AGRONEGÓCIO
Rabobank aponta fatores decisivos para preços do milho em 2026 no AgroInfo Q1
Publicado em
1 de abril de 2026por
Da Redação
O Rabobank divulgou a edição do AgroInfo Q1 2026, trazendo uma análise detalhada sobre o cenário das principais commodities agrícolas, com destaque para o milho, que deve enfrentar um período de forte influência de fatores internos e externos.
De acordo com o relatório, o comportamento dos preços do cereal nos próximos meses dependerá principalmente da evolução da safrinha brasileira, das decisões de plantio nos Estados Unidos e dos custos logísticos.
Produção brasileira e clima influenciam o milho safrinha
A segunda safra de milho no Brasil segue como um dos principais pontos de atenção. O avanço do plantio e o desenvolvimento das lavouras vêm sendo impactados pelas condições climáticas, especialmente pelo excesso de chuvas em algumas regiões.
Segundo o Rabobank, essas condições têm atrasado tanto a colheita da soja quanto o plantio do milho safrinha, o que pode afetar produtividade e oferta ao longo do ano.
Decisão de área nos EUA será determinante para preços globais
Outro fator-chave destacado no relatório é a definição da área plantada com milho nos Estados Unidos. Como um dos maiores produtores mundiais, qualquer mudança na intenção de plantio norte-americana pode alterar significativamente o equilíbrio global de oferta e demanda.
Esse cenário tende a impactar diretamente as cotações internacionais e, consequentemente, os preços praticados no mercado brasileiro.
Frete e custos logísticos ganham protagonismo
O relatório também aponta que os custos de frete, tanto no mercado interno quanto no transporte marítimo, devem ter papel relevante na formação de preços.
O aumento dos custos logísticos, impulsionado principalmente pela alta do diesel em meio às tensões geopolíticas, pode reduzir a competitividade e pressionar as margens dos produtores.
Geopolítica e energia afetam mercado agrícola
O cenário global segue marcado por incertezas, especialmente devido ao conflito no Oriente Médio, que tem elevado os preços de energia e fertilizantes.
Esse ambiente impacta diretamente o agronegócio, aumentando custos de produção e influenciando o comportamento das commodities, incluindo o milho.
Perspectiva: mercado sensível e volátil em 2026
Diante desse conjunto de fatores, o Rabobank destaca que o mercado de milho deve permanecer sensível e sujeito a volatilidade ao longo de 2026.
A combinação entre clima, decisões de plantio, custos logísticos e cenário geopolítico será determinante para a trajetória dos preços no Brasil e no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Erros em notas fiscais travam créditos de ICMS no agro e ampliam prejuízos financeiros no campo
Published
17 minutos agoon
25 de maio de 2026By
Da Redação
A gestão tributária voltou ao centro das preocupações do agronegócio brasileiro diante do aumento de inconsistências em notas fiscais eletrônicas que vêm comprometendo o aproveitamento de créditos de ICMS no setor. Erros considerados simples, mas recorrentes, têm provocado bloqueios fiscais, perda de valores milionários e dificuldades financeiras para produtores rurais e empresas ligadas à cadeia agroindustrial.
Levantamento da Confederação Nacional dos Contadores mostra que mais de 60% das empresas brasileiras já emitiram notas fiscais com erros ou divergências. Outros 15% sequer souberam informar se os documentos estavam corretos. Paralelamente, dados da IOB indicam que cerca de 70% das empresas analisadas no primeiro semestre de 2024 apresentaram algum tipo de inconsistência tributária.
No agronegócio, onde o volume de operações fiscais é elevado e o fluxo financeiro depende diretamente da regularidade tributária, o impacto dessas falhas é ainda mais significativo.
Segundo o contador e especialista em gestão tributária no agro, Altair Heitor, o problema está principalmente na qualidade da emissão fiscal.
“Não basta emitir a nota fiscal. Ela precisa estar tecnicamente correta. Um único erro pode comprometer toda a operação e impedir o aproveitamento do crédito tributário”, afirma.
