AGRONEGÓCIO

Qualidade da fibra se torna fator estratégico para rentabilidade do algodão

Publicado em

Com o plantio da safra de algodão 2025/26 na reta final e diante de estoques globais elevados, que pressionam os preços, a qualidade da fibra assume papel estratégico na cotonicultura.

Segundo Giovani Zimmermann, engenheiro agrônomo e desenvolvedor de mercado da Satis no Mato Grosso, “em um mercado cada vez mais exigente, o valor final do algodão deixa de ser definido apenas pela produtividade e passa a ser determinado, principalmente, pelo padrão de excelência”.

O padrão de qualidade influencia diretamente bonificações, descontos comerciais, contratos de venda e o nível de aceitação da pluma pela indústria têxtil, tornando o algodão de alta qualidade um diferencial competitivo para o produtor.

Manejo assertivo garante qualidade da fibra

A qualidade da fibra é reflexo de um manejo eficiente ao longo de todo o ciclo produtivo. O processo começa no preparo do solo, passa por nutrição equilibrada, controle de estresses e decisões no momento certo, até chegar à colheita.

Zimmermann destaca que, em um cenário de maior pressão econômica, priorizar a qualidade é investir em competitividade e sustentabilidade do sistema produtivo. “É isso que transforma manejo em valor e garante sustentabilidade ao sistema produtivo do algodão”, afirma.

Leia Também:  Preço do litro da gasolina reduz 1,69% na primeira quinzena de novembro, aponta Edenred Ticket log

Fases críticas do algodoeiro exigem atenção

O timing das intervenções durante o ciclo do algodoeiro é decisivo para a qualidade final da fibra. As fases de florescimento e enchimento das maçãs são extremamente sensíveis; qualquer estresse nesses períodos pode comprometer a produtividade e reduzir o valor comercial da produção.

Soluções tecnológicas reforçam o manejo e a qualidade

A Satis oferece ferramentas capazes de ajustar intervenções nas fases críticas da lavoura, reforçando o metabolismo da planta e garantindo uniformidade no enchimento das maçãs.

“As soluções Satis complementam o sistema em fases críticas, permitindo ajustes rápidos para reforçar o metabolismo da planta. Isso ajuda a manter a planta ativa, estabilidade fisiológica, teto produtivo e, principalmente, qualidade final da fibra”, explica Zimmermann.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

Published

on

Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

Leia Também:  Levedura de Etanol da ICC Remove 2,6 Milhões de Toneladas de CO2 na Safra 2023/2024

Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

Leia Também:  Alta produtividade do rebanho depende de silagem de qualidade: especialistas indicam boas práticas para otimizar resultados na pecuária

A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

infograf-etanol

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA