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Receita bruta do café brasileiro alcança R$ 115,27 bilhões em 2025 e ocupa quarto lugar entre lavouras

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O Valor Bruto da Produção (VBP) das principais lavouras brasileiras em 2025 está estimado em R$ 928,07 bilhões, considerando o volume físico previsto para colheita e os preços médios recebidos pelos agricultores das 17 principais culturas do país, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola (SPA/MAPA), divulgado pelo Observatório do Café.

No ranking das cinco lavouras com maior faturamento, a soja lidera com R$ 322,17 bilhões (34,7%), seguida pelo milho com R$ 164,68 bilhões (14,7%), cana-de-açúcar com R$ 117,90 bilhões (12,7%), café em quarto lugar com R$ 115,27 bilhões (12,4%) e algodão com R$ 36,64 bilhões (4%).

Café arábica domina receita do setor cafeeiro

Dentro do faturamento do café, o café arábica (Coffea arabica) deve gerar R$ 84,04 bilhões, representando 72,9% do total do setor. O café robusta/conilon (Coffea canephora) terá receita estimada em R$ 31,23 bilhões, correspondendo aos 27,1% restantes.

Estados produtores: Minas Gerais lidera com mais da metade do faturamento

Entre os cinco maiores estados produtores, Minas Gerais ocupa o primeiro lugar, com R$ 59,08 bilhões (51,2% do VBP nacional do café). O Espírito Santo aparece em segundo, com R$ 28,47 bilhões (24,7%), seguido por São Paulo com R$ 11,14 bilhões (9,6%), Bahia com R$ 8,65 bilhões (7,5%) e Rondônia com R$ 4,23 bilhões (3,6%). Outros estados completam o restante da produção nacional.

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Participação regional: Sudeste concentra mais de 86% do faturamento

Analisando as cinco regiões geográficas, a Região Sudeste se destaca com faturamento de R$ 99,53 bilhões (86,3% do total). Em seguida vêm:

  • Nordeste: R$ 8,72 bilhões (7,5%)
  • Norte: R$ 4,39 bilhões (3,8%)
  • Sul: R$ 1,69 bilhão (1,5%)
  • Centro-Oeste: R$ 942,76 milhões (<1%)
Dados e fontes da análise

Os números apresentados são baseados no Valor Bruto da Produção – VBP Agosto/2025, divulgado mensalmente pela SPA/MAPA desde 2005 e disponível no Observatório do Café, coordenado pelo Consórcio Pesquisa Café/Embrapa Café.

VBP Julho 2025

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino

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A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.

O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.

As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.

Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã

A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.

Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.

“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.

Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.

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O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.

“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.

Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade

De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.

“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.

O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.

Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.

“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.

Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável

Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.

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O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.

Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.

“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.

Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados

Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.

“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.

Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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