Erros fiscais mais comuns bloqueiam créditos de ICMS
Entre as principais inconsistências identificadas estão erros na classificação fiscal dos produtos (NCM), preenchimento incorreto do CFOP, falhas no CST e ausência do destaque correto do imposto.
Dados do setor apontam que aproximadamente 55,6% das falhas estão justamente nesses campos considerados essenciais para validação do crédito tributário.
Na prática, isso significa que muitos produtores rurais e empresas deixam de recuperar valores importantes por problemas operacionais que poderiam ser evitados com maior controle documental e revisão técnica.
Além da perda financeira direta, inconsistências fiscais podem gerar autuações, multas e bloqueios futuros de créditos tributários.
Fiscalização digital aumenta rigor sobre operações do agro
O avanço da fiscalização eletrônica pelos fiscos estaduais reduziu significativamente a margem para correções posteriores.
Atualmente, os sistemas estaduais realizam cruzamento automático de informações fiscais em tempo real, identificando divergências imediatamente após a emissão dos documentos.
Segundo especialistas, esse cenário se torna ainda mais crítico durante períodos de maior movimentação no campo, como comercialização de safra e fechamento de grandes operações agrícolas.
“Em muitos casos, o produtor só descobre o problema quando tenta utilizar o crédito e encontra o bloqueio fiscal”, explica Altair Heitor.
A situação é agravada pelo fato de que muitos estados vêm endurecendo os critérios para homologação dos créditos acumulados de ICMS.
Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual anunciou recentemente a liberação de até R$ 1,5 bilhão em créditos acumulados por meio do programa ProAtivo, reforçando o potencial financeiro desses recursos para empresas que mantêm regularidade fiscal.
Mesmo assim, parte significativa do setor produtivo continua sem acesso aos créditos devido às falhas documentais.
Falta de integração operacional amplia perdas financeiras
Especialistas apontam que boa parte dos problemas fiscais no agronegócio está relacionada à ausência de integração entre os setores contábil, fiscal e operacional das empresas.
Sem padronização de processos e revisão constante, a emissão de notas fiscais acaba sendo realizada de forma manual e vulnerável a erros recorrentes.
Além disso, muitos produtores ainda não mantêm rotinas estruturadas de auditoria fiscal preventiva, o que dificulta a identificação antecipada de inconsistências.
O resultado é o acúmulo de créditos não aproveitados, perda de capital de giro e aumento da dependência de financiamentos externos.
Medidas podem evitar perdas e proteger o caixa do produtor
Especialistas em gestão tributária defendem que a recuperação e preservação dos créditos de ICMS exigem organização documental, monitoramento contínuo e suporte técnico especializado.
Entre as principais medidas recomendadas para reduzir riscos estão:
- Revisão periódica das notas fiscais: A análise recorrente da documentação permite identificar inconsistências e corrigir falhas antes de eventuais autuações fiscais.
- Padronização do preenchimento fiscal: Uniformizar informações como NCM, CFOP e CST reduz divergências e melhora a consistência dos documentos.
- Organização documental: Notas fiscais, livros fiscais e registros contábeis precisam estar completos e compatíveis para sustentar o direito ao crédito.
- Atualização constante sobre mudanças tributárias: Alterações na legislação e nos entendimentos das secretarias estaduais impactam diretamente a validação dos créditos fiscais.
- Suporte técnico especializado: Consultorias e equipes com foco em gestão tributária ajudam a reduzir riscos operacionais e ampliar o aproveitamento dos créditos acumulados.
Crédito de ICMS ganha importância estratégica no agro
Em um cenário de custos elevados, juros altos e maior pressão sobre as margens do produtor rural, os créditos tributários passaram a representar uma importante ferramenta de liquidez para o agronegócio.
Segundo especialistas, a correta gestão fiscal pode transformar créditos acumulados em fonte relevante de capital para investimentos, custeio e equilíbrio do fluxo de caixa.
“O crédito de ICMS é um ativo financeiro legítimo. Quando bem administrado, ele deixa de ser um valor parado e passa a apoiar decisões estratégicas dentro da operação agrícola”, conclui Altair Heitor.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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