acompanhou a visita. “Os países querem segurança sanitária e zootécnica do material genético que estão levando. Então o papel do Mapa é garantir a segurança de todos os processos de exportação na central de genética”, enfatizou.

A equipe do Departamento de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), também atua na abertura dos mercados. “Percebemos a grande demanda de protocolos sanitários e habilitações de empresas, como a ABS, por parte de outros países. Nesse contexto, por meio do Projeto Brazilian Cattle, Apex Brasil e ABCZ, temos conseguido encurtar caminhos e estabelecer novas parcerias”, ressaltou Cynthia Araújo Dutra, Analista de Relações Internacionais da ABCZ.

“Construindo essa relação com outros países e trazendo os representantes para conhecer de perto a estrutura e os procedimentos operacionais das empresas, estamos possibilitando que a genética brasileira cruze as fronteiras e beneficie o máximo de pecuaristas”, completou Izabelle Jardim, também do Departamento Internacional da ABCZ.

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Marco Saravia Palomino, outro representante do Peru, ressaltou o rigor dos protocolos do país. “Há muita expectativa por parte dos produtores peruanos, mas temos que garantir que esse material genético brasileiro está cumprindo todos os protocolos sanitários do nosso país”.

“Além de analisar toda a parte de documentação, eles conheceram de perto toda a estrutura e procedimentos adotados na ABS. Temos uma genética de ponta, o melhor para fornecer a eles em questão de genética, tanto de sêmen como de embriões”, finalizou Ricardo Micai, médico veterinário da ABS.

Fonte: Assessoria de Comunicação ABS

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expointer movimenta R$ 6,2 bilhões e máquinas puxam avanço de 40%

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A 49ª Expointer encerrou sua programação com R$ 6,18 bilhões em negócios, crescimento de 39,8% sobre a edição de 2025. O resultado superou as expectativas iniciais e mostrou disposição dos produtores para voltar a investir em máquinas, tecnologia, animais e modernização das propriedades.

O setor de máquinas e implementos agrícolas liderou as negociações, com R$ 5,46 bilhões, alta de 44,83% em um ano. O segmento respondeu por aproximadamente 88% de todo o volume financeiro movimentado durante os nove dias de feira no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio.

O desempenho ficou acima das projeções apresentadas antes e durante o evento. Representantes da indústria trabalhavam com a possibilidade de vendas próximas de R$ 4 bilhões em máquinas. O resultado final ultrapassou essa referência em cerca de R$ 1,46 bilhão.

A reação é relevante porque a compra de uma máquina representa uma decisão de investimento de longo prazo. Tratores, colheitadeiras, pulverizadores, plantadeiras e equipamentos de precisão não atendem apenas à expansão das lavouras. Também permitem reduzir perdas, economizar insumos, executar as operações dentro da janela ideal e aumentar a produtividade.

Parte da procura está relacionada à necessidade de renovação da frota. Produtores que adiaram a substituição de equipamentos voltaram a avaliar compras, especialmente diante da perspectiva de recuperação dos preços de grãos e da valorização da pecuária. A proximidade da implantação da safra de verão também ajudou a colocar tecnologia e capacidade operacional no centro das decisões.

A Massey Ferguson levou 11 lançamentos à Expointer, com atenção especial aos equipamentos destinados à agricultura familiar. A empresa identificou demanda entre produtores profissionalizados que mantiveram o planejamento de médio prazo e precisam ampliar a eficiência das propriedades.

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A CNH, controladora das marcas New Holland e Case IH, também utilizou a feira para reforçar suas soluções financeiras e apresentar tecnologias voltadas ao aumento da produtividade. As condições oferecidas incluíram consórcios e linhas do Plano Safra, como o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar Mais Alimentos (Pronaf Mais Alimentos), o Programa de Modernização da Frota de Tratores Agrícolas e Implementos Associados e Colheitadeiras (Moderfrota) e sua modalidade destinada ao médio produtor.

Além das linhas bancárias tradicionais, consórcios, cooperativas, financiamento das próprias fabricantes e operações de troca de insumos ou equipamentos por parte da produção ampliaram as possibilidades de negociação. A combinação dessas modalidades permitiu adequar prazos e pagamentos ao fluxo de receita de diferentes propriedades.

O resultado não ficou restrito às máquinas. O setor automobilístico movimentou R$ 668,75 milhões durante a feira. As vendas de animais alcançaram R$ 21,99 milhões, avanço de 21,02% em comparação com 2025. Ao todo, 7.926 animais foram inscritos para exposições, julgamentos e competições.

O Pavilhão da Agricultura Familiar registrou R$ 14,4 milhões em vendas, aumento de 5,57%. Os 509 estandes reuniram empreendimentos de 216 municípios gaúchos, entre agroindústrias, produtores de plantas e flores, artesãos e cozinhas.

Das iniciativas presentes no pavilhão, 400 eram agroindústrias familiares, 74 atuavam no artesanato e 28 comercializavam plantas, mudas e flores. A feira também reuniu 265 empreendimentos conduzidos por jovens, 179 liderados por mulheres e 69 com certificação orgânica.

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O artesanato movimentou outros R$ 2,11 milhões. Entre os expositores estavam empreendimentos indígenas e quilombolas, ampliando a presença de diferentes formas de produção e geração de renda dentro do espaço destinado à agricultura familiar.

A movimentação econômica foi acompanhada por um público de 938.470 visitantes. Somente no domingo (6), último dia do evento, 144.516 pessoas passaram pelo parque. A presença de consumidores urbanos, famílias, estudantes e profissionais do setor reforçou a função da Expointer como ligação entre o campo, a indústria e as cidades.

Os números mostram uma feira com crescimento distribuído entre diferentes segmentos. O avanço mais forte das máquinas revela confiança na continuidade da produção e na busca por ganhos de eficiência, enquanto os resultados da agricultura familiar, dos animais e dos veículos demonstram que a movimentação alcançou propriedades de diferentes portes.

Mais do que contabilizar propostas e contratos, a Expointer funcionou como uma vitrine das decisões que deverão aparecer nas próximas safras. A renovação de equipamentos, a adoção de novas tecnologias e a procura por soluções financeiras indicam que parte dos produtores voltou a planejar investimentos.

A próxima edição terá caráter histórico. A 50ª Expointer será realizada de 28 de agosto a 5 de setembro de 2027, novamente no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil. A feira chegará aos 50 anos depois de encerrar 2026 com R$ 6,2 bilhões em negócios e um sinal positivo de confiança no futuro do campo.

Fonte: Pensar Agro

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