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Propriedade em Luziânia (GO) alcança eficiência na gestão e sanidade do rebanho com auxílio da tecnologia

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A Agropecuária Palma é referência em melhoramento genético das raças Gir, Gir Leiteiro, Girolando e Holandês. Fundada em 1964 em Luziânia (GO), a propriedade realiza o ciclo completo e, em 2023, já alcançou a média de 27 mil litros/dia produzidos com 950 vacas em lactação em dois sistemas de produção, free stall e pastejo rotacionado com pivô.

“Tudo o que os animais consomem, como milho, feno e soja, é produzido na própria fazenda. Vale destacar que nosso free stall foi instalado há mais de 25 anos, um projeto pioneiro naquela época e com o principal objetivo de tecnificar a produção”, explica a diretora da Agropecuária Palma, Weslliane Roriz Neuls.

O pivô é um sistema de produção mais novo e foi instalado há oito anos na Agropecuária Palma. Segundo Weslliane, o modelo foi escolhido para manter o gado Girolando em um sistema tropical de alta tecnologia.

Weslliane atua na gestão da propriedade e é a terceira geração à frente do negócio. Para ela, ter um laticínio próprio, dentro da fazenda, agrega ainda mais valor para a matéria-prima produzida.

O principal destino para os produtos próprios, que carregam a marca Palma, é Brasília (DF), além de outros mercados regionais e nacionais. São produzidos derivados lácteos, como manteiga, doce de leite, queijo tipo cottage, coalhada, creme de leite pasteurizado, queijo prato, queijo minas frescal, queijo minas padrão, ricota fresca e bebida láctea fermentada, além de uma linha destinada a quem possui intolerância à lactose.

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Gestão: o sucesso da Agropecuária Palma

Para aprimorar a gestão da propriedade, a Agropecuária Palma conta com o apoio do software Ideagri, desenvolvido pela Rúmina, plataforma de soluções que tem o objetivo de simplificar a adoção de tecnologias pelos pecuaristas. O Ideagri é uma ferramenta simples e prática que gera indicadores e análises avançadas para os controles zootécnico, administrativo e financeiro nas fazendas de leite. O sistema, que é líder no mercado nacional, completa 16 anos em 2023, sendo o único a oferecer o RúmiScore, um benchmarking que promove uma análise comparativa dos melhores resultados e práticas estratégicas aplicadas nas propriedades.

“Com a adoção da ferramenta sentimos cada vez mais a necessidade de trabalhar com bons dados e, para isso, o primeiro passo foi a curadoria nos lançamentos no sistema. Essa etapa sempre foi feita com muita responsabilidade, afinal, direcionamos todo o nosso trabalho a partir disso. Assim, posso dizer com segurança, que hoje o Ideagri é fundamental e estratégico para nós”, declara a diretora.

Com a experiência proporcionada pelo Ideagri, a fazenda também desenvolveu o B.I.A (Business Impact Analysis), técnica focada na gestão de riscos e continuidade dos negócios de uma organização. “Sem o software da Rúmina esse grande passo não seria possível. Levamos essa questão tão a sério que atualmente delegamos uma pessoa da equipe apenas para a realizar os lançamentos. A entrega do Ideagri é bastante consistente, o que nos deixa seguros sobre quais rumos tomar em diversos momentos”, pontua Weslliane.

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Redução de custos e aumento da produtividade

Questionada sobre os desafios atuais do mercado de leite, Weslliane acredita que eles partem da porteira para dentro, com foco na redução de custos e no aumento da produtividade.

Sobre custos, o médico-veterinário da Agropecuária Palma, Danilo Queiroz Cassimiro, destaca a importância do uso da cultura microbiológica na fazenda para detectar quais patógenos são responsáveis pelas causas da mastite, uma das principais doenças que atingem o gado leiteiro. Essa identificação é feita por meio da OnFarm, solução da Rúmina que permite a identificação da causa da mastite em 24 horas.

