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Recuperação dos preços do açúcar: Panorama atual e perspectivas para janeiro de 2024

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Na última edição do Agro Mensal, a Consultoria Agro do Itaú BBA reporta que os preços do açúcar demonstraram uma recuperação significativa nos últimos dias de janeiro, influenciada por uma série de fatores que abrangem desde a produção regional até as decisões governamentais na Índia.

Destaques

Na região Centro-Sul, a redução da produção com o término da colheita e melhores produtividades em algumas regiões da Índia contribuíram para uma valorização nos preços, fechando a tela de março/24 em cUSD 23,77/lp em 26 de janeiro, representando um aumento de 15,8% em comparação com dezembro.

A forte queda em dezembro, motivada pelo movimento de saída da posição comprada pelos fundos especulativos, encontrou correção técnica na penúltima semana de janeiro, impulsionada por perspectivas macroeconômicas mais otimistas e uma oferta mais ajustada na Ásia.

O relatório da ISMA indica que a safra indiana, até a 1ª quinzena de janeiro, atingiu 14,9 milhões de toneladas acumuladas, representando uma queda de 5,3% em comparação com o mesmo período de 2022/23.

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Destaca-se o aumento de 3% na produção dos primeiros 15 dias de janeiro na Índia, impulsionado pelo desempenho melhorado nas regiões de Maharashtra e Karnataka.

Cenário Internacional e Perspectivas Futuras

Na Europa, a safra de beterraba da França, apesar das adversidades climáticas, teve sua estimativa de produção aumentada de 3,9 para 4,2 milhões de toneladas pelo Ministério da Agricultura francês, ainda dependendo dos resultados de janeiro e meados de fevereiro.

A decisão do governo indiano sobre a solicitação de aumento da cota para a produção de etanol a partir do melaço-B é aguardada pelo mercado. Caso haja excedente de cana, a indicação é de que seja direcionado para o programa de etanol, impactando as dinâmicas do mercado.

As chuvas abaixo da média histórica em janeiro na região Centro-Sul podem manter os embarques de açúcar robustos nos próximos meses, aliviando o fluxo de comercialização, especialmente considerando a ausência prevista de exportação de açúcar pela Índia e a redução no volume da Tailândia, principais fornecedores neste período.

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Dados da UNICA revelam que, nos primeiros 15 dias de janeiro, a produtividade na região Centro-Sul apresentou um aumento significativo de 16%, indicando a possibilidade de antecipação do início da safra para março/24.

A ISMA solicitou ao governo indiano uma nova cota de produção de etanol a partir do melaço-B, buscando liberação para 1 – 1,2 milhão de toneladas, o que, se aprovado, totalizaria 2,7 – 2,9 milhões de toneladas destinadas à produção de etanol.

A análise abrangente da Consultoria Agro do Itaú BBA destaca a complexidade do mercado de açúcar, proporcionando uma visão detalhada das variáveis que influenciaram a recuperação dos preços e as expectativas para os próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

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A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

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A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

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Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

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