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Programa Aplique Bem é destaque no Seminário Nacional de Insumos Agropecuários em Belém

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Durante a edição 2025 do Seminário Nacional sobre Insumos Agropecuários (Senagri), realizado em Belém (PA), o programa Aplique Bem foi um dos principais destaques. A iniciativa é voltada à capacitação de agricultores e profissionais do campo para o uso correto e seguro de defensivos agrícolas.

O evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Defesa Agropecuária com apoio do Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), segue até esta sexta-feira (13).

Parceria entre o setor público e privado impulsiona o projeto

O Aplique Bem é fruto de uma parceria entre a UPL, empresa da indústria de agroquímicos, e o Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A base do CEA-IAC está localizada em Jundiaí (SP).

Capacitação gratuita e itinerante com estrutura móvel

Coordenado pelo pesquisador científico Hamilton Ramos, o programa já está em seu 18º ano de atuação e percorre diversas regiões agrícolas do Brasil com a utilização de laboratórios móveis (Techmóveis). A proposta é levar conhecimento técnico diretamente às propriedades rurais, promovendo boas práticas na aplicação de defensivos agrícolas contra pragas, doenças e plantas daninhas.

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Mais de 1 mil municípios atendidos e 5 mil treinamentos realizados

Desde sua criação, o Aplique Bem já beneficiou mais de 90 mil agricultores em todo o país. A equipe técnica percorreu mais de 1 mil municípios, totalizando aproximadamente 5 mil treinamentos especializados e mais de 1 milhão de quilômetros rodados por estradas brasileiras.

Resultados comprovados na prática após os treinamentos

De acordo com Ramos, o maior diferencial do programa vai além dos números. Avaliações feitas dois anos após os treinamentos mostram que 90% dos problemas inicialmente identificados nas propriedades não se repetem.

“Estamos conseguindo elevar o nível de conhecimento no campo e, com isso, reduzir falhas na aplicação de defensivos — que é exatamente nosso principal objetivo”, destaca o coordenador.

Atuação sem viés comercial e com foco na qualidade dos equipamentos

O Aplique Bem é totalmente gratuito e voltado a propriedades de todos os tamanhos, sem vínculo com marcas ou fabricantes. O programa também inclui inspeções rigorosas nos pulverizadores agrícolas, assegurando a eficiência e segurança no uso dos equipamentos.

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A apresentação do programa no Senagri reforça a importância de iniciativas que unem ciência, setor produtivo e responsabilidade técnica para promover uma agricultura mais segura e eficiente no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço dos legumes sobe até 14,3% no Sudeste e lidera alta dos alimentos em maio, revela estudo

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As temperaturas mais baixas registradas em maio impactaram a produção agrícola e provocaram forte alta nos preços das hortaliças em todo o Brasil. Levantamento da Neogrid mostra que os legumes lideraram a inflação dos alimentos no mês, com avanço médio de 15,1% no país e de 14,3% na Região Sudeste, refletindo os efeitos da sazonalidade e da menor oferta de produtos.

O estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões” aponta que o preço médio da categoria passou de R$ 6,89 para R$ 7,93 entre abril e maio, consolidando os legumes como o principal responsável pela pressão sobre o orçamento das famílias.

Clima mais frio reduz oferta de hortaliças

Segundo Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, as condições climáticas exerceram influência direta sobre o comportamento dos preços.

De acordo com o especialista, o frio reduz a produtividade e desacelera o desenvolvimento de diversas culturas, diminuindo a disponibilidade de produtos no mercado e elevando os preços ao consumidor.

Além dos impactos na produção, Alves destaca que uma gestão mais eficiente da cadeia de abastecimento torna-se ainda mais importante em períodos de maior volatilidade.

Segundo ele, ferramentas de previsão de demanda e maior visibilidade dos estoques ajudam supermercados e distribuidores a realizar reposições mais precisas, reduzindo perdas, desperdícios e rupturas no abastecimento.

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Leite em pó e feijão também registram alta

Além dos legumes, outras categorias importantes da cesta de consumo apresentaram aumento de preços em maio.

O leite em pó registrou alta de 9%, passando de R$ 40,47 para R$ 44,10. O feijão avançou 5%, enquanto o molho de tomate teve elevação de 3,3% e a água mineral subiu 3,5% no período.

Os resultados reforçam a pressão exercida por produtos básicos sobre a inflação dos alimentos.

Ovos, café, óleo de soja e carne suína ficam mais baratos

Em contrapartida, algumas categorias contribuíram para aliviar os gastos das famílias.

Os ovos apresentaram a maior redução do mês, com queda de 6,5%, fazendo o preço médio por unidade recuar de R$ 0,97 para R$ 0,90.

Também registraram redução de preços:

  • Massas alimentícias secas: -3,0%;
  • Café em pó e em grãos: -2,5%;
  • Carne suína: -1,4%;
  • Açúcar: -1,1%;
  • Óleo de soja: -0,9%.

Entre esses produtos, o óleo de soja foi o único a apresentar queda em todas as regiões brasileiras.

Legumes acumulam alta de mais de 44% em 2026

No acumulado entre dezembro de 2025 e maio de 2026, os legumes permanecem como a categoria com maior valorização no varejo alimentar.

Os preços avançaram 44,2% no período, passando de R$ 5,50 para R$ 7,93.

Na sequência aparecem:

  • Feijão: 26,5%;
  • Leite UHT: 23,9%;
  • Carne bovina: 6%;
  • Ovos: 6%.
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O levantamento evidencia como fatores climáticos continuam exercendo forte influência sobre os preços dos alimentos frescos.

El Niño pode ampliar volatilidade dos preços

Segundo a Neogrid, o mercado segue atento às projeções climáticas para os próximos meses, especialmente diante da possibilidade de consolidação do fenômeno El Niño.

Caso o aquecimento do Oceano Pacífico provoque alterações significativas no regime de chuvas e nas temperaturas, novas oscilações poderão atingir a produção agrícola, principalmente nas cadeias de hortifrútis e lácteos.

Nesse cenário, o fortalecimento da logística, do planejamento de estoques e da gestão da cadeia de abastecimento será fundamental para reduzir os impactos sobre o consumidor.

Sudeste registra maior pressão sobre hortaliças

Na Região Sudeste, os legumes lideraram as altas de preços em maio, com avanço de 14,3%.

Também apresentaram elevação:

  • Feijão: 6,3%;
  • Farinha de mandioca: 4,5%;
  • Leite em pó: 2,9%;
  • Molho de tomate: 2,7%.

Entre as maiores quedas registradas na região estão os ovos (-7,8%), massas alimentícias secas (-2,9%), café (-2,7%), óleo de soja (-2,7%) e leite UHT (-2,6%), amenizando parcialmente a pressão inflacionária sobre a cesta de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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