AGRONEGÓCIO

Projeto Campo Futuro em Santa Catarina: Levantamento de Custos de Produção Agropecuária em Xanxerê

Publicado em

O primeiro painel do Projeto Campo Futuro 2024 em Santa Catarina teve início em Xanxerê nesta terça-feira (11), marcando o levantamento dos custos de produção agropecuária. Promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com o apoio do Sistema Faesc/Senar e dos Sindicatos Rurais, o projeto abrange seis cadeias produtivas em oito municípios do estado e se estenderá até agosto.

Análise Detalhada dos Custos de Produção

O objetivo principal é identificar os principais custos que afetam os resultados financeiros dos produtores, oferecendo insights sobre a gestão e indicadores essenciais para o monitoramento eficaz. Em Xanxerê, o painel foi conduzido de forma híbrida, tanto presencial quanto online, focando nos custos de produção de soja, milho (1ª safra), feijão e trigo.

O evento reuniu produtores rurais, especialistas da CNA e do Sistema Faesc/Senar, além de representantes dos Sindicatos Rurais e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA-Esalq/USP). A participação ativa desses agentes é crucial para obter dados precisos e atualizados sobre as realidades econômicas locais.

Leia Também:  Mato Grosso Responde por Mais da Metade das Exportações de Algodão do Brasil
Impactos e Desafios Atuais

Enori Barbieri, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Xanxerê, destacou a importância do Campo Futuro para a agricultura, proporcionando planejamento e conhecimento da situação econômica atual. Através do projeto, os agricultores podem avaliar custos, conhecer preços futuros de venda e tomar decisões mais informadas para suas safras.

José Zeferino Pedrozo, presidente do Sistema Faesc/Senar, enfatizou que o projeto é essencial para gerar dados seguros sobre as culturas analisadas, permitindo maior controle sobre despesas e investimentos. Essas informações também são fundamentais para o desenvolvimento de políticas públicas que beneficiem o setor agropecuário.

Desafios Climáticos e Econômicos

Tiago Pereira, assessor técnico da CNA, apresentou dados alarmantes sobre a safra 2023/24, indicando reduções significativas na produtividade devido ao clima adverso, especialmente influenciado pelo fenômeno El Niño. A produtividade média para soja, milho e trigo registrou quedas de 24%, 18% e 28%, respectivamente, em comparação com a safra anterior.

Além dos desafios climáticos, os preços de comercialização também diminuíram, com quedas de 15% para a soja e 14% para o trigo. O milho, por exemplo, exigiu uma quantidade maior de sacas por hectare para cobrir os custos de produção, refletindo um ambiente desafiador para os produtores.

Leia Também:  Mercados Asiáticos Apresentam Pequena Recuperação; Incertezas Econômicas Persistem
Próximos Passos

O Campo Futuro continuará realizando painéis de levantamento de custos em diversas atividades agropecuárias até julho, abrangendo 20 estados e 119 municípios em todo o Brasil. A CNA, com base nos dados coletados, atuará junto ao governo para propor medidas que evitem o aumento dos custos, melhorem as ferramentas de seguro agrícola e ampliem o acesso ao crédito para os produtores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Senado aprova uso do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas do agro

Published

on

O Senado aprovou na quarta-feira (11.06) o projeto de lei que autoriza o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para financiar a renegociação de dívidas de produtores rurais afetados por eventos climáticos extremos. A proposta, que também prevê a utilização de recursos dos fundos constitucionais do Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO), segue para sanção presidencial.

O texto aprovado estabelece condições especiais para produtores que registraram perdas em pelo menos duas safras e prevê taxas de juros entre 3,5% e 7,5% ao ano. Diferentemente da versão aprovada pela Câmara dos Deputados, que previa a destinação de R$ 30 bilhões a R$ 100 bilhões para a operação, o parecer do relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL), transferiu ao Poder Executivo a definição do volume de recursos que poderá ser utilizado.

A proposta foi defendida por parlamentares ligados ao agronegócio como uma alternativa para enfrentar o aumento do endividamento no campo, agravado pelas perdas provocadas por secas e enchentes em diferentes regiões do País. O projeto beneficia produtores atingidos por eventos climáticos reconhecidos oficialmente.

Leia Também:  Análise de crédito além do balanço: inovação e desafios em tempos de incerteza

O governo federal, no entanto, manteve restrições ao texto durante a tramitação. O Ministério da Fazenda defendia mudanças nos critérios de enquadramento dos produtores e propôs juros mais elevados para a renegociação. Parte das sugestões foi rejeitada pelo relator.

Criado em 2010, o Fundo Social do Pré-Sal tem como objetivo financiar políticas públicas permanentes com recursos da exploração de petróleo. Atualmente, metade das receitas é destinada à educação e a parcela restante atende áreas como saúde, habitação, ciência e tecnologia, cultura e meio ambiente.

Críticos da proposta argumentam que a medida pode reduzir recursos disponíveis para outros programas financiados pelo fundo. Estimativas indicam que o Fundo Social do Pré-Sal destinou cerca de R$ 35 bilhões ao programa Minha Casa, Minha Vida entre 2025 e 2026, contribuindo para a ampliação da meta de contratação de moradias.

A aprovação ocorre em meio à pressão do setor agropecuário por medidas de socorro financeiro. O aumento do endividamento dos produtores levou entidades do setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a defenderem a criação de mecanismos permanentes para enfrentar os impactos das mudanças climáticas sobre a produção.

Leia Também:  Câmara acelera análise de projeto que veta acordos com barreiras ambientais a exportações brasileiras

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA