AGRONEGÓCIO

Recursos do Agronegócio chegam a R$ 325 bilhões em março

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O estoque de Cédulas de Produto Rural (CPR) registradas atingiu R$ 325 bilhões em março deste ano, um crescimento de 43% nos últimos doze meses, segundo o Boletim de Finanças Privadas do Agro, recentemente publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Ao mesmo tempo, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também apresentaram aumento significativo, embora mais modesto, com um crescimento de 26% no mesmo período, chegando a R$ 474 bilhões em contratações no último mês.

A CPR e a LCA continuam sendo as principais fontes de recursos privados direcionados ao financiamento do agronegócio no Brasil. Na safra atual, as LCAs se tornaram a principal fonte de recursos livres para o financiamento bancário do setor. Isso reforça a importância desses títulos para sustentar o crescimento das atividades rurais no país.

Enquanto a CPR e a LCA se destacam no financiamento do agronegócio, outros títulos também mostraram evolução. Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) tiveram um crescimento relevante entre março de 2023 e o mesmo mês deste ano. No entanto, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentam taxas de crescimento mais tímidas ao longo do último ano.

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A indústria dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro), apesar de ser o título mais recente no setor, continua a crescer a passos largos. Em março, o patrimônio líquido desses fundos atingiu R$ 38 bilhões, um aumento de 212% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso mostra a crescente aceitação dos ativos do setor no mercado de capitais do Brasil e seu potencial para alavancar mais recursos para o agronegócio.

O boletim de onde esses dados foram extraídos é produzido pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, da Secretaria de Política Agrícola, e traz informações detalhadas sobre as fontes de recursos privados no setor rural brasileiro. Com o agronegócio como um dos principais motores da economia brasileira, o crescimento constante nesses indicadores é uma boa notícia para o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Preço do arroz volta a cair no Brasil após leilões frustrados e excesso de oferta pressiona mercado

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O mercado brasileiro de arroz segue enfrentando um cenário de forte pressão sobre os preços, baixa liquidez e retração nas negociações, mesmo após a realização dos leilões de PEP e PEPRO promovidos pelo governo federal. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira, que aponta agravamento da fragilidade comercial diante do excesso de oferta e da limitada efetividade das medidas oficiais de sustentação.

Segundo o especialista, o setor continua sem apresentar reação consistente, com indústrias operando de forma defensiva e negociações ocorrendo em ritmo bastante reduzido.

“O mercado segue extremamente travado, com baixa movimentação e dificuldades crescentes na formação de preços”, destaca Oliveira.

Leilões não conseguem sustentar preços do arroz

Os leilões de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP) e Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (PEPRO) eram vistos como uma tentativa de aliviar a pressão sobre o mercado interno. No entanto, o resultado ficou abaixo das expectativas do setor.

A baixa adesão aos programas — com menos da metade dos volumes negociados — aumentou a percepção negativa entre produtores e agentes da cadeia orizícola. Na prática, o mercado interpretou os resultados como sinal de limitação operacional dos mecanismos diante dos problemas estruturais atuais.

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Além disso, parte dos participantes avalia que os prêmios acabaram sendo parcialmente absorvidos pela indústria e pelas tradings por meio de ajustes negativos nos preços pagos ao produtor.

Em diversas regiões produtoras, começaram a surgir diferenciações entre operações enquadradas e não enquadradas nos programas oficiais, ampliando distorções regionais e reduzindo a transparência da formação de preços.

Produtores seguram estoques e vendas seguem pontuais

Diante do ambiente de preços fragilizados, os grandes produtores permanecem retraídos e priorizam a retenção dos estoques, aguardando melhores oportunidades comerciais. Já os produtores com menor capacidade financeira continuam realizando vendas pontuais para geração de caixa e cumprimento de compromissos imediatos.

O cenário também segue pressionado pelo câmbio menos favorável às exportações brasileiras de arroz, fator que reduz a competitividade do produto nacional no mercado externo e dificulta o escoamento dos excedentes.

Cotação do arroz acumula forte desvalorização em 2025

A pressão sobre os preços continua evidente nas referências do mercado gaúcho, principal polo produtor do país.

A média da saca de 50 quilos de arroz no Rio Grande do Sul, padrão 58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista, encerrou a quinta-feira (7) cotada a R$ 61,65.

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O valor representa queda de 3,03% em relação à semana anterior. Na comparação mensal, houve leve alta de 1,34%, mas no acumulado de 2025 a desvalorização já alcança 19,63%.

Mercado segue atento aos próximos movimentos

Analistas do setor avaliam que o comportamento do mercado dependerá principalmente da capacidade de retomada das exportações, da evolução da demanda doméstica e de possíveis novas medidas governamentais para sustentação da renda do produtor.

Enquanto isso, o ambiente continua marcado por cautela, excesso de oferta e dificuldade de reação consistente nos preços do arroz brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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