AGRONEGÓCIO

Reformas melhoram estrutura do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá

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A prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) tem realizado uma série de reformas emergenciais e pontuais no Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSM), o antigo Pronto-Socorro, para garantir segurança, conforto e a continuidade dos atendimentos à população cuiabana. As melhorias visam reverter o cenário de abandono encontrado no início da gestão, quando a estrutura da unidade apresentava condições bastante precárias.

A coordenadoria de Obras e Manutenção da Secretaria Municipal de Saúde está à frente das intervenções, que estão sendo feitas com planejamento e responsabilidade, respeitando a rotina da unidade, que continua em pleno funcionamento. O coordenador da pasta, José Luis Rangel, explicou que as obras priorizam a modernização da infraestrutura elétrica e a adequação de setores essenciais como enfermarias, UTIs e centros cirúrgicos.

“A infraestrutura elétrica é padrão em hospitais de grande porte como o nosso. Estamos fazendo uma reforma geral nos transformadores, algo inédito para a unidade. O sistema antigo era arcaico e não suportava mais a carga atual, principalmente com a chegada do novo Centro Médico Infantil (CMI). Modernizamos toda a cabine de força, com transformadores, disjuntores e geradores novos, garantindo sustentabilidade e segurança para o hospital inteiro, incluindo UTI adulta, neonatal e centro cirúrgico”, detalhou José Luis.

As obras são realizadas com alto grau de dificuldade, já que os atendimentos não podem ser suspensos e os pacientes internados, muitos em estado crítico, não podem ser transferidos para outras unidades.

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“Fazemos a obra em etapas: interditamos um setor, reformamos, liberamos, depois passamos para outro setor. Tudo é feito com a colaboração da equipe médica, enfermagem, coordenação, e também das empresas contratadas, que têm atuado até nos finais de semana para minimizar o impacto para os pacientes”, acrescentou o coordenador.

Outro ponto que recebeu atenção especial foi a questão dos alagamentos, problema antigo no entorno do hospital. Com apoio da Limpurb, foram realizadas limpezas e melhorias no escoamento das águas pluviais. Segundo José Luis, embora a responsabilidade por parte da gestão municipal tenha sido cumprida, o problema envolve estruturas externas que ainda exigem atenção.

Além da modernização elétrica, as reformas incluem, troca do telhado danificado, readequação das plataformas para instalação de ar-condicionado e placas solares, manutenção de geradores em áreas críticas, reforma de banheiros, troca de portas, retirada de mofo, pintura e reparos em tetos. Além de troca de aparelhos de ar-condicionado por modelos mais modernos e eficientes, em parceria com a Energisa, também o revestimento de paredes e melhorias nos rejuntes e acabamentos.

Durante visita técnica realizada na manhã desta segunda-feira (04), a secretária adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, Susana Gutierrez, vistoriou as intervenções em andamento e reforçou o compromisso da gestão com a melhoria contínua da unidade.

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“Nosso objetivo é intensificar ainda mais essas reformas pontuais. Sabemos das dificuldades e das limitações do prédio, que é antigo, mas temos atuado com firmeza para garantir que ele continue funcionando de forma segura para pacientes e servidores. A vontade da gestão é fazer uma grande reforma estrutural, mas enquanto isso não é possível, seguimos trabalhando com responsabilidade e compromisso com a população”, afirmou Susana.

Atualmente, as obras são executadas por uma força-tarefa que reúne três frentes de trabalho: obras do novo CMI e modernização elétrica; reformas internas, como banheiros, pintura e leitos; além de manutenção contínua dos aparelhos de ar-condicionado e suporte técnico.

Além das terceirizadas, a equipe de manutenção própria da SMS também atua na unidade, garantindo suporte 24h a sistemas como abastecimento de água, geradores, pintura e reparos emergenciais.

Com essas ações, a Prefeitura de Cuiabá reitera o compromisso com a qualidade do atendimento público em saúde, garantindo que, mesmo diante dos desafios, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal continue sendo referência no atendimento da capital.

#PraCegoVer

A imagem mostra um grupo de servidores durante uma visita ao Pronto-Socorro de Cuiabá. As paredes são brancas e o cenário é hospitalar.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Vacilos do Trump faz Brasil se aproximar da liderança mundial no agro

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A distância que durante décadas separou Brasil e Estados Unidos no comércio mundial do agronegócio praticamente desapareceu. Em 2025, os norte-americanos exportaram o equivalente a cerca de R$ 883 bilhões em produtos agrícolas, enquanto as vendas brasileiras chegaram a aproximadamente R$ 871 bilhões. Uma diferença de apenas 1,4% entre dois países que começaram este século em posições muito distantes.

Os dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram mais do que uma aproximação circunstancial. Enquanto o Brasil ampliou produção, produtividade e presença em novos mercados, as exportações norte-americanas cresceram em ritmo bem menor e passaram a enfrentar dificuldades em destinos estratégicos.

Em 2025, o agronegócio brasileiro exportou R$ 871 bilhões, considerando a conversão dos valores divulgados oficialmente. Foi o maior resultado da série histórica e representou crescimento de 3% sobre o ano anterior.

Os Estados Unidos encerraram o mesmo período com aproximadamente R$ 883 bilhões em exportações agrícolas.

