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Queda nas Ações Chinesas Reflete Preocupações Globais com Juros e Tensões em Taiwan

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Nesta quinta-feira, as ações da China e de Hong Kong registraram uma significativa queda, refletindo a tendência negativa dos mercados regionais. Os investidores estão preocupados com as possíveis implicações da decisão das principais economias de manter uma abordagem cautelosa em relação ao afrouxamento monetário, em um cenário de inflação persistente.

Além das questões econômicas, as tensões geopolíticas também contribuíram para a incerteza no mercado. As forças armadas chinesas iniciaram dois dias de exercícios de “punição” em cinco áreas ao redor de Taiwan, poucos dias após a posse do presidente de Taiwan, Lai Ching-te.

A ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve, mais rígida do que o esperado, aliada a um aumento da inflação no Reino Unido e a uma avaliação preocupante do banco central da Nova Zelândia sobre os problemas inflacionários do país, levaram os investidores a reduzir suas expectativas quanto ao ritmo e à escala dos cortes de juros globais previstos para este ano.

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No fechamento do mercado, o índice de Xangai caiu 1,33%, enquanto o índice CSI300, que inclui as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,16%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve uma queda de 1,7%.

Confira o desempenho dos principais índices asiáticos:

  • Tóquio: O índice Nikkei subiu 1,26%, alcançando 39.103 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng caiu 1,70%, fechando em 18.868 pontos.
  • Xangai: O índice SSEC recuou 1,33%, terminando em 3.116 pontos.
  • CSI300: O índice, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, diminuiu 1,16%, fechando em 3.641 pontos.
  • Seul: O índice KOSPI teve uma leve desvalorização de 0,06%, fechando em 2.721 pontos.
  • Taiwan: O índice TAIEX registrou alta de 0,26%, terminando em 21.607 pontos.
  • Cingapura: O índice Straits Times valorizou-se 0,44%, fechando em 3.322 pontos.
  • Sydney: O índice S&P/ASX 200 caiu 0,46%, fechando em 7.811 pontos.

As incertezas econômicas e geopolíticas continuam a moldar o cenário dos mercados asiáticos, com os investidores atentos a novas diretrizes monetárias e desenvolvimentos internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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