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Raiz rosada na cebola: como prevenir a doença e reduzir perdas na lavoura

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Raiz rosada é uma das principais ameaças à cultura da cebola

A raiz rosada é uma doença fúngica que afeta diretamente a produção de cebola, comprometendo o desenvolvimento das plantas e a formação dos bulbos.

O problema é causado pelo fungo Setophoma terrestris, que provoca alteração na coloração das raízes, deixando-as com tons rosados ou púrpura. Em casos mais severos, a infecção pode levar à morte da planta e causar prejuízos significativos ao produtor.

Manejo correto é essencial para reduzir a incidência

O controle da doença depende de um conjunto de boas práticas no campo. Segundo especialistas, o manejo adequado é fundamental para reduzir a pressão do patógeno na lavoura.

Entre as principais recomendações estão:

  • Realizar rotação de culturas
  • Utilizar sementes de qualidade
  • Ajustar o manejo de irrigação

Evitar extremos de umidade é essencial, já que tanto o estresse hídrico quanto o excesso de água favorecem o desenvolvimento do fungo. Solos com pH elevado também podem contribuir para o surgimento da doença.

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Escolha da variedade faz diferença no controle

Outro fator decisivo no combate à raiz rosada é a escolha de variedades com resistência genética.

De acordo com Luciano Faria, optar por cultivares mais resistentes amplia a proteção do cultivo e reduz os riscos de perdas.

Variedades resistentes ajudam a aumentar a produtividade

Um exemplo citado é a cebola Dallas, desenvolvida pela East-West Seed, que apresenta resistência à doença e bom desempenho produtivo.

A variedade se destaca por:

  • Alta produtividade
  • Bulbos com formato globular e boa aparência
  • Excelente qualidade pós-colheita
  • Ciclo precoce, que contribui para redução de custos

Além disso, trata-se de um híbrido de dias curtos, com folhas eretas e alta sanidade, características que favorecem o rendimento e atendem às exigências do mercado.

Estratégia integrada é fundamental para o sucesso da lavoura

O controle da raiz rosada exige uma abordagem integrada, combinando manejo agronômico eficiente e escolha adequada de variedades.

Ao adotar essas práticas, o produtor pode reduzir significativamente os impactos da doença, preservar a produtividade e garantir melhor qualidade final do produto.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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