AGRONEGÓCIO

Projeções Apontam Crescimento na Safra Paranaense 2024/25

Publicado em

A primeira Previsão Subjetiva para a safra 2024/25 do Paraná, divulgada nesta quinta-feira (29/08) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), indica uma recuperação significativa na produção de soja, milho e feijão, culturas que são referência no estado. A produção de batata também deve crescer, enquanto o trigo, já em fase de colheita, apresenta uma redução projetada.

Para a soja, a estimativa inicial é de plantio em 5,8 milhões de hectares, um leve aumento de 0,5% em relação ao ciclo anterior. Entretanto, a produção pode alcançar 22,3 milhões de toneladas, um aumento expressivo de 20% comparado às 18,5 milhões de toneladas da última colheita. A primeira safra de soja representa mais de 90% do plantio dos principais grãos no Paraná. Segundo o analista da cultura no Deral, Edmar Gervásio, “a soja é o principal item da agricultura paranaense e historicamente tem ótimo retorno”. O plantio estará liberado a partir de 10 de setembro, quando termina o período de vazio sanitário da ferrugem asiática.

Milho

As primeiras estimativas para o milho na safra 2024/25 apontam uma produção de 2,7 milhões de toneladas, ligeiramente superior às 2,5 milhões de toneladas do período 23/24. Apesar da previsão de queda de 9,6% na área plantada, com 267,7 mil hectares, o milho de verão permanece como uma safra de nicho, com produtores especializados alcançando alta produtividade. “Essa redução está essencialmente ligada à migração para a soja, que oferece maior liquidez e potencial de lucro”, destacou Gervásio.

Leia Também:  Algodão tem queda de preços em setembro e demanda segue enfraquecida
Feijão

Após anos de declínio na área plantada, o feijão de primeira safra no Paraná deve ter um aumento de 22%, passando de 107,8 mil hectares em 2023/24 para 131,2 mil hectares na nova safra. O agrônomo Carlo Hugo Godinho ressaltou que o crescimento é o mais significativo dos últimos 10 anos, impulsionado pela estabilidade e atratividade dos preços, em parte devido à nova opção de exportação de feijão preto. A produção deve aumentar 57%, de 160 mil toneladas em 2023 para 251 mil toneladas.

Batata

O plantio da batata de primeira safra 2024/25 já começou, com 14% da área prevista semeada, o que corresponde a 2,2 mil hectares dos 15,8 mil estimados. O engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Deral, destacou que, apesar do tempo seco ter desacelerado o plantio, a expectativa é de uma colheita de 478,2 mil toneladas, um aumento de 22% em relação às 392,2 mil toneladas do mesmo período em 2023. Os preços, contudo, mostraram queda em julho, tanto para os produtores quanto no varejo.

Trigo e Cevada

A safra de trigo 2023/24, em fase de colheita, deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, representando uma queda de 14% em comparação ao ano passado. A seca no norte do Paraná, onde se concentram as lavouras colhidas, é apontada como o principal fator para essa redução. Além disso, houve perdas causadas por geadas, mas o impacto total ainda será avaliado conforme a colheita avança.

Leia Também:  Mercado melhora projeção para crescimento do PIB e vê inflação menor em 2023, mostra Focus

Por outro lado, a cevada foi menos afetada pelo clima e deve render 331,5 mil toneladas, 19% a mais do que no ano passado. Segundo Godinho, a seca foi menos severa no sul do estado, e o ciclo mais longo da cevada permitiu que as plantas estivessem menos vulneráveis durante as geadas.

Boletim Agropecuário

O Boletim de Conjuntura Agropecuária, referente à semana de 23 a 29 de agosto, também foi divulgado na quinta-feira. O documento traz estimativas iniciais para a safra e dados sobre outras culturas do estado. O Paraná foi o quarto maior produtor de couro bovino no Brasil em 2023, com 788.658 peças. A suinocultura de corte, predominantemente nas regiões Oeste e Centro-Oriental do Paraná, alcançou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 8,5 bilhões, um aumento de 2% em relação ao ano anterior.

Além disso, o boletim destacou a celebração do Dia do Avicultor em 28 de agosto. A produção de carne de frango no Brasil em 2023 atingiu 14,8 milhões de toneladas, com o Paraná sendo o maior produtor e exportador do país, contribuindo com 4,6 milhões de toneladas. Estima-se que o setor gere mais de 4 milhões de empregos, sendo 1 milhão no estado. Para 2024, a expectativa é de crescimento de 1,8% na produção nacional de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

Published

on

O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

Leia Também:  Economia do Paraná Registra Crescimento de 5,3% em Setembro

As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

Leia Também:  Sebrae Minas promove a Semana Internacional do Café

Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA