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Projeto Antecipa AgBiTech é estendido a todo o País e detecta avanço veloz e em larga escala da lagarta Rachiplusia nu

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De um programa experimental, antes restrito a determinados pontos da fronteira agrícola, o Projeto Antecipa, da AgBiTech Brasil, tornou-se em tempo recorde uma iniciativa permanente e agora em ação nas principais regiões produtoras. Com objetivo de detectar fluxos de mariposas e antecipar estratégias de manejo do produtor ao longo da safra, o sistema é ancorado na instalação de armadilhas, para captura desses insetos, no entorno de lavouras.

“Mariposas são a fase adulta das lagartas. O recurso das armadilhas permite ao produtor definir o melhor momento de controle dessas pragas, antes ainda que elas depositem ovos, se multipliquem no campo e causem danos representativos às lavouras”, explica Gustavo Shiomi, engenheiro agrônomo, gerente de marketing da AgBiTech.

Conforme Shiomi, o Projeto Antecipa coletou, nos últimos dias, mais de 7 mil mariposas na rede de monitoramento. Chama a atenção, e desperta preocupação, ele adianta, a presença da lagarta Rachiplusia nu nos estados de Mato Grosso, Piauí e Tocantins, sobretudo. “Será necessário intensificar o monitoramento e adotar medidas efetivas de controle nessas regiões. É uma espécie ‘nova’, voraz, que ataca lavouras de soja com tecnologia BT e compromete o manejo do produtor”, adverte.

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Segundo o agrônomo, tudo indica que essa espécie tem se adaptado a climas cada vez mais quentes, e causado danos em regiões onde, historicamente, ela não trazia problemas. Em Montividiu, no interior goiano, por exemplo, destaca Shiomi, somente uma armadilha para mariposas capturou mais de 500 indivíduos da Rachiplusia nu, em apenas cinco dias. “Trata-se de uma praga que vem forte no final do ano e muitas vezes surpreende o produtor. É necessário que todos fiquem atentos”, reforça.

Tração na pressão de lagartas

Para o gerente da AgBiTech, no Cerrado e nas regiões mais quentes do país, principalmente, já se evidenciam condições preocupantes em relação a ataques de lagartas. “Temos indicadores que remetem a um cenário de forte pressão de lagartas na safra, em face do alto número de mariposas capturadas nas armadilhas. O produtor pode não estar preparado ou não ter contemplado esse cenário no planejamento, importante alertarmos”, ressalta Shiomi.

O pesquisador e consultor Germison Tomquelski, da Desafios Agro (Chapadão-MS), reforça o alerta sobre lagartas. Para ele, o produtor está diante de uma safra marcada por extremos climáticos, agravados pelos efeitos do ‘El Niño’, altamente favorável aos ataques dessas pragas. “Importante ajustar o monitoramento de lavouras e planejar aplicações de produtos, tendo em vista a produtividade e a rentabilidade.”

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De acordo com a AgBiTech, o Projeto Antecipa teve início há 60 dias, com seis postos de observação nos estados de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Na época, havia 74 armadilhas posicionadas nessas regiões. Agora, são mais de 700 sistemas de captura. Há instalações estratégicas em áreas da Bahia, do Maranhão, Mato Grosso, Piauí, Tocantins e outras. Em setembro último, o programa mobilizava oito profissionais, número que saltou para perto de 50 agrônomos, além de envolver 10 empresas de consultoria agrícola.

Desde 2002, a AgBiTech fornece produtos consistentes, de alta tecnologia, que ajudam a tornar a agricultura mais rentável e sustentável. A empresa combina experiência a campo com inovação científica. Trabalha com agricultores, consultores e pesquisadores e desenvolve soluções altamente eficazes para manejo de pragas agrícolas. Controlada pelo fundo de Private Equity Paine Schwartz Partners (PSP), a AgBiTech fabrica toda a sua linha de produtos na mais moderna unidade produtora de baculovírus do mundo, em Dallas (Texas, EUA).

Fonte: AgBiTech Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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