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Programa Colmeia de Minas fortalece cadeia produtiva do mel e aposta em rastreabilidade e sustentabilidade em Minas Gerais

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A cadeia produtiva do mel em Minas Gerais ganhou um novo impulso com o lançamento do programa “Colmeia de Minas”, iniciativa que reúne instituições públicas, pesquisadores e produtores com foco na sustentabilidade, rastreabilidade e fortalecimento da apicultura no estado.

O programa foi lançado na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e conta com articulação da Federação Mineira de Apicultura (Femap), além do apoio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) e de entidades como Emater-MG, Epamig, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Unimontes e o Instituto Federal de Bambuí.

Apicultura mineira enfrenta desafios de produção, qualidade e rastreabilidade

Entre os principais gargalos identificados na cadeia produtiva estão a mortandade de abelhas, adulterações de produtos apícolas, ausência de dados consolidados do setor e falta de sistemas estruturados de rastreabilidade.

Outro ponto crítico é a necessidade de maior profissionalização dos apicultores e de integração das ações já existentes entre instituições públicas e privadas que atuam no segmento.

O objetivo do programa é centralizar iniciativas, ampliar a eficiência das políticas públicas e promover maior organização da cadeia do mel em Minas Gerais.

Programa Colmeia de Minas busca integrar ações e fortalecer o setor

A proposta do Colmeia de Minas é estruturar um conjunto de ações integradas para desenvolvimento da apicultura, com foco em seis eixos estratégicos: governança, inovação, qualificação produtiva, rastreabilidade, defesa sanitária, bioeconomia e valorização territorial.

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A iniciativa também prevê a criação de um ambiente mais coordenado entre instituições como Senar, Sebrae e Seapa, que já atuavam no setor, mas de forma descentralizada.

Segundo representantes do programa, a unificação das ações deve ampliar o impacto das políticas voltadas à cadeia do mel.

Produção de mel em Minas Gerais tem potencial expressivo

De acordo com dados apresentados pelo setor, Minas Gerais conta com 429 municípios produtores, mais de 9 mil apicultores e centenas de associações organizadas, além de um rebanho expressivo de colmeias voltadas à produção de mel e própolis.

A produção anual ultrapassa milhões de litros de mel, consolidando o estado como uma das referências nacionais na atividade apícola.

A expectativa é que o programa contribua para ampliar produtividade, qualidade e agregação de valor aos produtos.

Indicação Geográfica e rastreabilidade estão entre as primeiras ações

Entre as primeiras medidas previstas está o avanço na Indicação Geográfica (IG) do própolis verde, além da realização de um diagnóstico detalhado da cadeia produtiva do mel em Minas Gerais.

A proposta também inclui o desenvolvimento de um sistema de rastreabilidade, com o objetivo de aumentar a confiabilidade dos produtos e agregar valor ao mercado.

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A inspiração segue modelos já consolidados em outras cadeias agroindustriais, como o Queijo Minas Artesanal.

Governo de Minas reforça apoio e políticas públicas para apicultura

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa) ficará responsável pela formulação de políticas públicas, articulação institucional e captação de recursos para o desenvolvimento da cadeia apícola.

O órgão também coordena ações executadas em campo por suas vinculadas, como Emater-MG, Epamig e IMA, incluindo a distribuição de kits apícolas para agricultores familiares.

Defesa sanitária e sustentabilidade ganham protagonismo

O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) destacou que o fortalecimento da cadeia do mel está alinhado à busca por maior responsabilidade sanitária e sustentabilidade na produção.

A avaliação é de que o setor avança para um novo nível de organização, com maior integração entre produtores e órgãos de controle, ampliando a segurança e a qualidade dos produtos apícolas.

Colmeia de Minas aposta em desenvolvimento de longo prazo

Com a criação do programa, Minas Gerais busca consolidar um modelo mais estruturado para a apicultura, com foco em inovação, governança e valorização territorial.

