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Programa de fertilidade de touros do Brasil comemora 10 anos com mais de 13 milhões de dados analisados

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O Concept Plus, maior programa de fertilidade de touros do Brasil, celebra seu décimo aniversário com uma marca impressionante: mais de 13 milhões de dados analisados e 7 mil touros provados. Desenvolvido pela Alta, uma líder em melhoramento genético bovino, o programa tem como objetivo principal identificar e certificar touros com altas taxas de concepção, beneficiando fazendas em todo o país.

Desde sua criação, o Concept Plus já compilou dados de 9,5 mil fazendas em 23 estados brasileiros e em países vizinhos como Argentina, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Com mais de 1,5 mil técnicos atuando por todo o Brasil, o programa já certificou 1.135 touros como reprodutores de alta fertilidade. “Para receber o selo Concept Plus, o touro precisa ter dois atributos fundamentais: fertilidade e acurácia. Uma vez que esses requisitos são confirmados pelos dados, ele é reconhecido como um touro com alta taxa de concepção”, explica Isabella Marconato, coordenadora do programa.

De acordo com Isabella, o Concept Plus foi concebido para trazer clareza aos criadores sobre a fertilidade dos touros, algo que testes laboratoriais muitas vezes não conseguem detectar. “Com a ajuda dos dados compilados no campo, conseguimos eliminar especulações e fornecer respostas concretas sobre o desempenho dos touros”, ela ressalta.

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Para manter a integridade do programa, todos os anos os touros certificados passam por novas provas. Se um touro apresentar baixa fertilidade, ele é retirado da bateria de reprodução, garantindo que apenas a genética de alta fertilidade seja disseminada. “Ao testar todos os anos, asseguramos que os touros continuam entregando a alta produtividade que os produtores rurais precisam”, comenta Manoel Sá Filho, gerente de corte da Alta.

Além disso, Manoel destaca uma nova iniciativa do Concept Plus: a prova precoce dos touros. “Estamos testando os touros mais cedo para identificar rapidamente aqueles que estão aptos a ingressar no programa, indicando alta fertilidade”, ele conclui.

O Concept Plus é um programa voltado exclusivamente para a fertilidade do sêmen, com foco em programas de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). Com sua abordagem inovadora, ele ajuda a explicar as variações de fertilidade entre os reprodutores, algo que não pode ser diagnosticado em testes laboratoriais tradicionais. O programa compila informações de milhares de fazendas, tornando-se uma referência para a pecuária em nível nacional e internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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