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Queda nos preços da soja e do milho em MS marca março de 2026 com mercado mais pressionado

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Preços da soja recuam no mercado disponível e futuro

Os preços da soja em Mato Grosso do Sul apresentaram queda em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados constam nos boletins técnicos de Comercialização e Preços elaborados pela área econômica da Aprosoja/MS.

O valor médio da soja disponível no Estado foi de R$ 111,06 por saca, o que representa uma retração de 5% frente a março de 2025, quando o grão era negociado a R$ 116,48 por saca.

Já o preço médio da soja no mercado futuro ficou em R$ 121,52 por saca, registrando queda de aproximadamente 2% na mesma base de comparação.

Safra 2024/2025 é concluída com preço médio de R$ 119,56

A comercialização da safra 2024/2025 foi finalizada em março, alcançando um preço médio ponderado de R$ 119,56 por saca, considerando todo o volume negociado ao longo do ciclo produtivo.

Safra 2025/2026 avança mais lentamente

Para a safra 2025/2026, o ritmo de comercialização segue mais lento em relação aos anos anteriores. Até março, cerca de 41,5% da produção havia sido negociada, com preço médio ponderado de R$ 114,51 por saca.

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Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, esse comportamento reflete fatores tanto internos quanto externos.

Entre os principais pontos estão:

  • Aumento da oferta de soja em relação à safra passada
  • Impactos do cenário internacional, incluindo tensões envolvendo o Irã
  • Influência do dólar e do preço do petróleo sobre as cotações

Esses elementos têm contribuído para uma maior volatilidade nos preços da oleaginosa.

Milho registra queda mais acentuada em março

O milho também apresentou recuo significativo nas cotações no Estado. Em março de 2026, o preço médio disponível foi de R$ 53,07 por saca, queda de cerca de 23% em relação aos R$ 65,27 registrados no mesmo mês de 2025.

No mercado futuro, o cereal foi cotado, em média, a R$ 51,89 por saca, recuo de aproximadamente 10% na comparação anual.

Comercialização do milho mostra ritmo distinto entre safras

A safra 2024/2025 de milho já estava 93% comercializada até março, com preço médio ponderado de R$ 51,96 por saca.

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Por outro lado, a safra 2025/2026 apresenta um comportamento mais cauteloso nas vendas antecipadas. Até o mesmo período, apenas 15,5% da produção havia sido negociada, com preço médio de R$ 51,17 por saca.

Redirecionamento de mercado impacta exportações e preços

De acordo com a análise da Aprosoja/MS, o cenário internacional também influencia diretamente o mercado do milho sul-mato-grossense.

Em 2025, o Irã foi o principal destino das exportações de milho do Estado. No entanto, mudanças recentes têm provocado um redirecionamento desse fluxo comercial.

Como consequência:

  • A comercialização ocorre de forma mais lenta
  • Há maior volume disponível no mercado interno
  • Os preços sofrem pressão adicional
Cenário exige cautela do produtor

A combinação de maior oferta, incertezas externas e mudanças no fluxo de exportações tem exigido mais cautela por parte dos produtores na tomada de decisão.

O ambiente atual reforça a necessidade de acompanhamento constante do mercado, especialmente diante da volatilidade dos preços e das variáveis globais que impactam diretamente o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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