“Com o uso da OnFarm conseguimos reduzir custos com antibióticos e descarte de leite, uma vez que a maioria dos casos não necessitam de tratamento. E, quando o animal precisa ser tratado, conseguimos direcionar o tratamento de forma mais certeira”, explica o veterinário.

Weslliane frisa que a produção de leite não tem mistério: é produzir bem e reduzir custos. “Por meio das soluções da Rúmina, tanto Ideagri como OnFarm, a Agropecuária Palma tem conseguido atingir, dia após dia, uma produção eficiente, sustentável e com foco na pecuária do futuro”, salienta a diretora da Agropecuária Palma.

Fonte: Attuale Comunicação

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado se aproxima de 1 milhão de toneladas e 1/4 do algodão brasileiro

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A Bahia caminha para a maior safra de algodão de sua história, com produção estimada em 986,4 mil toneladas de pluma no ciclo 2025/26, crescimento de 17% sobre a temporada anterior. O volume representa quase 24% da safra brasileira prevista pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e mantém o estado na segunda posição nacional, atrás de Mato Grosso.

O destaque está no rendimento das lavouras. Em aproximadamente 418 mil hectares, a produtividade estimada chega a 2.360 quilos de pluma por hectare, cerca de 14% acima da média brasileira calculada com os dados da Abrapa. São aproximadamente 284 quilos adicionais por hectare, uma diferença que ajuda a distribuir os custos de produção por um volume maior de fibra.

Para o Brasil, a associação apresentou em setembro uma estimativa de 4,144 milhões de toneladas, cultivadas em 1,996 milhão de hectares. Mato Grosso lidera com produção projetada em 2,74 milhões de toneladas. Juntos, os dois estados concentram aproximadamente 90% do algodão nacional.

O resultado baiano aumenta a oferta em um momento de maior atenção à comercialização. Os preços da pluma continuavam em queda no início de outubro, depois do recuo registrado em setembro, conforme acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo. Para o produtor, a produtividade maior ajuda na conta, mas o ganho final depende também do preço recebido, dos custos e da qualidade da fibra.

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A retirada do algodão da lavoura é apenas uma etapa desse processo. Segundo relatório da Abrapa divulgado em 9 de outubro, a colheita brasileira havia atingido 99% até 25 de setembro, enquanto o beneficiamento estava em 49%. É nessa operação que a fibra é separada do caroço e preparada para venda. Os volumes estaduais ainda estavam sujeitos à consolidação.

O mercado externo será importante para absorver a produção. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas de algodão, recorde e avanço de 19% sobre o ano comercial anterior. Esse calendário é diferente do ciclo agrícola e inclui a comercialização de algodão colhido anteriormente.

Dentro do país, a indústria enfrenta dificuldades para ampliar o consumo da fibra. Dados apresentados pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) à Câmara Setorial do Algodão, em setembro, apontaram queda de 1,9% na produção têxtil acumulada em 12 meses. A fabricação de vestuário recuou 4,2%, enquanto as importações de roupas cresceram 50,3% entre janeiro e agosto de 2026.

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Para a Bahia, ampliar o escoamento pelo Porto de Salvador é uma das alternativas discutidas pelo setor. A rota pode reduzir a concentração dos embarques em Santos, mas sua vantagem depende do custo do frete, da disponibilidade de contêineres e da regularidade das linhas marítimas.

A qualidade também pesa na negociação. Compradores avaliam características como comprimento, resistência e uniformidade da fibra, que interferem na fabricação dos fios. Uma colheita volumosa precisa chegar ao beneficiamento e à armazenagem em boas condições para preservar seu valor comercial.

O avanço das lavouras baianas fortalece a participação do estado no mercado nacional. Com a safra próxima de 1 milhão de toneladas, o desafio agora é transformar o rendimento obtido no campo em vendas que remunerem o produtor e sustentem o próximo plantio.

Fonte: Pensar Agro

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