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Projeto de Lei no Senado Propõe Separação da Aquicultura da Pesca

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O Projeto de Lei 4.470, de autoria do senador Marcos Rogério (PL-RO), busca a separação das atividades de pesca e aquicultura, com o intuito de criar uma regulamentação distinta para a produção de peixes cultivados. O projeto foi protocolado no Senado Federal e visa corrigir erros conceituais da Lei nº 11.959/2009, que trata a aquicultura como uma extensão da pesca, desconsiderando suas particularidades como atividade de produção animal controlada e tecnificada. Segundo o senador, essa abordagem inadequada resultou em excesso de burocracia, queda na competitividade e prejuízos ao crescimento econômico do setor.

“A aquicultura, que cresceu significativamente no Brasil nos últimos anos — de 415 mil toneladas em 2009 para 887 mil toneladas em 2023 — exige uma legislação moderna e específica, reconhecendo-a como uma atividade distinta, comparável a outras produções agropecuárias, como a de bovinos, aves e suínos”, afirmou Marcos Rogério.

Para Francisco Medeiros, presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), o projeto é essencial para o crescimento da produção de peixes de cultivo, como tilápia, tambaqui e outras espécies nativas.

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O projeto de lei propõe várias mudanças benéficas, incluindo:

Redução da burocracia: A eliminação de registros e licenças desnecessárias para a aquicultura, permitindo maior foco na produção e inovação.

Melhoria no ambiente de negócios: Proporciona segurança jurídica, incentiva investimentos e facilita a adoção de novas tecnologias, além de tornar mais previsíveis os retornos financeiros.

Aumento da competitividade e eficiência: Estabelece regulamentações específicas para a aquicultura, permitindo maior autonomia e eficiência no setor.

Sustentabilidade ambiental: Promove práticas adequadas à gestão ambiental da aquicultura, diferenciando-se das exigências para a pesca.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos: Estimula o crescimento do setor, gerando mais oportunidades de trabalho e tornando o Brasil mais competitivo no mercado nacional e internacional.

Marcos Rogério destacou que o projeto de lei é resultado de uma demanda histórica do setor, que desde 2009 vê a necessidade de uma separação clara entre pesca e aquicultura dentro da legislação. Ele enfatizou que a proposta trará mais clareza às políticas públicas e facilitará o trabalho dos gestores públicos.

O projeto também aborda dois pontos defendidos pela Peixe BR: a eliminação da exigência do Registro Geral de Pescador (RGP) para aquicultores e a revogação da licença da aquicultura, atualmente obrigatória, mas sem utilidade prática para o setor.

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“Hoje, os aquicultores enfrentam uma série de burocracias que tornam a licença da aquicultura desnecessária. A exigência do RGP, criado para monitorar embarcações pesqueiras, não se aplica à atividade da aquicultura e serve apenas para criar insegurança jurídica”, afirmou o senador.

Francisco Medeiros reforçou que a separação entre pesca e aquicultura é uma demanda da Peixe BR desde sua fundação, e que a falta dessa regulamentação tem prejudicado a exportação de peixes de cultivo para a União Europeia. “Este projeto de lei é fundamental para a modernização do setor e para o fortalecimento da aquicultura no Brasil”, concluiu.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá dá início à linha de cuidado bariátrico e amplia atendimento de alta complexidade

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou, na última sexta-feira (9), os atendimentos ambulatoriais voltados à cirurgia bariátrica na rede municipal de saúde. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Secretaria Adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, em parceria com o Hospital Santa Helena, unidade credenciada ao município.

A implantação da linha de cuidado bariátrico representa um avanço na assistência de alta complexidade ofertada pelo município, garantindo aos pacientes cuiabanos acesso ao tratamento especializado diretamente pela rede pública municipal. Até então, os moradores dependiam exclusivamente da fila estadual para tentar realizar o procedimento.

Nesta primeira etapa, dez pacientes passaram por avaliação especializada no ambulatório do Hospital Santa Helena. A previsão é de cerca de 40 consultas mensais, com média de dez atendimentos por semana.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a iniciativa fortalece a rede pública e amplia o acesso da população aos atendimentos especializados.

“Estamos estruturando uma rede de saúde mais eficiente e humanizada, ampliando os atendimentos de alta complexidade para garantir mais dignidade e qualidade de vida à população. A cirurgia bariátrica representa saúde, retomada da autoestima e novas oportunidades para pacientes que aguardavam há anos por esse atendimento”, afirmou.

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O diretor do Hospital Santa Helena, Marcelo Sandrin, ressaltou que o tratamento envolve acompanhamento contínuo e avaliação criteriosa de cada paciente.

Entre os primeiros pacientes atendidos está Miguel de Oliveira, morador do bairro Jardim Novo Horizonte. “Esperei por esse momento e hoje renasce em mim a esperança de ter mais saúde e qualidade de vida. Quero voltar a fazer o que amo, brincar e acompanhar meu filho com disposição, voltar a jogar bola e recuperar minha autoestima. Essa cirurgia representa a chance de mudar a minha história”, relatou um dos pacientes atendidos.

O acesso ao serviço será realizado exclusivamente por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Após avaliação médica e análise dos critérios clínicos, incluindo Índice de Massa Corporal (IMC) e doenças associadas, o paciente poderá ser encaminhado para regulação via SISREG.

Além da consulta especializada, os pacientes terão acesso a exames laboratoriais, endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia de abdômen completo e acompanhamento multiprofissional com endocrinologista, psiquiatra e psicólogo.

Atualmente, 54 pacientes de Cuiabá aguardam atendimento para cirurgia bariátrica. A ampliação da assistência integra o fortalecimento da alta complexidade no município, que também contempla as áreas ortopédica, urológica, ginecológica, cardiológica e de cirurgia geral.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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