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Redução do Preço Mínimo do Feijão Afeta Plantio no Brasil

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O Brasil enfrenta uma diminuição na produção de feijão-carioca irrigado neste ano, em comparação ao período anterior. Apesar da promessa de formação de estoques reguladores, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) optou por desestimular o cultivo ao reduzir o preço mínimo do produto. Essa situação evidencia que os brasileiros não dependem exclusivamente do governo para garantir o feijão em suas mesas.

Para um governo que recentemente sinalizou a possibilidade de importar feijão, a decisão de diminuir o preço mínimo é um contraste significativo com suas declarações. Além da ausência de seguro agrícola, que já é um desafio, e das altas taxas de juros no plano safra, a redução do preço mínimo representa uma nova complicação. O valor do feijão-carioca caiu 1,10%, passando para R$ 181,23, enquanto o feijão-preto sofreu uma queda de 4,16%, estabelecendo-se em R$ 152,91. Embora a diminuição seja pequena, ela reflete a falta de sensibilidade dos gestores em relação à realidade do setor.

Se não fossem os grandes produtores irrigantes que assumem os riscos da produção, os preços estariam em ascensão. No entanto, o afastamento do governo da produção permite que os mecanismos de oferta e demanda desempenhem um papel fundamental na regulação do mercado e na definição de preços. Nesse contexto, a estratégia dos produtores e exportadores em buscar mercados internacionais para os excedentes se mostra como o melhor caminho a seguir. Aumentar a área destinada ao feijão-preto e depender de um preço mínimo de R$ 152,91 para a regulação do mercado seria uma estratégia arriscada e insustentável.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Soja garante superávit da balança comercial do Piauí e reforça força do agronegócio estadual

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O agronegócio voltou a desempenhar papel decisivo na economia do Piauí em maio de 2026. Impulsionado principalmente pela soja, o estado registrou superávit na balança comercial ao exportar US$ 109,8 milhões e importar US$ 10,6 milhões, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Embora os embarques tenham apresentado desaceleração em relação ao mesmo período do ano passado, o resultado positivo evidencia a relevância do setor agropecuário para a geração de divisas e para a manutenção do equilíbrio das contas externas piauienses.

Exportações recuam, mas saldo comercial permanece positivo

As exportações do estado registraram queda de 15,7% na comparação com maio de 2025. Em relação a abril deste ano, o recuo foi de 10,9%.

Por outro lado, as importações apresentaram retração ainda mais significativa, com redução de 75% frente ao mesmo mês do ano passado. Esse movimento contribuiu diretamente para a manutenção do saldo positivo da balança comercial estadual.

No acumulado de 2026, o Piauí exportou US$ 371,4 milhões, abaixo dos US$ 444,4 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Soja responde por quase 84% das exportações

A soja manteve sua posição de principal produto da pauta exportadora piauiense. Em maio, a oleaginosa movimentou US$ 92,1 milhões, representando 83,9% de todas as vendas externas realizadas pelo estado.

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Além da soja em grão, outros produtos contribuíram para o desempenho das exportações, entre eles:

  • Gorduras e óleos animais e vegetais: US$ 4,5 milhões;
  • Farelo de soja e derivados: US$ 4,1 milhões;
  • Medicamentos e produtos farmacêuticos;
  • Minério de ferro;
  • Mel natural.

A forte participação da soja evidencia a crescente importância do Cerrado piauiense no cenário agrícola nacional, especialmente na produção de grãos destinados ao mercado internacional.

China lidera compras dos produtos piauienses

A China permaneceu como principal destino das exportações do estado, absorvendo 65,6% dos embarques realizados em maio.

Além do mercado chinês, outros países também se destacaram entre os compradores dos produtos piauienses, como Espanha, Turquia, Eslovênia e Egito.

A diversificação dos destinos reforça a competitividade da produção agropecuária estadual e amplia as oportunidades de inserção do Piauí no comércio global.

Cerrado piauiense impulsiona crescimento do agro

A base produtiva responsável pelo desempenho das exportações está concentrada na região dos Cerrados, considerada a principal fronteira agrícola do estado.

Municípios como Baixa Grande do Ribeiro, Uruçuí, Bom Jesus, Corrente e Monte Alegre do Piauí seguem liderando a produção e os embarques, impulsionados pelo avanço tecnológico, pela expansão de novas culturas e pelo fortalecimento da agroindústria.

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Investimentos em infraestrutura, logística, inovação e sustentabilidade também têm contribuído para ampliar a competitividade da região e consolidar o agronegócio como um dos pilares da economia estadual.

Agronegócio segue estratégico para o desenvolvimento econômico

Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Deusval Lacerda de Moraes, a evolução do agronegócio no Cerrado piauiense é resultado de um processo contínuo de modernização e expansão produtiva.

De acordo com o gestor, o setor busca constantemente aprimorar seu ecossistema produtivo, incorporando novas culturas agrícolas e fortalecendo a agroindústria, com apoio de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico e à competitividade.

Com a soja liderando as exportações e o Cerrado consolidado como uma das principais regiões produtoras do país, o agronegócio segue sendo o principal responsável pela geração de riqueza, empregos e divisas para o Piauí.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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