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Raízen e Vertoro Firmam Parceria para Potencializar o Valor da Lignina em Biocombustíveis e Produtos Químicos

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A Raízen, líder global na produção de Etanol de Segunda Geração (E2G), e a Vertoro, biorrefinaria scale-up sediada na Holanda, anunciaram hoje a assinatura de um Acordo de Desenvolvimento Conjunto (JDA, do inglês Joint Development Agreement). O objetivo da colaboração é incrementar o valor da lignina, um subproduto da produção de etanol, convertendo-a em biocombustíveis avançados e produtos químicos para os setores marítimo e de aviação, além de novos materiais.

A Raízen, reconhecida por sua vasta capacidade na produção de E2G, gera grandes volumes de lignina, com uma previsão de produção de 1,5 milhão de toneladas (base úmida) em suas nove plantas de E2G. Esta quantidade significativa de lignina oferece uma oportunidade única para a criação de soluções baseadas em resíduos e com menor pegada de carbono.

A Vertoro contribuirá com sua tecnologia inovadora Goldilocks®, que transforma quimicamente a lignina em um produto de baixo teor de enxofre, altamente processável e com baixo peso molecular. Este material é ideal para diversas aplicações de base biológica. “Com este anúncio, a Raízen reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de soluções pioneiras em energia renovável, colaborando com a Vertoro para gerar valor significativo e explorar novas aplicações para a lignina”, afirma Mateus Lopes, diretor de Transição Energética da Raízen.

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Michael Boot, cofundador e co-CEO da Vertoro, expressou entusiasmo pela parceria: “Estamos muito animados com a colaboração com a Raízen, que pode se tornar o maior esforço de valorização da lignina globalmente. Esta parceria tem o potencial de provar que a lignina pode ser um recurso viável tanto do ponto de vista financeiro quanto industrial.”

O projeto começará com a produção de amostras em larga escala na unidade de demonstração da Vertoro na Holanda, a partir de julho de 2024. Estas amostras serão enviadas para testes de aplicação em empresas selecionadas nos setores de combustível, produtos químicos e materiais. A meta é assegurar um Contrato de Compra Mínima Garantida (Offtake Agreement) para uma unidade de produção em escala comercial, que será integrada às instalações de E2G da Raízen no futuro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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