A diferença de cerca de R$ 12 bilhões é pequena diante do tamanho do comércio dos dois países e mostra quanto a posição relativa mudou.

No início dos anos 2000, as exportações agrícolas americanas eram mais de duas vezes e meia superiores às brasileiras. Em apenas cinco anos, enquanto as vendas externas dos Estados Unidos cresceram aproximadamente 14%, as brasileiras avançaram 68%.

O movimento continua em 2026.

Entre janeiro e julho, o agronegócio brasileiro exportou aproximadamente R$ 533 bilhões, novo recorde para o período. Somente em julho foram cerca de R$ 84 bilhões, também a maior marca já registrada para o mês.

Parte da aproximação pode ser explicada por uma diferença estrutural entre os dois concorrentes.

Os Estados Unidos possuem uma fronteira agrícola praticamente consolidada e enfrentam limitações para aumentar significativamente sua área cultivada. Na pecuária bovina, o rebanho norte-americano está próximo dos menores níveis das últimas sete décadas, situação que reduziu a disponibilidade de animais e aumentou a necessidade de importação de carne.

O Brasil ainda possui maior capacidade de crescimento da produção, seja pela incorporação de áreas já abertas, seja principalmente pelo aumento da produtividade e pela possibilidade de realizar duas ou até três safras na mesma área durante o ano.

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Essa vantagem aparece com clareza na soja.

Brasil e Estados Unidos estão entre os grandes responsáveis pela oferta mundial da oleaginosa, mas o Brasil assumiu a liderança tanto na produção quanto nas exportações e passou a ocupar uma parcela crescente do mercado chinês.

A China é justamente onde a diferença entre os dois países se tornou mais evidente.

Em 2025, os chineses compraram aproximadamente R$ 285 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro. O país asiático respondeu sozinho por 32,7% de tudo o que o setor exportou.

No comércio agrícola norte-americano ocorreu o movimento contrário.

A China, que durante anos esteve entre os principais compradores dos Estados Unidos, caiu para a sexta posição entre os destinos do agro americano em 2025. As vendas recuaram 66% em apenas um ano, para aproximadamente R$ 43 bilhões.

O próprio USDA associa essa retração às tarifas recíprocas e à redução das compras chinesas de soja norte-americana.

A disputa comercial entre Washington e Pequim acelerou uma mudança que já vinha ocorrendo por razões produtivas. Diante das tarifas impostas aos produtos americanos, importadores chineses aumentaram a procura por fornecedores alternativos, e o Brasil estava em posição privilegiada para atender essa demanda.

O efeito ultrapassou a soja.

O Brasil ampliou participação internacional em carnes, algodão, milho e outros produtos agropecuários e passou a disputar mercados que historicamente tinham forte presença dos Estados Unidos.

Na carne bovina, a inversão é particularmente significativa. O Brasil consolidou-se como maior exportador mundial, enquanto os Estados Unidos, pressionados pela redução de seu rebanho, aumentaram as importações para abastecer o próprio mercado.

Essa situação levou recentemente o governo norte-americano a ampliar em 300 mil toneladas a quantidade de carne bovina magra que poderá entrar no país dentro da cota com tarifa reduzida até o fim deste ano, criando uma oportunidade adicional para fornecedores como o Brasil.

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A política comercial adotada pelo governo Donald Trump acrescentou uma nova variável a essa disputa.

As tarifas impostas pelos Estados Unidos atingiram também produtos brasileiros e criaram dificuldades para cadeias que dependem mais diretamente daquele mercado. Café, carnes, suco de laranja e determinados produtos industrializados estão entre os segmentos mais expostos às decisões de Washington.

O efeito sobre o conjunto do agronegócio brasileiro, entretanto, é limitado pela diversificação dos destinos.

Em 2025, os Estados Unidos compraram aproximadamente R$ 59 bilhões em produtos do agro brasileiro, equivalentes a 6,7% das exportações do setor. A China comprou quase cinco vezes esse valor.

Essa diferença ajuda a explicar por que medidas comerciais americanas podem provocar impactos severos em determinadas cadeias sem necessariamente interromper o crescimento das exportações do agronegócio como um todo.

Também mostra por que a abertura de mercados passou a ter peso estratégico para o Brasil. Quanto maior o número de compradores disponíveis para carnes, grãos, fibras, café, frutas e produtos processados, menor a dependência de decisões comerciais tomadas por um único país.

Para o produtor rural, a aproximação dos Estados Unidos no ranking mundial não representa apenas uma disputa estatística. Mercados adicionais significam mais alternativas para escoar a produção e podem aumentar a concorrência entre compradores, especialmente nas cadeias em que o Brasil já possui grande excedente exportável.

Há, porém, um risco nessa trajetória. A crescente concentração das vendas brasileiras na China aumenta a exposição às decisões do país asiático. Quase um terço das receitas do agro brasileiro no exterior depende atualmente daquele mercado.

Por isso, o próximo passo da expansão brasileira passa não apenas por vender mais, mas por diversificar compradores e aumentar o valor agregado dos produtos exportados.

A distância para os Estados Unidos, de qualquer forma, nunca foi tão pequena. Depois de décadas perseguindo o maior exportador agrícola do mundo, o Brasil chega à segunda metade de 2026 em condições de disputar uma posição que, no início deste século, parecia muito distante.

Fonte: Pensar Agro

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