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“Projeto de Lei Desperta Controvérsia ao Incluir Bioinsumos como Agrotóxicos”

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O Projeto de Lei (PL) 1459/2022, popularmente conhecido como “PL do Veneno”, foi apresentado como uma proposta abrangente para regular o uso de pesticidas no Brasil. No entanto, uma das principais fontes de controvérsia dentro do texto é a inclusão dos bioinsumos na categoria de “agrotóxicos biológicos”. Esta medida tem sido duramente criticada desde sua concepção por diversos setores da sociedade.

Debate Sobre Bioinsumos

Mais de 30 entidades setoriais uniram forças contra essa inclusão, argumentando que os bioinsumos não deveriam ser categorizados como agrotóxicos, pois diferem substancialmente dos pesticidas químicos tradicionais. Juliano Alves Gerolin, engenheiro e sócio proprietário da Gerolin Engenharia, uma empresa com vasta experiência em biofábricas, ressalta que os bioinsumos têm características distintas que os tornam menos impactantes ao meio ambiente.

Distinção entre Defensivos Biológicos e Químicos

Gerolin explica que os bioinsumos, ou defensivos biológicos, agem de maneira mais lenta e não deixam resíduos nocivos ao meio ambiente. Ao contrário dos pesticidas químicos, que podem contaminar água e solo se mal utilizados, os bioinsumos promovem uma ação regenerativa e são mais seguros para os operadores durante a aplicação.

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Necessidade de Regulamentação Adequada

Para o especialista, é crucial que a regulamentação dos bioinsumos comece pelos fornecedores de inóculo e meio de cultura, garantindo um controle de qualidade rigoroso em toda a cadeia produtiva. Ele enfatiza a importância de adquirir esses produtos de fontes confiáveis e fiscalizadas, além de assegurar que as instalações de produção atendam aos critérios de biossegurança.

O debate em torno do PL 1459/2022 reflete a necessidade de uma abordagem equilibrada na regulamentação dos pesticidas, reconhecendo as particularidades dos bioinsumos e sua contribuição para práticas agrícolas mais sustentáveis. A discussão continua no Congresso Nacional, onde diferentes perspectivas buscam encontrar um consenso que concilie interesses ambientais, de saúde pública e econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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