AGRONEGÓCIO

Radiografia do Agro 2024 Destaca a Interdependência Entre Goiás e o Agronegócio

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As exportações do agronegócio goiano atingiram US$ 12,1 bilhões em 2023, representando 87,2% do total das vendas externas do estado. Entre os produtos em destaque, o sorgo se destacou, com Goiás liderando as exportações nacionais dessa commodity. Na produção de grãos, Goiás ocupou a terceira posição no ranking brasileiro, com 32,6 milhões de toneladas produzidas. Esses dados fazem parte da quinta edição da Radiografia do Agro, que oferece um panorama detalhado do agronegócio no estado, com informações abrangentes sobre agricultura, pecuária e silvicultura.

A publicação, lançada em 2024 pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é um documento completo que consolida dados da safra 2022/2023 e destaca a importância de Goiás tanto para o agronegócio nacional quanto para o seu desenvolvimento.

Informações Abrangentes sobre o Agronegócio Goiano

A edição deste ano do relatório apresenta dados relevantes sobre o desempenho do estado na produção de grãos, na comercialização de produtos, no Valor Bruto da Produção (VBP), nas exportações, no Produto Interno Bruto (PIB) e no valor adicionado da agropecuária. Os destaques goianos nos rankings nacionais de produção e exportação são ilustrados com infográficos que facilitam a compreensão dos números.

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Uma das novidades desta edição é a seção Agro Logístico, que traz mapas detalhados dos modais de transporte ferroviário, hidroviário e rodoviário do Brasil e de Goiás, além de informações sobre o complexo portuário nacional.

Panorama Detalhado dos Segmentos Agropecuários

O relatório também explora, em detalhes, 48 segmentos da agricultura, pecuária e silvicultura de Goiás. Cada segmento é apresentado por meio de gráficos, mapas e rankings, abrangendo dados sobre produção, exportações, cotações de preços e os principais produtores municipais e estaduais de cada produto.

De acordo com o secretário da Seapa, o diferencial da Radiografia do Agro está na forma como os dados são apresentados, o que facilita a compreensão e amplia o conhecimento sobre o agronegócio goiano. Ele ressalta que o material é uma ferramenta valiosa para pesquisadores, jornalistas, produtores rurais e agentes públicos, oferecendo subsídios importantes para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a agropecuária e o crescimento do estado como um todo.

Fontes e Produção do Relatório

A Radiografia do Agro é produzida pela Gerência de Inteligência de Mercado Agropecuário da Seapa, com base em levantamentos e pesquisas de instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa).

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Radiografia do Agro

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café sobe forte nas bolsas e acende alerta global de oferta apertada com produtores brasileiros retendo vendas

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Mercado do café inicia dia em forte alta e mantém cenário de oferta restrita

O mercado internacional de café abriu esta sexta-feira (24) em forte valorização, com avanços consistentes tanto no arábica negociado em Nova York quanto no robusta em Londres. O movimento reflete um ambiente de oferta global apertada, estoques reduzidos e ritmo lento de comercialização no Brasil, principal origem exportadora da commodity.

A reação positiva ocorre após um período de volatilidade, mas encontra suporte em fundamentos que seguem pressionando o equilíbrio entre oferta e demanda no curto prazo.

Arábica ultrapassa 300 cents/lb e robusta também avança em Londres

Na ICE Futures US, o café arábica opera em alta expressiva. Os contratos registram ganhos generalizados, com destaque para o vencimento de maio/26, cotado a 317,05 cents/lb, com alta de 70 pontos. O julho/26 avança para 304,25 cents/lb, enquanto o setembro/26 sobe para 292,80 cents/lb.

Em Londres, o robusta também acompanha o movimento de valorização. O contrato de maio/26 é negociado a US$ 3.761 por tonelada, enquanto os vencimentos seguintes mantêm trajetória positiva, com ganhos moderados ao longo da curva futura.

O comportamento das duas bolsas reforça o cenário de sustentação dos preços em um ambiente de oferta global limitada.

Estoques baixos e vendas lentas no Brasil sustentam preços

Um dos principais fatores de suporte ao mercado segue vindo do Brasil. Os estoques certificados de arábica permanecem em níveis historicamente baixos, reduzindo a margem de segurança da oferta global.

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Ao mesmo tempo, o fluxo físico no país continua travado. Produtores, capitalizados após os preços elevados da safra, mantêm postura firme nas negociações e liberam volumes de forma pontual, o que limita a disponibilidade imediata no mercado.

Esse comportamento contribui para sustentar as cotações internacionais, mesmo diante de oscilações técnicas nas bolsas.

Clima no Sudeste adiciona cautela ao mercado

As condições climáticas nas principais regiões produtoras do Sudeste também seguem no radar dos operadores. A previsão de tempo seco e temperaturas elevadas durante a transição para a colheita mantém o mercado em estado de atenção.

Embora não haja indicação de perdas significativas até o momento, o cenário climático reforça a cautela dos agentes e reduz apostas mais agressivas de queda nos preços.

Geopolítica e câmbio ampliam pressão altista sobre o café

Na quinta-feira, o café arábica em Nova York já havia registrado forte valorização, com os contratos de julho atingindo os níveis mais altos em cerca de um mês. O movimento foi impulsionado por preocupações com a oferta global e pelo enfraquecimento do dólar frente ao real, que reduziu a competitividade das exportações brasileiras.

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Segundo análise de mercado, tensões geopolíticas envolvendo possíveis interrupções logísticas globais também adicionam pressão aos preços, ao elevar custos de frete, seguros e insumos ao longo da cadeia internacional.

Na sessão anterior, os contratos de maio/26 encerraram a 316,35 cents/lb, com alta de 4,6%, enquanto julho/26 avançou 3,9%, reforçando o viés altista do mercado.

Mercado físico segue travado e amplia volatilidade

No mercado interno, a combinação de demanda ativa da indústria e exportadores com baixa liberação de oferta mantém o ambiente desequilibrado.

Apesar do interesse comprador, o volume de negócios fechados segue abaixo do esperado, refletindo a postura cautelosa dos produtores e contribuindo para maior sensibilidade dos preços às oscilações externas.

Produtor deve redobrar estratégia em cenário de alta volatilidade

O cenário atual exige atenção redobrada do produtor brasileiro. A combinação de estoques baixos, clima monitorado, retenção de vendas e fatores geopolíticos mantém o mercado altamente sensível.

Embora o ambiente seja de preços sustentados, a volatilidade segue elevada, o que reforça a importância de estratégias comerciais mais planejadas para captura de oportunidades ao longo das próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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