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Reimaginar a Sustentabilidade: O Caminho para uma Agricultura que Preserva o Futuro do Planeta

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Uma a cada oito pessoas é alimentada pelo trabalho, dedicação e paixão dos produtores rurais brasileiros. Essa vocação tem se expandido a cada ano, conforme evidenciado pelo Produto Interno Bruto (PIB) do setor agropecuário, que registrou um crescimento de 15% em 2023, atingindo R$ 677,5 bilhões, um recorde impulsionado pela produtividade agrícola, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, esse impressionante resultado não reflete a facilidade do caminho percorrido. O período foi marcado por severos desafios, incluindo os efeitos adversos do fenômeno climático El Niño e uma crise sistêmica pós-pandemia de Covid-19, que causou uma queda generalizada nos preços dos insumos agrícolas devido ao alto estoque nas fazendas. Esses obstáculos impactaram todos os elos da cadeia produtiva, desde o agricultor até as indústrias.

Apesar das dificuldades, a UPL – uma fornecedora global de soluções agrícolas sustentáveis com origem na Índia e uma das cinco maiores do setor mundial – se preparou para enfrentar esse cenário desafiador. Com uma equipe altamente qualificada e projetos sólidos, a empresa não apenas superou os obstáculos, mas também continuou a realizar investimentos significativos.

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O nosso novo Relatório de Sustentabilidade, lançado neste mês do meio ambiente, reflete nosso compromisso inabalável com a sustentabilidade ambiental, social e de governança, conceitos representados pela sigla ESG (Environmental, Social and Governance). Estamos profundamente empenhados em construir uma agricultura sustentável para o futuro da população e do planeta.

O conceito OpenAg, criado há cinco anos, fundamenta nosso propósito e nos guia na construção de uma empresa genuinamente focada em ações comprometidas com o ESG. No âmbito social, fortalecemos nossa parceria com a Associação Vida, uma ONG com a qual colaboramos há 16 anos, oferecendo oportunidades educacionais a jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica, muitos dos quais hoje ocupam cargos importantes na empresa. Outro destaque é o programa Aplique Bem, uma parceria público-privada com o Instituto Agronômico (IAC) que oferece treinamento gratuito a trabalhadores rurais sobre a aplicação correta e o uso racional de insumos.

Iniciativas como o Aplique Bem, também adotado por outros países, unem os três pilares do ESG, respeitando as diretrizes governamentais. Em termos ambientais, o relatório demonstra nosso compromisso com a descarbonização, incluindo a neutralização das emissões de gases de efeito estufa e a recuperação de pastagens degradadas, em colaboração com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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Com a segunda edição deste relatório disponível para a sociedade no site www.uplcomunica.com.br, reafirmamos nosso compromisso com o crescimento sustentável em todos os aspectos. Detalhamos nossa jornada ESG, enfocando práticas agrícolas sustentáveis e ações para minimizar os efeitos do aquecimento global.

Liderando o setor com iniciativas para “Reimaginar a sustentabilidade na produção de alimentos”, a UPL continua dedicada a atender às necessidades globais com soluções conscientes e eficientes. O Brasil está na vanguarda da sustentabilidade, e temos orgulho em servir de exemplo para o mundo. A sustentabilidade é a base para a evolução de uma agricultura que garante o futuro do planeta, promovendo uma economia pujante, um meio ambiente saudável e maior acesso e disponibilidade de alimentos para todos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Parasitas bovinos podem causar prejuízos superiores a R$ 16 bilhões anuais à pecuária

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Uma pesquisa realizada pelo instituto Datafolha revela que a presença de parasitas nos rebanhos provoca uma perda direta de 13 quilos de peso vivo por animal ao ano na pecuária de corte e reduz em 7% a produção anual do gado de leite. O levantamento foi encomendado pela Boehringer Ingelheim, multinacional alemã que atua no mercado de saúde humana e animal.

Embora o estudo do Datafolha não tenha focado no impacto financeiro direto das infestações, dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) apontam que as perdas econômicas causadas por essas pragas superam R$ 16 bilhões por ano no País.

O cenário produtivo é agravado pelo avanço da resistência dos carrapatos às moléculas químicas tradicionais e por fatores climáticos, já que períodos de calor e alta umidade aceleram a reprodução dos parasitas nas pastagens. O carrapato lidera o ranking das ameaças sanitárias, sendo citado por 70% dos 490 pecuaristas entrevistados em 13 estados. A mosca-dos-chifres aparece em segundo lugar (48%), seguida pelo berne (17%).

O levantamento do Datafolha detectou uma assimetria entre a execução do manejo sanitário e a análise de custos dentro das propriedades. Enquanto 91% dos produtores afirmam aplicar produtos antiparasitários de forma rotineira no rebanho, apenas 20% utilizam ferramentas ou planilhas de Retorno sobre o Investimento (ROI) para balizar a compra desses insumos.

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A tomada de decisão baseada na percepção visual instantânea, sem o uso de indicadores econômicos, impulsiona o uso repetitivo dos mesmos princípios ativos. Esse fator, segundo técnicos do setor, acelera a resistência biológica dos parasitas e reduz a eficácia dos tratamentos tradicionais. O custo bruto dos medicamentos foi apontado por 47% dos entrevistados como o principal entrave no controle, seguido pela escassez de mão de obra qualificada para a aplicação dos protocolos (23%).

Além dos parasitas externos, a cadeia produtiva enfrenta o impacto das verminoses gastrointestinais. De acordo com indicadores técnicos compilados pela Boehringer Ingelheim, até 98% dos casos de vermes no rebanho ocorrem sob a forma subclínica, quando o animal não apresenta sintomas severos aparentes, mas sofre perdas na conversão alimentar.

A infecção crônica por vermes chega a reduzir em 20% o tempo de pastoreio e em 17% a ingestão de forragem pelos bovinos. Na balança, o déficit resulta em um recuo oculto de 30 a 60 quilos no ganho de peso por animal ao ano, além de atrasar a puberdade de novilhas e esticar a idade de abate, penalizando o rendimento de carcaça nos frigoríficos. Historicamente, estudos de sanidade estimam que o prejuízo potencial acumulado entre parasitas internos e externos possa atingir patamares ainda maiores se considerada toda a população animal em situação de risco regulatório.

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As atividades de corte e leite movimentam anualmente cerca de R$ 126,25 bilhões (US$ 25 bilhões) estritamente dentro das fazendas brasileiras, montante que triplica quando integrado aos segmentos de logística, indústria frigorífica e varejo de carnes e lácteos. Diante do teto produtivo imposto pelos parasitas, o controle estratégico passou a depender do uso de ferramentas de longa ação para otimizar os custos operacionais.

Fonte: Pensar Agro

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