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Queda no Preço do Limão Tahiti Lidera Desvalorização de Frutas em Minas Gerais

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O levantamento mais recente da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) revelou variações nos preços das frutas comercializadas no entreposto de Contagem, da CeasaMinas, durante o período de 18 a 22 e de 25 a 29 de novembro. De acordo com a pesquisa, enquanto abacaxi, maçã e uva mantiveram estabilidade nos valores, outras frutas sofreram oscilações devido a fatores climáticos, de oferta e de demanda externa.

Frutas com Alta nos Preços

A banana, o coco verde, a manga e a melancia apresentaram elevação nos preços durante o período analisado:

  • Banana: A colheita foi prejudicada pelas chuvas no Norte de Minas, reduzindo a oferta. Como resultado, o preço médio da banana prata aumentou 4,2%, passando de R$ 4,00 para R$ 4,17 por kg.
  • Manga: As exportações em alta impulsionaram os preços da manga tommy, que subiu 3,7%, de R$ 2,50 para R$ 2,59 por kg.
  • Melancia: O clima quente e seco favoreceu a qualidade e o tamanho dos frutos, resultando em um aumento médio de 2,5%, com o preço chegando a R$ 1,37 por kg.
  • Coco Verde: O aumento na demanda fez com que o preço do coco verde subisse 8%, de R$ 2,50 para R$ 2,70 por unidade.
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Frutas com Queda nos Preços

Algumas frutas, como a laranja, o limão tahiti e o mamão formosa, apresentaram redução em seus preços:

  • Laranja: A maior oferta, favorecida pelas chuvas, fez com que o preço da laranja caísse 6,7%, de R$ 5,00 para R$ 4,67 por kg.
  • Limão Tahiti: O limão tahiti registrou a maior queda entre as frutas, com uma desvalorização de 26,7%, passando de R$ 7,50 para R$ 5,50 por kg.
  • Mamão Formosa: A alta produção local pressionou o preço para baixo, com uma queda de 2,2%, de R$ 4,16 para R$ 4,07 por kg.
Estabilidade nos Preços

Algumas frutas, por outro lado, apresentaram preços estáveis durante o período:

  • Abacaxi: O preço médio da dúzia do abacaxi pérola permaneceu em R$ 78,33, apesar de variações pontuais.
  • Maçã e Uva: Os preços da maçã gala e da uva Itália não registraram variação, mantendo-se em R$ 9,16 por kg e R$ 15,62 por kg, respectivamente.

As variações de preços refletem diretamente fatores climáticos, como chuvas e altas temperaturas, bem como variáveis econômicas, como o volume de exportações e a produção local. Com a proximidade do verão, a expectativa é de um aumento na demanda, especialmente por frutas de maior consumo sazonal, como melancia e manga.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Tarifas dos EUA podem atingir 21% das exportações brasileiras e acendem alerta para indústria e agronegócio

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A proposta do governo dos Estados Unidos de ampliar tarifas sobre produtos brasileiros voltou a elevar a tensão nas relações comerciais entre os dois países. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), cerca de 21% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano poderão ser impactadas caso a medida seja efetivamente implementada.

A avaliação foi apresentada nesta terça-feira (2) pelo secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, após a divulgação de uma recomendação do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) para aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros.

A investigação conduzida pelo governo norte-americano cita supostas práticas comerciais consideradas desleais e aborda temas que vão desde comércio digital até questões relacionadas ao combate ao desmatamento ilegal.

Setores exportadores estão entre os mais expostos

De acordo com o governo brasileiro, os segmentos que poderão sofrer os maiores impactos incluem máquinas e equipamentos, plásticos, madeira, papel e papel-cartão, calçados, ferro fundido, além da cadeia de pescados, especialmente peixes e crustáceos.

Embora os produtos agropecuários não estejam entre os principais alvos da nova proposta, representantes do setor acompanham com atenção os desdobramentos da investigação, já que qualquer ampliação das barreiras comerciais entre Brasil e Estados Unidos pode gerar reflexos sobre fluxos de exportação, investimentos e competitividade.

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Os Estados Unidos permanecem como um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente para produtos industrializados, celulose, madeira processada, café, suco de laranja, carnes e itens de maior valor agregado.

Governo aposta no diálogo para evitar sobretaxas

Segundo Márcio Elias Rosa, o governo brasileiro continuará atuando diplomaticamente para impedir a adoção das novas tarifas. Os Estados Unidos têm prazo até 15 de julho para definir eventuais medidas de resposta dentro do processo de investigação comercial aberto contra o Brasil.

“O caminho é o diálogo e a negociação”, tem sido a posição defendida pelo governo federal desde o início das discussões.

Durante a coletiva, Rosa também afirmou que o sistema de pagamentos instantâneos Pix não integra qualquer negociação com os Estados Unidos.

A declaração ocorre após representantes norte-americanos apontarem o avanço do Pix como um possível fator de concorrência para empresas internacionais do setor de meios de pagamento.

Alckmin critica proposta norte-americana

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, classificou a recomendação do USTR como inadequada e reforçou que o Brasil buscará todos os canais diplomáticos para evitar a aplicação das tarifas.

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Segundo Alckmin, o histórico das relações comerciais entre os dois países demonstra complementaridade econômica e espaço para cooperação, não para ampliação de barreiras.

Comércio exterior segue no radar do agronegócio

Para o agronegócio brasileiro, a evolução das negociações será acompanhada de perto. O setor responde por parcela significativa da geração de divisas do país e depende de um ambiente comercial estável para manter sua competitividade internacional.

Especialistas destacam que eventuais restrições adicionais ao comércio podem gerar impactos indiretos sobre logística, investimentos, câmbio e confiança dos mercados, fatores que influenciam diretamente a rentabilidade das cadeias produtivas exportadoras.

Nos próximos dias, a expectativa é de intensificação das conversas entre autoridades brasileiras e norte-americanas em busca de uma solução negociada que preserve o fluxo comercial entre as duas maiores economias das Américas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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