AGRONEGÓCIO

Região do Cerrado Mineiro lança nova estratégia de marca na World of Coffee Brussels 2026

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A Região do Cerrado Mineiro apresentou sua nova estratégia de marca no cenário internacional durante a World of Coffee Brussels 2026, um dos mais importantes eventos da cafeicultura mundial. O lançamento reforça o posicionamento da primeira Denominação de Origem de café do Brasil como referência global em rastreabilidade, sustentabilidade e origem certificada.

O evento ocorreu entre os dias 26 e 28 de junho, em Bruxelas, na Bélgica, reunindo lideranças do setor, compradores internacionais e representantes da cadeia global do café.

Nova estratégia reforça origem, regeneração e valor de longo prazo

O novo posicionamento da Região do Cerrado Mineiro vai além da identidade visual ou institucional. A estratégia amplia a forma como o território se apresenta ao mercado internacional, incorporando pilares como regeneração, cultura, inovação, paisagem, pessoas e sustentabilidade.

O conceito central “Um Futuro Regenerativo para o Café” orienta a nova fase da marca, reforçando a visão de uma cafeicultura capaz de gerar valor econômico, social e ambiental de forma integrada.

Região do Cerrado Mineiro aposta em experiência sensorial e narrativa de origem

Durante a World of Coffee Brussels 2026, a região apresentou um estande próprio com experiências sensoriais e visuais inspiradas nas paisagens do Cerrado Mineiro, sua biodiversidade e sua cultura produtiva.

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Os visitantes tiveram acesso a cafés da safra 2026/2027, com diferentes perfis sensoriais que representam a diversidade de produtores e microregiões do território.

A proposta é conectar o consumidor internacional à origem do café, valorizando a história e a identidade de mais de 4.500 cafeicultores distribuídos em 55 municípios.

Governança e rastreabilidade fortalecem posição global da região

Reconhecida como a primeira Denominação de Origem de café do Brasil, a Região do Cerrado Mineiro se destaca por seu modelo estruturado de governança territorial e sistemas avançados de rastreabilidade.

Esses elementos consolidaram a região como uma das principais referências globais em cafés de origem controlada, ampliando sua competitividade no mercado internacional e fortalecendo a confiança de compradores e torrefadores.

Lideranças destacam novo momento estratégico do café do Cerrado

Segundo o diretor executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, o lançamento marca uma evolução na forma como a região se posiciona globalmente.

“A Região do Cerrado Mineiro apresenta uma nova visão de futuro para o café. Cada xícara carrega não apenas qualidade, mas também pessoas, histórias, propósito e um compromisso com um futuro regenerativo para a cafeicultura”, afirmou.

Brasil fortalece protagonismo em cafés de origem certificada

A participação na World of Coffee Brussels 2026 reforça o papel do Brasil como um dos principais protagonistas globais na produção de cafés especiais e de origem certificada.

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Ao levar sua nova estratégia ao mercado internacional, a Região do Cerrado Mineiro busca ampliar sua presença comercial e consolidar sua liderança entre as origens produtoras mais reconhecidas do mundo.

Futuro da cafeicultura passa por valor agregado e identidade territorial

Com o novo posicionamento, a Região do Cerrado Mineiro reforça sua estratégia de transformar origem em valor, conectando território, mercado e propósito em uma narrativa única.

A expectativa é que a nova fase fortaleça ainda mais a presença internacional do café brasileiro e amplie o reconhecimento da região como referência em qualidade, sustentabilidade e inovação na cafeicultura global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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