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Regularização de propriedades rurais avança e chega a mais 50 municípios de Minas Gerais

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Mais municípios recebem benefícios do programa de regularização fundiária

O secretário de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Thales Fernandes, assinou nesta terça-feira (07/04) acordos de cooperação técnica com 50 municípios, ampliando o alcance do Programa Estadual de Regularização Fundiária Rural. A cerimônia foi realizada na sede da Seapa, em Belo Horizonte, e reuniu representantes das prefeituras participantes.

Com esses novos acordos, o programa já atende 270 municípios, permitindo a concessão de títulos de propriedade a produtores rurais que vivem há anos em áreas devolutas. Desde 2019, mais de 13,4 mil títulos foram entregues a agricultores em 133 cidades, e a meta é chegar a 18 mil documentos até o fim de 2026.

Segurança jurídica e acesso a políticas públicas

O secretário Thales Fernandes destaca que a entrega dos títulos garante cidadania e abre oportunidades para os produtores: “O trabalho de regularização só é possível com o envolvimento das prefeituras, que lidam diariamente com a realidade dos produtores. É emocionante ver as pessoas receberem o documento que assegura a cidadania no campo.”

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Além de oferecer segurança jurídica, o título de propriedade facilita o acesso a políticas públicas, como o crédito rural, permitindo investimentos na propriedade, expansão das atividades produtivas, geração de emprego e aumento da renda familiar. O documento também simplifica os processos de aposentadoria dos produtores.

Critérios de seleção dos municípios

Esta é a terceira edição do chamamento público da Seapa, que utiliza critérios objetivos para selecionar os municípios participantes, como Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), percentual de população rural e demanda por regularização fundiária.

Com a assinatura dos acordos, as prefeituras recebem apoio técnico da Seapa para divulgar o programa, realizar audiências públicas e mobilizar os produtores rurais. A Seapa, por sua vez, será responsável pelo cadastramento dos interessados, publicação de editais, georreferenciamento das áreas e análise dos requisitos legais. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) atua como parceira no cadastramento dos produtores.

Transformação social e impacto na economia local

O subsecretário de Assuntos Fundiários e Fomento Florestal, José Ricardo Roseno, ressaltou que a regularização da terra transforma a vida dos produtores. A secretária de Agricultura de Caranaíba, Natália Patrícia de Souza Henriques, afirmou: “A ação é de grande importância para a população do município, que é 70% rural. Ter o documento permite acesso a crédito, aumento da produção e da renda, impactando diretamente a economia local.”

O prefeito de Vargem Grande do Rio Pardo, Gabriel Braz, reforçou o valor do programa: “Os títulos são um presente para um povo que muitas vezes espera 40 anos pelo documento. Eles passam a ter dignidade.”

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño volta ao radar do mercado de café e pode influenciar oferta global nas próximas safras

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A confirmação de um novo episódio do fenômeno El Niño para o segundo semestre de 2026 reacendeu a atenção do mercado internacional de café. Embora a produção brasileira da safra 2026/27 não deva sofrer impactos relevantes, especialistas avaliam que as alterações climáticas poderão afetar importantes regiões produtoras ao redor do mundo e influenciar as perspectivas de oferta nos próximos ciclos.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os efeitos do El Niño sobre a cafeicultura dependem da intensidade e da duração do fenômeno, além do momento em que ocorre dentro do calendário agrícola de cada país. Por isso, os impactos tendem a variar entre as diferentes origens produtoras.

Safra brasileira 2026/27 segue com perspectiva positiva

No Brasil, maior produtor e exportador mundial de café, a expectativa é de que a safra 2026/27 não registre perdas significativas em decorrência do fenômeno climático.

Segundo a Hedgepoint, o estágio atual das lavouras reduz os riscos imediatos para a produção nacional. Ainda assim, um outono e inverno com maior volume de chuvas podem provocar atrasos na colheita e aumentar a volatilidade do mercado ao longo dos próximos meses.

Mesmo sem expectativa de impactos relevantes sobre a produtividade da safra atual, o comportamento do clima continuará sendo acompanhado de perto pelos agentes do setor, especialmente diante da possibilidade de fortalecimento do El Niño durante o segundo semestre.

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Florada da safra 2027/28 entra no foco do mercado

Se a produção da temporada atual inspira maior tranquilidade, a mesma situação não se aplica ao próximo ciclo produtivo.

A Hedgepoint alerta que alterações no regime de chuvas e nas temperaturas durante o período de florada poderão influenciar o potencial produtivo da safra brasileira de 2027/28.

A fase de floração é considerada uma das mais importantes para a definição da produtividade dos cafezais. Qualquer irregularidade climática nesse período pode comprometer a formação dos frutos e alterar as estimativas futuras de produção.

América Central e Sudeste Asiático concentram maiores riscos

Enquanto o Brasil tende a enfrentar impactos limitados no curto prazo, outras importantes regiões produtoras apresentam maior vulnerabilidade aos efeitos do El Niño.

Segundo a análise da Hedgepoint Global Markets, países da América Central e do Sudeste Asiático podem sofrer alterações climáticas capazes de prejudicar tanto a safra 2026/27 quanto a temporada 2027/28.

Essas regiões desempenham papel estratégico no abastecimento global de café, especialmente na produção de grãos arábica e robusta, o que faz com que qualquer redução na oferta seja acompanhada com atenção pelos mercados internacionais.

Clima seguirá como principal variável para os preços

Com a possibilidade de um episódio mais intenso de El Niño entre o fim de 2026 e o início de 2027, operadores, exportadores e produtores deverão manter atenção redobrada à evolução das condições climáticas nas principais origens produtoras.

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Embora o cenário atual não indique prejuízos relevantes para a produção brasileira desta temporada, o mercado continua precificando riscos relacionados às próximas safras, uma vez que o equilíbrio entre oferta e demanda mundial depende diretamente das condições meteorológicas.

Segundo Laleska Moda, analista de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, o comportamento do fenômeno varia conforme a região e o período do ano em que atua.

A especialista explica que, no Brasil, a safra 2026/27 deve ser preservada, mas o andamento da colheita e, principalmente, a florada da safra 2027/28 exigirão acompanhamento constante. Já em países da América Central e do Sudeste Asiático, os efeitos do El Niño poderão ser mais intensos, afetando a produção nas duas próximas temporadas.

Diante desse cenário, o clima permanece como um dos principais fatores de formação das expectativas para o mercado global de café, influenciando decisões de comercialização, investimentos e projeções para a oferta mundial nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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