A expectativa é que a iniciativa fortaleça a competitividade do mel mineiro, amplie mercados e contribua para o desenvolvimento sustentável de toda a cadeia produtiva no estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bolsas globais despencam com realização no setor de tecnologia; Ibovespa resiste de olho na inflação e nas commodities

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A sexta-feira (26) é marcada por um movimento global de aversão ao risco, com forte realização de lucros nas empresas de tecnologia e inteligência artificial, provocando quedas expressivas nas bolsas asiáticas e pressionando os mercados da Europa e dos Estados Unidos. No Brasil, o Ibovespa demonstra maior resiliência, sustentado pelo desempenho das commodities, pela inflação doméstica mais favorável e pela expectativa de continuidade do ciclo de queda dos juros.

O movimento começou na Ásia, onde investidores reduziram exposição ao setor de tecnologia após o recuo das ações de empresas ligadas à cadeia global de inteligência artificial e semicondutores. A realização de lucros ganhou força depois da forte valorização registrada nos últimos meses.

Entre os principais mercados asiáticos, o índice Nikkei, do Japão, caiu 4,15%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, recuou 5,81%, chegando a registrar perdas ainda maiores durante o pregão. Na China, o índice de Xangai (SSEC) perdeu 2,26%, enquanto o CSI 300 caiu 3,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,76%. Taiwan também acompanhou o movimento, com queda de 3,64%, ao passo que a bolsa de Sydney foi uma das poucas exceções, encerrando em alta de 0,18%.

Ações de IA lideram as perdas

Na China, as empresas ligadas à inteligência artificial foram o principal foco das vendas.

O índice CSI Artificial Intelligence recuou 4,6%, enquanto o índice de empresas de comunicação 5G caiu 5,8%. Entre os destaques negativos esteve a Zhongji Innolight, uma das maiores fabricantes mundiais de módulos ópticos, que perdeu mais de 5%.

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As gigantes de tecnologia negociadas em Hong Kong também sofreram forte correção, acumulando queda semanal superior a 7%, refletindo a cautela dos investidores em relação às elevadas avaliações do setor e às dúvidas sobre o ritmo de retorno dos investimentos em inteligência artificial.

Pressão também chega aos mercados internacionais

O sentimento negativo se espalhou para os mercados internacionais após a forte correção das ações de tecnologia em Nova York.

Os futuros das bolsas norte-americanas operam em baixa, enquanto investidores continuam reavaliando o elevado nível de investimento em inteligência artificial e seus impactos sobre as margens das grandes empresas do setor. Ao mesmo tempo, a queda dos preços do petróleo ajuda a reduzir parte das preocupações inflacionárias, mas não foi suficiente para restaurar o apetite ao risco.

Ibovespa acompanha o exterior, mas encontra suporte interno

No Brasil, o mercado abriu em compasso de espera, acompanhando o cenário externo mais adverso. Apesar disso, o Ibovespa futuro apresentou oscilações moderadas, refletindo um ambiente doméstico relativamente mais favorável.

Entre os fatores que sustentam os ativos brasileiros estão a divulgação do IPCA-15 abaixo das expectativas do mercado, que reforça apostas em continuidade da flexibilização monetária, além do desempenho das commodities, importantes para empresas com forte peso no índice.

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O dólar permanece próximo da estabilidade, ao redor de R$ 5,17, em um ambiente de monitoramento constante por parte dos investidores e com atuação do Banco Central contribuindo para reduzir a volatilidade cambial.

Braskem e ações sensíveis aos juros movimentam a B3

Entre os destaques corporativos da sessão, as ações da Braskem figuram entre as maiores quedas após a companhia recorrer à Justiça em disputas envolvendo credores.

Na direção oposta, empresas mais sensíveis ao comportamento da taxa de juros, especialmente dos segmentos de varejo e construção civil, apresentam desempenho relativamente melhor, favorecidas pela leitura mais benigna da inflação e pela perspectiva de redução gradual do custo do crédito.

Cenário segue dependente da tecnologia e da política monetária

Para os investidores, o foco permanece dividido entre a evolução do setor global de inteligência artificial, os próximos indicadores econômicos dos Estados Unidos e as decisões dos principais bancos centrais.

No Brasil, além da trajetória da inflação, seguem no radar o comportamento do dólar, dos preços internacionais das commodities e a evolução do cenário fiscal, fatores que devem continuar determinando o humor dos mercados nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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