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Queda acentuada na soja em Chicago impacta negócios no Brasil

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O mercado brasileiro de soja deverá enfrentar dificuldades nesta quinta-feira, devido à forte queda nos contratos futuros da commodity na Bolsa de Mercadorias de Chicago. O movimento negativo é impulsionado por previsões de chuvas benéficas para áreas secas no Brasil, fator que pode acelerar o plantio da nova safra. Além disso, o dólar abriu o dia em alta frente ao real, embora o avanço seja considerado moderado, contribuindo para um cenário de poucos negócios no mercado interno.

Na quarta-feira, as transações no Brasil foram pontuais, com os preços apresentando uma tendência de baixa. A desvalorização seguiu o comportamento da Bolsa de Chicago e a oscilação do dólar, o que levou os vendedores a se afastarem das negociações.

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos de soja caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00. Na região das Missões (RS), a cotação recuou de R$ 134,00 para R$ 132,00. No Porto de Rio Grande (RS), o valor baixou de R$ 142,00 para R$ 140,00 por saca.

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No Paraná, em Cascavel, o preço da saca passou de R$ 138,00 para R$ 137,00, enquanto no Porto de Paranaguá (PR), houve uma queda de R$ 143,00 para R$ 142,00.

Em Rondonópolis (MT), a cotação permaneceu estável em R$ 133,00. Em Dourados (MS), o valor da saca passou de R$ 135,00 para R$ 134,00. Já em Rio Verde (GO), a saca manteve-se em R$ 133,00.

Mercado de Chicago

Os contratos futuros da soja para novembro de 2024 apresentaram queda de 0,87%, cotados a US$ 10,48 por bushel. A pressão sobre as cotações é resultado das previsões de chuvas nas áreas produtoras do Brasil, onde a seca vinha atrasando o início do plantio. Além disso, a valorização do dólar em relação a outras moedas contribui para o cenário de queda no mercado de soja.

Câmbio

O dólar comercial registra alta de 0,39%, sendo cotado a R$ 5,4672. O índice Dollar Index, que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de divisas, subiu 0,23%, atingindo 101,665 pontos.

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Indicadores financeiros

Os mercados asiáticos encerraram o dia com resultados divergentes: em Tóquio, o índice Nikkei subiu 1,97%, enquanto Xangai permaneceu fechado devido a um feriado.

Na Europa, as bolsas operam de forma mista: Paris recua 0,54%, Frankfurt perde 0,25%, enquanto Londres avança 0,36%.

No mercado de petróleo, os contratos para novembro do WTI, em Nova York, registram forte alta, cotados a US$ 71,52 por barril, uma elevação de 2,02%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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