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Qualidade e aumento de brix nos cachos, fundamentais na produção de uva, podem ser melhorados com tecnologias voltadas à nutrição

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Produtores, fornecedores e profissionais da cadeia produtiva da uva estarão reunidos de 6 a 8 de dezembro, das 10h às 18h, no Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves (RS), para a Tecnovitis 2023. No evento, exclusivamente focado na cultura da uva, haverá a apresentação de palestras técnicas, equipamentos e produtos ligados à viticultura, assim como novas tecnologias para a região, focada na produção de vinhos, espumantes e sucos.

Maior produtor de uva do Brasil, o Rio Grande do Sul é responsável por 54,6% da produção vitícola nacional, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), e a maior parte vai para a mesa dos brasileiros na forma de sucos e vinhos. Ganhando cada vez mais destaque no cenário internacional, a produção de uva no Brasil requer cuidado extra por conta do clima mais tropical, e a utilização de ferramentas tecnológicas de manejo se tornam fundamentais.

Para esse cenário, Einhardt, que atua como consultor de Desenvolvimento de Mercado da ICL, destaca que foram realizadas diversas áreas demonstrativas em agricultores sob monitoramento do representante comercial da empresa na região da Serra Gaúcha, Antônio Batalha, oferecendo produtos que trazem ação nutricional e bioestimulante para melhorar a padronização da brotação, frutificação efetiva e aumento de brix nas bagas, resultando em cachos mais uniformes e com maior qualidade.

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“Tivemos ótimos resultados com a utilização de nutrientes-chave no processo de translocação de fotoassimilados”, afirma o engenheiro agrônomo. De acordo com ele, nutrientes como Mg, K, P e B desempenham papel vital para o transporte de fotoassimilados das folhas e ramos até os frutos, sendo a aplicação foliar importante para suplementar esses nutrientes, aumentando a concentração de sólidos solúveis nos cachos.

Pela primeira vez no evento, a ICL terá espaço próprio e apresentará seu portfólio de tecnologias em nutrição de solo e foliares para a cultura que auxiliam na melhora da qualidade e aumento de brix no cacho, padronização da brotação da uva e maior frutificação efetiva, os principais desafios dos produtores dessa cultura.

Produção orgânica – Para atender todos os participantes do mercado agro, inclusive da produção orgânica, a ICL vem buscando certificar soluções para esse segmento e, anualmente, trabalha na renovação da certificação de alguns de seus produtos para aplicação na agricultura orgânica e solicitação para inclusão de outros. A certificação é feita pelo IBD Certificações Ltda., considerada a maior certificadora de produtos orgânicos da América Latina e a única certificadora brasileira de produtos orgânicos com certificação IFOAM (mercado internacional), ISO / IEC 17065 (mercado europeu – regulamentação CE 834/2007), Demeter (mercado). USDA / NOP (mercado norte-americano) e aprovado para uso com o selo SISORG, que assegura que os produtos rotulados como orgânicos atendam aos padrões estabelecidos para a agricultura orgânica e o que torna seu certificado aceito globalmente. Para a cultura da uva, são vários os produtos certificados.

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Fonte: Connectare Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Pressão sobre preços nos EUA abre nova oportunidade para o agronegócio brasileiro

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A escalada do custo dos alimentos e dos combustíveis nos Estados Unidos começa a produzir uma mudança que pode favorecer o agronegócio brasileiro. Pressionado pela inflação e pela proximidade das eleições legislativas de novembro, o governo de Donald Trump passou a adotar medidas para ampliar a oferta de produtos e tentar reduzir preços ao consumidor. Na carne bovina, a decisão já abre uma nova janela para exportadores do Brasil.

Trump autorizou nesta semana a entrada adicional de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelas condições mais favoráveis da cota tarifária americana. O volume será dividido em três parcelas de 100 mil toneladas, entre setembro e novembro, e ficará disponível para países enquadrados na categoria de “outros países ou áreas”, na qual o Brasil disputa espaço com outros fornecedores.

