AGRONEGÓCIO

Programa Carne Hereford formaliza parceria com frigorífico paranaense

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A Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), por meio do Programa Carne Hereford, e o Frigorífico Argus, de São José dos Pinhais, Paraná, formalizaram oficialmente o contrato de parceria já anunciado na última Expointer. Estiveram presentes o diretor do Programa, Eduardo Eichenberg, o gerente Executivo da ABHB, Felipe Azambuja, e o CEO do Grupo Argus, Luiz Carlos Tiossi.

A novidade visa ampliar a atuação da Carne Hereford, buscando fomentar, ainda mais, a cadeia da carne bovina e estreitar as relações com os produtores. Segundo Eichenberg, se trata de mais uma grande parceria no Estado do Paraná. “É um dos Estados que mais cresce em termos de raças Hereford e Braford no Brasil hoje. Estamos iniciando com mais um importante parceiro para atender os produtores do Paraná e para fomentar e expandir ainda mais a Carne Hereford, não só nesse importante mercado consumidor paranaense, mas também para diversas localidades. Importante também destacar que o Paraná que tem um PIB superior comparado à média nacional, sendo um mercado consumidor de carne de qualidade, além de um Estado que comercializa a carne em todo o Brasil”, ressaltou.

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Eichenberg ressalta ainda que o Argus é um frigorífico de muita expressão, com uma marca consolidada em termos de qualidade no estado do Paraná e que está completando neste ano, 70 anos de operação. “É uma marca sólida e consistente e que agora se une a marca da Carne Hereford para oferecer aos consumidores uma excelente carne de qualidade”, observou.

Tiossi salientou que esta parceria para a produção em escala comercial de carne certificada traz grandes expectativas. “Estamos diante de um mercado consumidor altamente exigente, que clama por produtos nobres e que uma parceria como essas é capaz de fornecer. Com certeza nós teremos uma marca de ponta, uma marca de qualidade nas gôndolas dos supermercados, nos açougues e principalmente na mesa do nosso consumidor”, frisou.

As tratativas com a indústria iniciaram durante a 46º Expointer, local onde foi realizada a assinatura do protocolo de intenções. “Após o protocolo assinado durante a Expointer, avançamos as conversas até esse importante momento, onde oficializamos a parceria com a assinatura do contrato. Estamos sempre trabalhando para alinhar e fortalecer o trabalho do nosso programa, além de sempre buscarmos aproximar a nossa atuação junto ao consumidor final”, destacou Azambuja.

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Pioneiro no Brasil, o Programa Carne Hereford, atualmente é o mais antigo em funcionamento, completando 25 anos em 2023. Ao longo destes anos, aprimorou constantemente seus processos de certificação de produtos da carne, tornando-se referência no setor.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB)

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Com custos em alta, eficiência passa a definir competitividade no agro

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A combinação de juros elevados, custos de produção pressionados, instabilidade geopolítica e preços mais baixos das commodities tem imposto desafios adicionais ao agronegócio brasileiro em 2026. Na Bahia, porém, produtores apostam em ganhos de produtividade, tecnologia e gestão para atravessar um dos cenários mais complexos dos últimos anos sem comprometer a expansão da atividade. A estratégia ganha relevância às vésperas da Bahia Farm Show, principal feira agrícola do Norte e Nordeste, que começa nesta semana em Luís Eduardo Magalhães.

O desafio não é pequeno. O aumento dos custos dos fertilizantes, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pela valorização do petróleo, se soma ao crédito rural mais caro e às incertezas sobre o comportamento do clima na próxima safra. Ao mesmo tempo, produtores convivem com margens mais apertadas diante da acomodação dos preços internacionais da soja, do milho e do algodão.

Mesmo assim, o agro baiano chega ao novo ciclo sustentado por um diferencial que tem chamado a atenção do setor: o avanço consistente da produtividade. No Oeste da Bahia, principal fronteira agrícola do estado, a produção de soja registrou recordes sucessivos de rendimento nos últimos anos, resultado da adoção de novas tecnologias, melhor manejo agronômico e investimentos em genética e agricultura de precisão.

Os números ajudam a explicar o otimismo cauteloso dos produtores. Em 2025, a Bahia colheu uma safra recorde superior a 12,8 milhões de toneladas de grãos, com crescimento de 12,8% sobre o ano anterior. A soja alcançou 8,6 milhões de toneladas, avanço de 14,3%, enquanto o milho cresceu 18,2%. O algodão, uma das principais culturas de exportação do estado, também ampliou sua produção.

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Para a safra 2025/26, as projeções apontam um novo avanço. Levantamentos do setor indicam que a produção baiana de grãos e fibras poderá superar 14 milhões de toneladas, consolidando a liderança do estado dentro da região do Matopiba, considerada a principal fronteira de expansão agrícola do país.

O desempenho do campo já vem refletindo diretamente na economia estadual. Dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia mostram que a agropecuária cresceu 12,4% no quarto trimestre de 2025, desempenho muito superior ao avanço de 2,3% registrado pelo Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia no mesmo período. O Valor Bruto da Produção agropecuária alcançou R$ 4,9 bilhões no trimestre, confirmando o papel do setor como principal motor da economia baiana.

Além das lavouras de grãos, outras cadeias vêm reforçando a diversificação do agro estadual. A produção de café avançou 5,1% em 2025, enquanto a cacauicultura registrou crescimento de 7%, beneficiada pela forte demanda internacional e pelos elevados preços da commodity. Na pecuária, o aumento dos abates e da produção de leite também contribuiu para sustentar a renda no interior do estado.

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O principal desafio agora é manter a competitividade diante da escalada dos custos. Lideranças do setor avaliam que o produtor precisará ser ainda mais eficiente na gestão financeira, antecipando compras de insumos, reduzindo desperdícios e utilizando ferramentas de comercialização capazes de proteger margens. A palavra de ordem passou a ser planejamento.

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com fatores que escapam ao controle das fazendas. O comportamento do clima, a volatilidade dos mercados internacionais e possíveis interrupções nas cadeias globais de fertilizantes continuam no radar dos produtores. Para especialistas, a capacidade de combinar produtividade elevada com gestão de risco será decisiva para determinar quem conseguirá atravessar o atual ciclo de incertezas.

Se há um consenso entre lideranças do setor, é que a Bahia deixou de competir apenas pela expansão de área. O avanço do agro estadual passa cada vez mais pela capacidade de produzir mais por hectare, com maior eficiência e menor custo. Em um ambiente de margens pressionadas, a produtividade deixou de ser apenas um diferencial competitivo para se tornar uma condição de sobrevivência

Fonte: Pensar Agro

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