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Queda em Chicago deve impactar preços domésticos da soja

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O mercado brasileiro de soja enfrenta nesta sexta-feira uma queda significativa nas cotações da Bolsa de Mercadorias de Chicago. Por volta das 9h30, horário de Brasília, a posição de julho de 2024 registrava uma queda de cerca de 1%. Paralelamente, o dólar opera em alta frente ao real, o que pode atuar como um contraponto nesse cenário, levando a negociações pontuais.

Na quinta-feira, o mercado brasileiro de soja viveu um dia movimentado, com volumes consideráveis de negócios e preços firmes em diversas regiões do país. A alta das cotações em Chicago contribuiu para essa dinâmica, assim como a postura agressiva dos compradores em busca de soja disponível.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos aumentou de R$ 133,00 para R$ 135,00. Na região das Missões, a cotação subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço passou de R$ 139,00 para R$ 142,50 a saca.

Em Cascavel, no Paraná, a saca valorizou de R$ 129,00 para R$ 131,00. No Porto de Paranaguá (PR), o preço subiu de R$ 138,00 para R$ 141,00.

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Em Rondonópolis (MT), a saca manteve-se em R$ 125,00. Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 121,00 para R$ 125,00 a saca. Em Rio Verde (GO), a saca aumentou de R$ 121,00 para R$ 124,00.

Chicago e o Contexto Internacional

Os contratos futuros da soja para março de 2024 apresentam uma queda de 1,16%, sendo cotados a US$ 11,86 por bushel. O mercado continua a enfrentar uma rotina de perdas devido ao clima favorável para as lavouras e ao plantio nos Estados Unidos, à fraca demanda pelo produto norte-americano e à ampla oferta na América do Sul.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera em alta de 0,41%, cotado a R$ 5,2714. O índice Dollar Index também registra alta de 0,46%, atingindo 104,540 pontos.

As principais bolsas da Ásia fecharam de maneira mista, com Xangai subindo 0,08% e o Japão recuando 0,05%. Na Europa, os mercados operam em baixa: Paris registra uma queda de 0,87%, Frankfurt de 0,85% e Londres de 0,56%.

O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o contrato de julho do WTI em Nova York sendo negociado a US$ 75,89 por barril, um aumento de 0,45%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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