A mudança é relevante porque a cota compartilhada à qual a carne brasileira tem acesso normalmente é preenchida rapidamente. Depois de esgotado o limite, os embarques passam a enfrentar uma tarifa extra-cota de 26,4%, reduzindo a competitividade do produto.

Com a ampliação temporária, abre-se espaço para que mais carne brasileira chegue ao mercado norte-americano sem essa tarifa adicional. A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) considera a medida uma oportunidade comercial, embora ressalte que o Brasil terá de disputar o novo volume com outros países habilitados.

O momento é particularmente favorável porque os Estados Unidos enfrentam falta de animais. O rebanho bovino americano caiu para o menor nível em cerca de 75 anos, depois de anos de seca, custos elevados e redução do número de matrizes. Como a recomposição do plantel leva tempo, aumentar as importações tornou-se uma das alternativas de curto prazo para ampliar a oferta.

O Brasil chega a essa abertura em posição importante. Entre janeiro e julho deste ano, os Estados Unidos compraram 233,8 mil toneladas de carne bovina brasileira, 17,1% mais que no mesmo período de 2025, tornando-se o segundo maior destino do produto nacional.

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No total, o Brasil exportou 1,97 milhão de toneladas de carne bovina nos primeiros sete meses de 2026, crescimento de 9,9%. A China continua como principal compradora, mas a abertura de espaço adicional nos Estados Unidos ganha importância justamente porque permite ao setor reduzir a dependência do mercado chinês.

Para o pecuarista brasileiro, uma demanda externa maior significa mais competição pela matéria-prima dentro do País. O efeito sobre a arroba não é automático, mas novos canais de exportação tendem a ampliar as alternativas comerciais dos frigoríficos e, principalmente em períodos de oferta mais ajustada de animais, podem contribuir para dar sustentação aos preços pagos pelo boi.

Combustível entra na mesma pressão

A carne não é o único produto que levou o governo americano a buscar alternativas para aumentar a oferta. A guerra contra o Irã elevou fortemente os preços do petróleo e levou a gasolina comum nos Estados Unidos para acima de US$ 4 por galão, cerca de US$ 1 a mais que há um ano.

Trump deve se reunir na próxima semana com representantes de refinarias e grandes redes de combustíveis para discutir formas de reduzir o preço nas bombas. O petróleo chegou a superar US$ 110 por barril durante o conflito, principalmente depois das restrições ao tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava aproximadamente 20% do petróleo mundial.

Nesta sexta-feira (28), as cotações internacionais recuavam e caminhavam para encerrar a semana em queda, acompanhando a retomada parcial do fluxo de navios pela região. Ainda assim, o petróleo permanece bem acima dos níveis anteriores à guerra.

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A situação colocou também os biocombustíveis no centro da disputa. Os Estados Unidos possuem uma das maiores indústrias de etanol do mundo e adotaram neste ano metas recordes de incorporação de combustíveis renováveis. Ao mesmo tempo, refinarias pressionam por dispensas que reduziriam temporariamente suas obrigações de mistura.

O governo Trump discute justamente como aliviar os custos das refinarias sem prejudicar agricultores e produtores de biocombustíveis. Uma das possibilidades avaliadas é compensar eventuais dispensas concedidas agora com aumento das metas de combustíveis renováveis em 2027.

Para o Brasil, maior utilização de etanol nos Estados Unidos seria positiva para o mercado internacional, mas ainda não há uma decisão que permita afirmar que haverá aumento das compras do produto brasileiro. Ao contrário da carne bovina, portanto, a oportunidade para o etanol ainda é potencial.

O ponto em comum entre os dois mercados está na mudança de prioridade em Washington. Com alimentos e combustíveis mais caros pressionando o orçamento das famílias, o governo americano passou a procurar rapidamente formas de aumentar a oferta e reduzir custos.

Na carne, essa necessidade já derrubou parcialmente uma barreira que limitava o acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Para o Brasil, que já é o maior exportador global de carne bovina e tem capacidade para ampliar embarques, a crise de preços americana pode se transformar em uma oportunidade adicional para pecuaristas e frigoríficos nos últimos meses de 2026.

Fonte: Pensar Agro

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