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Relatório do Itaú BBA destaca estabilidade nos preços do etanol e mudanças tributárias que favorecem o consumo

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O início da safra 2024/25 de cana-de-açúcar teve impacto limitado nos preços do etanol no mês de abril, segundo análise do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. De acordo com o documento, o valor do etanol caiu 1,3% no mês, sendo cotado a R$ 2,80 por litro (sem impostos) em Paulínia (SP).

Apesar da estabilidade até agora, a expectativa é que a produção aumente gradualmente até julho, o que poderá pressionar os preços do biocombustível no curto prazo.

Queda nas vendas, mas desempenho é considerado positivo

Dados da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) mostram que as vendas domésticas de etanol hidratado no Centro-Sul em abril de 2025 totalizaram 1,81 bilhão de litros, uma queda de 4% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Mesmo com a retração nas vendas, o desempenho foi considerado satisfatório, já que:

  • O preço médio subiu 18% no comparativo anual, alcançando R$ 2,85/L;
  • A competitividade frente à gasolina ficou em 67%, contra 64% em abril de 2024.
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Nova tributação do PIS/COFINS entra em vigor

Desde o dia 1º de maio, passou a valer a cobrança monofásica do PIS/COFINS sobre o etanol. A medida unifica e altera as alíquotas para etanol hidratado e anidro, que passam a ser de R$ 0,1922/L para ambos os tipos.

As mudanças tributárias implicam:

  • Aumento na alíquota do etanol anidro, de R$ 0,1309 para R$ 0,1922/L;
  • Redução na alíquota do etanol hidratado, de R$ 0,2418 para R$ 0,1922/L.

Com base nos preços médios de abril em São Paulo:

  • A gasolina C tende a subir 2 centavos, chegando a R$ 6,17/L;
  • O etanol deve cair 5 centavos, para R$ 4,07/L.

Essa mudança pode favorecer o consumo do biocombustível.

Cenários distintos para os preços do etanol

O Itaú BBA aponta que as perspectivas para o mercado do etanol variam conforme o horizonte analisado:

  • Curto prazo: preços devem ficar pressionados devido ao aumento da oferta com a safra ainda no início da colheita.
  • Médio e longo prazos: a tendência é de alta nos preços, impulsionada pela forte demanda e pela expectativa de oferta menor em comparação ao ano anterior.
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O mercado do etanol segue em um momento de transição, marcado por mudanças tributárias e inícios de safra. Embora o curto prazo aponte para estabilidade ou leve pressão negativa nos preços, o cenário para os próximos meses indica otimismo, com possibilidade de recuperação e valorização do produto no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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