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Queda nos Preços da Soja Pode Impulsionar Aumento da Área Plantada de Milho nos EUA em 2025

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A recente queda nos preços da soja nos Estados Unidos pode levar os agricultores a aumentar a área plantada de milho em 2025, segundo a analista de mercado Karen Braun, da Reuters.

Na terça-feira (17), os futuros de soja de Chicago atingiram os menores níveis contratuais, incluindo os contratos de novembro de 2025, que representam a safra do próximo ano nos EUA. Em contraste, os futuros de milho para dezembro de 2025 também apresentaram quedas, mas com preços relativamente mais favoráveis em comparação aos da soja. Os contratos de soja de novembro fecharam a US$ 9,88-3/4 por bushel, enquanto os de milho de dezembro terminaram em US$ 4,38-1/2. Essa diferença resultou em uma proporção entre os preços da soja e do milho de 2,25, o menor nível registrado para meados de dezembro desde 2015.

Impacto da Relação Preço-Feijão/Milho

A relação preço entre a soja e o milho serve como um indicador importante para os agricultores dos EUA ao decidirem o que plantar no ano seguinte. Quando essa relação fica abaixo de 2,3, o milho tende a ser mais lucrativo, enquanto valores mais próximos de 2,5 favorecem a soja. Historicamente, essa proporção costuma ficar ligeiramente abaixo de 2,4 em dezembro.

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Embora muitos agricultores tomem suas decisões de plantio no outono, as flutuações de preços até fevereiro ainda podem influenciar essas escolhas. Se os preços favoráveis ao milho se mantiverem até o início de 2025, há uma grande possibilidade de que a área plantada com milho aumente substancialmente nos Estados Unidos.

O Exemplo de 2015 e Projeções para 2025

O final de 2015 oferece um paralelo interessante. Naquele ano, a proporção de preço entre a soja e o milho favoreceu o cultivo do milho até março de 2016, resultando em um aumento de quase 7% na área plantada com milho, um crescimento significativamente maior do que o habitual.

Apesar dos altos custos de produção e dos preços baixos de 2024, que mantiveram a área de milho abaixo das expectativas iniciais, há uma margem para um aumento considerável na área plantada em 2025. Contudo, é importante ressaltar que, mesmo com a possível redução nos custos operacionais, o aumento da área de milho pode vir acompanhado de um decréscimo na plantação de soja.

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A Influência do Brasil e a Demanda Chinesa

Embora o aumento da área plantada com milho tenha, tradicionalmente, levado a uma redução na área dedicada à soja, 2016 foi um ano atípico, com um aumento de 1% na área de soja, mesmo com o forte crescimento da área de milho. Isso ocorreu, em parte, devido à redução nas áreas plantadas com trigo.

No entanto, a demanda chinesa por soja, que antes impulsionava as exportações dos EUA, não apresenta mais o mesmo ritmo de crescimento, especialmente devido ao aumento de 75% na produção de soja do Brasil na última década, enquanto as importações chinesas cresceram menos de 40%. Com a expectativa de que a safra de soja brasileira seja grande, o mercado de soja deve continuar com preços baixos, tornando o cultivo de soja menos atraente para os agricultores dos EUA, o que favorece ainda mais a expansão do milho no país em 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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