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Queda nos contratos futuros de açúcar reflete expectativa de oferta global elevada

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Oferta global em alta pressiona mercado do açúcar

Os contratos futuros de açúcar fecharam em queda nas bolsas internacionais nesta quinta-feira (5), influenciados pelas projeções de aumento significativo na oferta global do produto. Analistas apontam que os preços da commodity já vinham recuando desde março, com uma queda mais acentuada em maio.

USDA prevê excedente global recorde

Segundo a agência britânica Reuters, a pressão sobre as cotações se intensificou após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimar, em seu relatório semestral divulgado em 22 de maio, um excedente global de 11,4 milhões de toneladas para a safra 2025/26.

A produção mundial deve crescer 4,7% no próximo ciclo, alcançando um volume recorde de 189,3 milhões de toneladas, conforme apontou o USDA.

Índia e Tailândia contribuem para o cenário de alta oferta

As expectativas de safras positivas na Índia e na Tailândia reforçam o cenário de aumento da oferta. A Federação Nacional de Fábricas Cooperativas de Açúcar da Índia projeta uma elevação de 19% na produção do país, que deve alcançar 35 milhões de toneladas, impulsionada pela expansão das áreas plantadas.

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Desempenho nas bolsas internacionais
  • Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto registrou desvalorização.
  • O contrato com vencimento em julho de 2025 recuou 18 pontos, negociado a 16,57 centavos de dólar por libra-peso.
  • Já o contrato de outubro de 2025 caiu 15 pontos, cotado a 16,88 centavos de dólar por libra-peso.

Em Londres, na ICE Europe, o açúcar branco também apresentou queda:

  • O contrato de agosto de 2025 recuou US$ 4,80, encerrando a US$ 463,30 por tonelada.
  • O contrato de outubro de 2025 caiu US$ 4,30, negociado a US$ 461,70 por tonelada.
Mercado interno: açúcar cristal e etanol hidratado
  • No mercado brasileiro, o açúcar cristal registrou leve retração, conforme o Indicador Cepea/Esalq da USP.
  • A saca de 50 kg foi negociada a R$ 131,40, uma queda de 2,06%.
  • Já o etanol hidratado, segundo o Indicador Diário Paulínia, também teve leve desvalorização:
  • O metro cúbico do biocombustível foi cotado a R$ 2.628,00, com recuo de 0,13%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Conab projeta safra recorde de 358 milhões de toneladas e soja histórica de 180 milhões no Brasil

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Safra brasileira de grãos caminha para novo recorde histórico

O agronegócio brasileiro deve registrar mais uma safra histórica em 2025/26. Segundo o 8º Levantamento da Safra de Grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção nacional está estimada em 358 milhões de toneladas, crescimento de 1,6% em relação ao ciclo anterior.

O avanço representa um acréscimo de 5,7 milhões de toneladas frente à safra passada e consolida um novo recorde para o setor agrícola brasileiro, sustentado principalmente pelo desempenho da soja, milho e sorgo.

Soja deve atingir marca inédita de 180 milhões de toneladas

A soja segue como principal destaque da agricultura brasileira. A Conab elevou novamente a projeção da oleaginosa, que agora deve alcançar 180,1 milhões de toneladas — maior volume já registrado na série histórica do órgão.

O crescimento esperado é de 5% sobre a safra anterior, equivalente a mais 8,6 milhões de toneladas produzidas.

Com 98,3% da área já colhida, a revisão positiva reforça o excelente desempenho produtivo observado nas principais regiões agrícolas do país.

Além da produção recorde, as exportações brasileiras também devem avançar. A expectativa é de embarques de até 116 milhões de toneladas, aumento de 7,25% em relação ao ciclo 2024/25.

Milho terá segunda maior safra da história

A produção total de milho, considerando as três safras, foi estimada em 140,2 milhões de toneladas, configurando a segunda maior colheita já registrada no Brasil.

O milho primeira safra apresentou recuperação importante, impulsionado pelo aumento da área plantada e melhores condições de produtividade. A estimativa atual aponta produção de 28,5 milhões de toneladas.

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Já a segunda safra, apesar da leve retração em relação ao ciclo anterior, segue robusta, com previsão de 108,5 milhões de toneladas.

Segundo a Conab, fatores climáticos em estados como Goiás e Minas Gerais limitaram parte do potencial produtivo da safrinha, embora o avanço da área plantada continue sustentando volumes elevados.

Sorgo dispara e ganha espaço no campo brasileiro

O sorgo aparece como uma das culturas com maior crescimento proporcional nesta temporada. A produção pode alcançar 7,6 milhões de toneladas, alta de até 23,8%.

O avanço é resultado direto da ampliação da área cultivada, especialmente no Centro-Oeste, onde muitos produtores migraram áreas originalmente destinadas ao milho para o sorgo.

A cultura ganhou força por apresentar maior resistência ao déficit hídrico e maior flexibilidade em janelas tardias de plantio, além da crescente demanda para alimentação animal e produção de etanol.

Goiás segue como maior produtor nacional da cultura e deve registrar crescimento superior a 40% na produção.

Arroz e feijão recuam, mas abastecimento segue garantido

A Conab estima queda na produção de arroz e feijão em relação à safra anterior, embora sem risco de desabastecimento no mercado interno.

Para o arroz, a produção projetada é de 11,1 milhões de toneladas, refletindo redução de área plantada. Apesar disso, a produtividade das lavouras apresentou melhora significativa.

No caso do feijão, a produção total das três safras deve alcançar 2,9 milhões de toneladas, retração de 5,2% frente ao ciclo anterior.

Mesmo com menor área cultivada, a Companhia destaca que o abastecimento doméstico permanece equilibrado.

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Algodão e trigo sofrem pressão de área e clima

A produção de algodão em pluma foi estimada em aproximadamente 4 milhões de toneladas, apresentando queda de 2,6% sobre a safra passada.

O recuo está ligado à redução da área plantada e à menor produtividade em algumas regiões produtoras.

Já o trigo deve registrar retração ainda mais expressiva. A previsão da Conab aponta produção de 6,4 milhões de toneladas, impactada principalmente pela redução da área semeada no Rio Grande do Sul e Paraná.

Os problemas climáticos recorrentes e a baixa rentabilidade seguem reduzindo o interesse dos produtores pelo cereal.

Etanol impulsiona consumo de milho no Brasil

O mercado interno também segue aquecido para o milho. A indústria de etanol de milho continua ampliando sua participação no consumo doméstico do cereal.

A demanda interna deve crescer 4,6%, alcançando 94,86 milhões de toneladas.

Ao mesmo tempo, as exportações brasileiras seguem fortes, com previsão de embarques de até 46,5 milhões de toneladas na atual temporada.

Mesmo com o aumento da demanda, o estoque final do cereal deve permanecer confortável, próximo de 13 milhões de toneladas.

Agronegócio brasileiro mantém protagonismo global

Com produção recorde, exportações em alta e expansão da produtividade em culturas estratégicas, o Brasil reforça sua posição entre os maiores fornecedores globais de alimentos.

O desempenho da soja, milho e sorgo confirma a força do agronegócio nacional, mesmo em um cenário de desafios climáticos, custos elevados e volatilidade nos mercados internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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