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Reforma Tributária: Regulamentação prevê cesta básica com 15 itens e alíquota zero

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O Projeto de Lei Complementar 68/24, que regulamenta a reforma tributária, propõe uma cesta básica com 15 produtos isentos de novos tributos, priorizando itens saudáveis e ingredientes essenciais para culinária. De acordo com Bernard Appy, secretário extraordinário da Reforma Tributária, a medida deverá reduzir o custo dos alimentos, já que a alíquota média desses produtos passará de 8% para zero. Os demais itens da cesta terão sua tributação reduzida de 15,8% para 10,6%.

A reforma tributária cria dois novos tributos: o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá o ICMS e o ISS e será cobrado por estados e municípios; e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), que substitui PIS, Cofins e IPI, sob responsabilidade do governo federal. A transição para esse novo sistema tributário começará em 2027 e se estenderá até 2032.

Esses tributos serão cobrados apenas no destino final dos produtos e serviços, eliminando a incidência de imposto sobre imposto, com uma alíquota de referência de 26,5%: 8,8% para a CBS e 17,7% para o IBS. Appy explicou que essas alíquotas de referência serão definidas pelo Senado, mantendo a carga tributária atual, mas estados e municípios poderão ajustar para mais ou para menos, desde que as mudanças sejam aprovadas nos respectivos legislativos.

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Para produtos com alíquota zero, a lista inclui alimentos como arroz, feijão, leite, margarina, café, massas, pão, entre outros. A reforma também sugere que o governo federal use a cesta básica para programas sociais e compras governamentais, como merenda escolar.

Rodrigo Orair, técnico do Ministério da Fazenda, destacou que o cashback, ou devolução de tributos para famílias de baixa renda, pode reduzir ainda mais a carga tributária para alimentos. Cerca de 73 milhões de pessoas inscritas no Cadastro Único de Programas Sociais seriam beneficiadas com a devolução de parte dos tributos.

Outras propostas no projeto incluem alíquota zero para medicamentos, dispositivos médicos, e serviços como transporte público coletivo de passageiros. Já produtos prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos com alta pegada de carbono, terão impostos seletivos federais específicos.

Em termos de imunidade tributária, o projeto exclui várias operações, como as realizadas por entidades religiosas, partidos políticos e instituições sem fins lucrativos, entre outras. Produtos destinados à exportação também serão isentos de tributos, para promover a competitividade do Brasil no mercado internacional.

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O Projeto de Lei Complementar 68/24 ainda precisa passar pelo Congresso para ser aprovado, mas representa um passo importante na reforma tributária do país, visando uma estrutura mais justa e eficiente para os contribuintes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Calor coloca rebanhos de quatro Estados em risco até domingo

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O calor e a baixa umidade devem aumentar o risco de estresse térmico nos rebanhos de Mato Grosso, Rondônia, sul do Amazonas e oeste do Pará até domingo (09.08). A situação pode reduzir o ganho de peso, afetar a produção de leite e comprometer o desempenho reprodutivo dos animais.

O alerta foi divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), com base no módulo de Conforto Térmico Bovino (CTB) do Sistema de Suporte à Decisão na Agropecuária (Sisdagro). A previsão aponta aumento gradual das áreas classificadas nas categorias de perigo e emergência.

Porto Velho, em Rondônia, deve enfrentar uma das situações mais críticas, com índices elevados durante praticamente todo o período. Lábrea, no Amazonas, deve oscilar entre alerta e perigo. Em Juara, em Mato Grosso, e São Félix do Xingu, no Pará, a condição pode passar de alerta para perigo no domingo.

O sistema utiliza o Índice de Temperatura e Umidade (ITU), que combina as duas variáveis para medir o nível de desconforto dos bovinos. Quanto maior o índice, mais dificuldade o animal encontra para eliminar o calor acumulado no organismo.

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Vacas em lactação, bovinos de alta produtividade e animais mantidos em sistemas intensivos são os mais vulneráveis. Entre os sinais de estresse estão respiração ofegante, salivação excessiva, apatia e redução do consumo de água e alimento.

O Inmet recomenda manter água limpa e fresca disponível durante todo o dia, garantir sombra natural ou artificial e concentrar a alimentação nas primeiras horas da manhã ou no fim da tarde. Transporte, vacinação e outros manejos devem ser evitados nos horários de maior calor.

Em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, o risco deve permanecer entre atenção e alerta. No Sul, em grande parte do Sudeste e no leste do Nordeste, as condições previstas são mais favoráveis ao conforto dos rebanhos.

Fonte: Pensar Agro

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