AGRONEGÓCIO

Quase 900 alunas participam da abertura do Programa Siminina em Cuiabá

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A abertura oficial do Programa Siminina Cuiabá aconteceu nesta segunda-feira (31), com o objetivo de promover a inclusão social de meninas de 6 a 14 anos em situação de vulnerabilidade econômica e social.

Em 2025, o programa recebeu 973 matrículas, e cerca de 880 alunas compareceram ao primeiro dia. A adesão foi considerada um sucesso, especialmente considerando que, das 16 unidades, duas ainda estão em processo de mudança após reforma e devem estar em funcionamento até quarta-feira (2).

“O primeiro dia foi um sucesso! Tivemos uma frequência de aproximadamente 90% das alunas. Esperamos que amanhã todas já estejam presentes. As meninas chegaram, receberam um lanche, almoçaram e, à tarde, também fizeram um lanche. Antes de saírem, jantaram. As professoras estavam presentes em todas as unidades, e uma representante da equipe técnica acompanhou de perto o trabalho das monitoras”, relatou a coordenadora do Programa Siminina, Ivete Carneiro de Souza.

A primeira-dama e vereadora Samantha Iris, destacou o compromisso da gestão em proporcionar o apoio necessário para fortalecer habilidades sociais e emocionais, como autoestima, resiliência e comunicação, essenciais para que as meninas se tornem mulheres seguras e capazes de enfrentar qualquer desafio.

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“É com grande orgulho que acompanho o crescimento e o impacto do Programa Siminina, que tem transformado a vida de tantas meninas em nossa cidade. O programa oferece um acompanhamento personalizado, considerando as necessidades individuais de cada uma, para garantir que todas recebam o suporte necessário em sua jornada de desenvolvimento”, afirmou Samantha.

Todas as unidades estavam bem decoradas e preparadas para receber as meninas com muito carinho. As monitoras prepararam lembrancinhas e realizaram rodas de conversa, criando um ambiente acolhedor. A alimentação foi fornecida pela Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência.

O Programa Siminina, com capacidade para atender até 1.100 meninas, oferece atividades como balé, fanfarra e reforço escolar, além de contar com uma equipe técnica especializada composta por psicólogas, pedagogas e assistentes sociais.

#PraCegoVer

A imagem mostra as meninas do projeto Siminina reunidas em uma roda de conversa na unidade da Chácara dos Pinheiros.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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