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Rabobank Conclui Transação de USD 300 Milhões para a Usina Coruripe

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O Rabobank, instituição financeira global especializada em soluções para o agronegócio, anunciou a realização de uma transação no valor de USD 300 milhões em favor da Usina Coruripe, uma das maiores produtoras sucroenergéticas do Brasil. A operação teve como objetivo a recompra de Bonds (títulos de dívida) emitidos pela usina no mercado de capitais internacional em 2022, com vencimento previsto para 2027. O novo acordo, com prazo de seis anos e vencimento final em novembro de 2030, inclui um ano de carência e amortização integral até o fim do período.

A transação foi coordenada pelo Rabobank e contou com a participação do Itaú, Citibank, Kinea e XP, por meio de dívidas sindicalizadas e da emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no mercado de capitais brasileiro. Mário Ferreira, Head de Clientes Corporativos do Rabobank Brasil, comentou: “Estamos muito satisfeitos em anunciar essa transação, que vai colaborar com o desenvolvimento de uma das maiores empresas de açúcar e etanol do país. Somos um banco comprometido com a constante evolução do mercado.”

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Até o momento, a Usina Coruripe já recomprou USD 278 milhões dos Bonds emitidos. Os USD 22 milhões restantes ficarão disponíveis por um curto período para a recompra dos títulos remanescentes. Caso os investidores optem por manter suas posições, os Bonds serão quitados até fevereiro de 2027. Os recursos obtidos com a operação serão utilizados pela Coruripe para a quitação de outras dívidas.

Mario Lorencatto, presidente da Usina Coruripe, destacou que a operação foi estruturada com diversos instrumentos financeiros, incluindo o mercado de capitais, e envolveu grandes instituições. Ele ressaltou que, além de alongar o prazo de pagamento, a transação permitirá a redução dos custos da dívida, proporcionando à empresa uma base sólida para enfrentar o atual cenário de taxas de juros elevadas e possíveis incertezas no mercado nacional e internacional. “Melhoramos o perfil da nossa estrutura de capital e a empresa terá conforto para superar os desafios futuros. O sucesso dessa operação reafirma a confiança das grandes instituições financeiras e investidores no futuro da Usina Coruripe e fortalece a credibilidade do nosso setor junto ao mercado de capitais internacional”, concluiu Lorencatto.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais

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As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.

O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.

Farelo de soja indiano perde competitividade global

Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.

Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.

A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.

De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.

“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.

Exportações devem cair pela metade em 2025/26

A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.

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A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.

Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.

“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.

Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático

Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.

A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.

O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.

Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.

Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados

Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.

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A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.

Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.

Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.

“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.

Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações

O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.

A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.

Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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