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Redesenho no comércio global de carne suína cria oportunidades para Brasil e Europa em meio a incertezas econômicas e sanitárias

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Comércio global de carne suína passa por mudanças estratégicas

A disputa comercial entre Estados Unidos e China tem provocado uma reorganização nas rotas de exportação da carne suína. Com tarifas adicionais sobre o produto norte-americano, países como Brasil e membros da União Europeia tendem a ganhar espaço, mesmo diante da busca chinesa por maior autossuficiência — as importações representam menos de 5% da oferta total no país asiático.

Apesar da demanda consistente, espera-se apenas um crescimento modesto na produção brasileira e europeia ao longo de 2025. Com isso, haverá uma redistribuição dos fluxos comerciais em outras regiões.

Custos de produção variam conforme a região

Os custos para a criação de suínos estão desiguais ao redor do mundo. Enquanto América do Norte e Europa registram menores despesas com insumos, América do Sul e partes da Ásia enfrentam pressões maiores, especialmente no preço do milho. No Brasil, os preços elevados do cereal refletem a valorização dos biocombustíveis, o aumento da demanda por rações e a desvalorização do real.

Ameaças sanitárias regionais continuam impactando o setor

Doenças como a febre aftosa (FMD) e a síndrome reprodutiva e respiratória dos suínos (PRRSv) continuam a desafiar a produção. Na América do Norte e na Ásia, questões sanitárias limitam a oferta. Na Europa, surtos recentes de FMD causaram interrupções comerciais temporárias, embora a Alemanha tenha recuperado o status de área livre da doença. A principal medida de defesa segue sendo o fortalecimento da biossegurança. Um alento vem dos EUA, que aprovaram o uso de edição genética para desenvolver suínos resistentes à PRRSv.

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Tendências para o segundo trimestre de 2025 e além
  • Política comercial: Mudanças nas diretrizes dos EUA em relação ao comércio internacional continuam a influenciar o mercado, gerando oportunidades para fornecedores alternativos.
  • Safra no Hemisfério Norte: A temporada de plantio sugere uma migração de área cultivada de oleaginosas para milho, afetada por estoques baixos e incertezas políticas.
  • Doenças sazonais: Com a chegada de temperaturas mais altas, a expectativa é de redução na pressão sanitária, embora novos surtos possam afetar o comércio.
  • Inflação e consumo: O aumento da inflação em algumas regiões pode limitar o consumo, especialmente em canais de foodservice e proteínas de maior valor, com efeitos mistos sobre a carne suína.
Resumo por região
  • Sudeste Asiático: No Vietnã, os preços devem permanecer elevados devido a novas exigências ambientais e perdas por doenças. Nas Filipinas, houve forte alta nos preços, mesmo com a imposição de teto pelo governo.
  • Japão: O consumo segue firme. A alta nos preços internos fortalece a demanda por carne suína importada, com mudança nos principais fornecedores.
  • Brasil: Os preços internos permanecem 28% acima dos registrados no ano anterior. As exportações cresceram fortemente, com destaque para o aumento de 86% nos embarques às Filipinas no primeiro trimestre.
  • Europa: A oferta restrita impulsiona os preços. Alemanha recuperou o status sanitário, mas Hungria e Eslováquia enfrentam novos surtos de febre aftosa. Tarifas dos EUA geram incertezas e oportunidades.
  • América do Norte: Preços do suíno seguem voláteis diante da oferta limitada. O comércio está desacelerado por conta da expectativa de novas tarifas e flutuações cambiais.
  • China: Os preços devem se manter sustentados, mesmo com o crescimento da produção e demanda estável. As importações devem ter leve queda em 2025, com forte retração nos volumes de miúdos.
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Expectativas globais

As tensões comerciais devem continuar moldando os incentivos à produção, especialmente com a desaceleração da economia global. A retirada parcial de tarifas entre EUA e China, válida por 90 dias, não deve impedir que as exportações americanas para o país asiático sofram. Com isso, fornecedores alternativos — como Brasil, Chile e União Europeia — devem se beneficiar.

A redução nas exportações de subprodutos (miúdos) aos chineses poderá afetar os preços pagos aos produtores norte-americanos, forçando a busca por novos mercados. Por outro lado, os menores custos com ração nos EUA podem aliviar parte das perdas.

A recuperação nos preços da carne suína no segundo trimestre de 2025, após queda no início do ano, é reflexo da oferta limitada de matrizes e de uma recuperação modesta no consumo, apesar do ambiente econômico desafiador.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportação de frango bate recorde e receita mensal ultrapassa R$ 5 bilhões

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As exportações brasileiras de carne de frango ultrapassaram a marca de R$ 5 bilhões em receita mensal em maio. Com o desempenho aquecido, os embarques de carne de frango, tanto na versão fresca quanto na processada, renderam R$ 5,045 bilhões, montante 36% superior aos R$ 3,706 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.

Esse resultado foi sustentado por um volume recorde de 509,9 mil toneladas enviadas ao exterior, superando em quase 30% as 393,4 mil toneladas embarcadas um ano antes, quando o setor lidava com os efeitos dos casos isolados de gripe aviária em granjas do Rio Grande do Sul. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a receita total chegou a R$ 23,57 bilhões, ante R$ 21,17 bilhões nos mesmos meses de 2025, enquanto o volume total subiu para 2,45 milhões de toneladas.

O Paraná mantém o posto de maior exportador do país, respondendo por 213,9 mil toneladas enviadas apenas em maio. A China segue como a principal compradora, com alta de 34,7% nas aquisições. Especialistas do mercado avaliam que a diversificação dos destinos, alcançando desde mercados exigentes na Ásia e Europa até novas fronteiras em países emergentes, é o que garante esse fôlego ao setor, permitindo que a oferta interna se mantenha equilibrada.

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No mercado doméstico, a carne de frango se consolida como a proteína mais competitiva na cesta do consumidor, especialmente em um cenário onde a carne bovina permanece em patamares elevados e o poder de compra das famílias segue contido. A estabilidade de preços observada na última semana indica um mercado ajustado. Contudo, o setor faz um alerta importante aos produtores: a disciplina na produção é essencial. Especialistas destacam que, embora a demanda externa esteja firme, o aumento excessivo de alojamentos de pintinhos pode gerar um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os preços para baixo nos próximos meses.

A estabilidade também é verificada nos preços dos principais cortes. No atacado de São Paulo, o peito congelado é negociado a R$ 8,80, enquanto na distribuição o valor sobe para R$ 9,00. A coxa congelada custa R$ 7,00 no atacado e R$ 7,20 na distribuição, enquanto a asa é comercializada a R$ 11,00 no atacado e R$ 11,30 no segmento de distribuição. Os cortes resfriados seguem a mesma linha, com o peito cotado a R$ 8,90 no atacado e R$ 9,10 para o distribuidor, a coxa a R$ 7,10 no atacado e R$ 7,30 na distribuição, e a asa a R$ 11,10 no atacado e R$ 11,40 na distribuição.

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No mercado de aves vivas, o cenário regional mostra contrastes. Enquanto no Sul e Sudeste as cotações seguem estáveis — com o frango vivo sendo cotado a R$ 5,20 em São Paulo, R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, R$ 4,60 no Oeste do Paraná, R$ 5,30 no Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal, e R$ 5,40 em Minas Gerais e Goiás —, o Nordeste enfrenta uma realidade diferente. A menor oferta na região impulsionou os preços, com altas expressivas que levaram o quilo a R$ 6,80 no Ceará, R$ 7,00 em Pernambuco e R$ 7,20 no Pará.

Fonte: Pensar Agro

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