AGRONEGÓCIO

Raças Hereford e Braford têm crescimento de 11% no ano de 2023

Publicado em

As raças Hereford e Braford apresentaram um crescimento de 11% nos registros no ano de 2023. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), onde mais de 47 mil registros de nascimento e definitivos foram realizados ao longo do ano passado. Nos nascimentos, foram mais de 29 mil, alta de 14%, enquanto nos definitivos foram mais de 18 mil, elevação de 6%.

Conforme o presidente da ABHB, Eduardo Soares, o setor de registro está em franca expansão, com o aumento de animais registrados, repercutindo aquilo que é visto diariamente, em função do trabalho realizado pelos criadores e técnicos, evidenciando também o sucesso dos eventos realizados pela associação, como exposições, remates e demais ações. “No ano de 2023, tivemos números expressivos no setor de registros da ABHB. Isso mostra a pujança das raças, a expansão para diversos estados do Brasil e que nós, como associação, estamos no caminho correto. Os criadores estão acreditando que animais registrados, principalmente em momentos de preços mais estáveis, realmente fazem a diferença na rentabilidade dos seus negócios”, afirma o presidente.

Leia Também:  Geração de energia fechou 2023 com crescimento de 10.324,2 megawatts

Além disso, a ABHB também informou que foram feitos mais de 2,5 mil certificados de produtos de cruzamento no ano de 2023, o que representa um crescimento de 62% em relação ao ano anterior. Como os demais certificados emitidos, o documento isenta o pagamento do ICMS na saída de qualquer Estado do território nacional e se atribui àqueles animais que possuem padrão racial Hereford ou Braford.

Outro ponto importante foi o crescimento das raças em diversos estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins e Maranhão.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Brasil confirma dumping no leite importado, mas tarifa não sai do papel

Published

on

O governo brasileiro confirmou que empresas da Argentina e do Uruguai venderam leite em pó ao País em condições desleais, mas manteve suspensas as tarifas criadas para proteger o produtor nacional. A decisão mantém o produto estrangeiro entrando sem a cobrança adicional enquanto são avaliados os efeitos da medida sobre a indústria e os consumidores.

A investigação do Departamento de Defesa Comercial (Decom), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), encontrou dumping e prejuízo à produção brasileira. A prática ocorre quando uma empresa exporta um produto por valor artificialmente baixo, prejudicando os concorrentes no mercado comprador.

Em junho, o Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex) aprovou tarifas diferentes para cada exportador, com vigência prevista até 8 de junho de 2031. Dependendo da empresa, a cobrança poderia superar 100% do preço médio do leite em pó importado.

A própria resolução, porém, suspendeu imediatamente a aplicação das tarifas por razões de interesse público. Com isso, o dumping foi reconhecido, mas o leite argentino e uruguaio continua entrando no Brasil sem a medida de defesa comercial.

No fim de julho, o governo abriu uma avaliação para calcular os possíveis efeitos da cobrança sobre produção, distribuição, comércio e consumo. Não há prazo definido para que o Gecex tome uma decisão final.

Leia Também:  Análise de qualidade do algodão na Bahia registra aumento de 25,75%

A suspensão provocou reação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e de entidades da cadeia leiteira. O setor argumenta que o produto importado reduz o preço pago ao pecuarista e atinge principalmente pequenas e médias propriedades, com menor capacidade para suportar períodos prolongados de baixa remuneração.

“Não adianta reconhecer que há mais de 60% de dumping nesse leite em pó que entra no Brasil e não aplicar as tarifas”, afirmou o presidente da FPA, Pedro Lupion. Segundo ele, a concorrência está retirando produtores da atividade e afetando a economia de pequenos municípios.

A pressão das importações aumentou neste ano. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que o País importou o equivalente a 1,02 bilhão de litros de leite em produtos lácteos entre janeiro e maio, recorde para o período e crescimento de 10,5% em relação a 2025.

O leite em pó respondeu pelo equivalente a 754 milhões de litros. Argentina e Uruguai forneceram 653 milhões, ou 86% desse volume. Como o produto é reidratado e utilizado por indústrias de alimentos, sua entrada influencia a demanda pelo leite cru produzido no Brasil.

Leia Também:  Encontro ruralista debate papel do agro rumo à COP‑30

A CNA sustenta que a tarifa não provocaria aumento relevante no custo da alimentação porque atingiria apenas o leite em pó não fracionado, vendido em embalagens superiores a 800 gramas e utilizado principalmente como insumo industrial. Leite em pó embalado para o consumidor, leite longa vida e queijos não estão incluídos na medida.

O processo foi aberto em dezembro de 2024, após pedido da CNA. A investigação concluiu que houve dumping, dano à cadeia produtiva brasileira e relação entre as importações e o prejuízo interno.

Agora, a disputa está concentrada na aplicação das tarifas. Para o produtor, o reconhecimento da prática tem pouco efeito enquanto a cobrança permanecer suspensa. A proteção somente chegará ao mercado se o Gecex concluir que o benefício para a pecuária leiteira supera eventuais impactos sobre a indústria e os preços ao consumidor.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA