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Queda do Dólar e de Chicago Devem Travar Comércio de Soja no Brasil

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A recente queda nos contratos futuros de soja em Chicago, aliada à baixa do dólar frente ao real, está impactando negativamente os preços internos e deve reduzir o ritmo dos negócios no mercado brasileiro. Em resposta, os produtores tendem a adotar uma postura cautelosa, esperando por uma melhora no cenário econômico.

Mercado Brasileiro em Compasso de Espera

Na quarta-feira, o mercado de soja no Brasil teve um dia de pouca movimentação. Devido ao feriado nos Estados Unidos, a Bolsa de Chicago não operou, levando as tradings a se ausentarem do mercado, e os produtores também não realizaram negociações significativas. Os preços mantiveram-se estáveis, servindo apenas como referência.

  • Passo Fundo (RS): A saca de 60 kg manteve-se em R$ 133,00.
  • Região das Missões (RS): A cotação permaneceu em R$ 132,00 por saca.
  • Porto de Rio Grande (RS): Preço inalterado em R$ 141,00 por saca.
  • Cascavel (PR): Saca mantida em R$ 129,00.
  • Porto de Paranaguá (PR): Estabilidade em R$ 140,00 por saca.
  • Rondonópolis (MT): A saca variou de R$ 125,00 para R$ 126,00.
  • Dourados (MS): Preço estável em R$ 124,00 por saca.
  • Rio Verde (GO): Sem variação, R$ 123,00 por saca.
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Chicago e Dólar: Fatores Desfavoráveis

Os contratos de soja com vencimento em julho registraram uma desvalorização de 0,51%, cotados a US$ 11,68 por bushel. Investidores estão atentos ao clima no Meio-Oeste dos EUA, onde uma recente onda de calor não é vista como uma ameaça significativa às lavouras. Além disso, a aceleração do dólar frente a outras moedas adiciona um fator desfavorável aos preços da soja.

Pouca Atividade nos Portos Brasileiros

Com a Bolsa de Chicago inativa, a quarta-feira foi marcada por baixa atividade nos portos brasileiros. Os preços FOB e os prêmios de exportação para soja não apresentaram alterações significativas.

Prêmios de Exportação:

  • Julho: Entre +25 e +38 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá.
  • Agosto de 2024: Entre +45 e +60 centavos.
  • Fevereiro de 2025: Entre -25 e +5 pontos.
  • Preço FOB (flat price) para Agosto: Entre US$ 441,30 e US$ 446,80 por tonelada.
Flutuações no Câmbio e Indicadores Financeiros
  • O dólar comercial registrou uma baixa de 0,64%, cotado a R$ 5,4062. O dólar index (DXY) subiu 0,22%, atingindo 105,48 pontos.
  • Bolsas Asiáticas: Resultados mistos, com Xangai caindo 0,42% e Tóquio subindo 0,16%.
  • Bolsas Europeias: Operando em alta, com Paris subindo 0,86%, Frankfurt 0,49% e Londres 0,32%.
  • Petróleo: O WTI para julho teve uma alta de 0,13%, cotado a US$ 80,80 por barril.
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Esses fatores indicam um cenário desafiador para o mercado de soja no Brasil, com produtores aguardando melhores condições econômicas para retomarem as negociações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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