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Professores e técnicos terão salário acrescido de RGA no dia 30

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Servidores vinculados a educação da Prefeitura de Cuiabá receberão no dia 30 deste mês o salário acrescido de 5,12% que representam o pagamento da RGA (Revisão Geral Anual).

Pela lei orgânica da educação, os servidores deverão ser contemplados com a reposição inflacionária no dia 30 de julho, prazo este que será cumprido pela gestão do prefeito Abilio Brunini.

No total, serão R$ 2.564.154,94 (Dois milhões quinhentos e sessenta e quatro mil cento e cinquenta e quatro reais e noventa e quatro centavos) acrescidos mensalmente à folha de pagamento, contemplando técnicos, professores efetivos e contratados.

A reposição inflacionária é medida pelo INPC (Índice Nacional de Preço ao Consumidor). O secretário municipal de Educação, Amauri Monge, explica que a atual gestão se planejou para cumprir o prazo fixado pela legislação. “As finanças foram devidamente organizadas para garantir o cumprimento deste direito aos servidores em tempo hábil”.

No dia 30 de maio, a gestão do prefeito Abilio Brunini concedeu a RGA aos servidores públicos em geral. Naquele momento, a reposição inflacionária foi concedida mesmo com a vigência do decreto de calamidade financeira.

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A reposição inflacionária nos meses de maio e julho ocorre após medidas de austeridade fiscal. No primeiro semestre deste ano, conforme resultados apresentados no TCE (Tribunal de Contas do Estado), a Prefeitura de Cuiabá arrecadou R$ 2,5 bilhões e encerrou o semestre com saldo positivo de R$ 400 milhões, após R$ 2,1 bilhões em despesas.

Parte desses recursos já foi aplicada em ações sociais, das quais se destacam a gratuidade do transporte público aos domingos, o fornecimento de café da manhã para alunos e profissionais da educação, lançamento do programa Escola Aberta aos fins de semana, reforço no kit escolar e uniformes e o investimento nas obras do Centro Médico Infantil. O Executivo também realizou uma força-tarefa de revisão dos 881 contratos vigentes, renegociando 321 deles e alcançando uma economia de R$ 217 milhões.

#PraCegoVer

A foto ilustra a fachada do prédio da Secretaria Municipal de Educação. É possível visualizar um fundo verde com letras em formato maiúsculas que ilustram a frase “Secretaria Municipal de Educação”. No lado esquerdo, há um brasão da Prefeitura de Cuiabá.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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AGRONEGÓCIO

Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade estratégica do agronegócio brasileiro

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Apesar de ocupar posição de destaque entre os maiores produtores de alimentos do mundo, o Brasil ainda enfrenta um desafio estratégico que preocupa especialistas e agentes do setor: a elevada dependência de fertilizantes importados.

Dados da AMR Business Intelligence mostram que a produção nacional foi responsável por suprir apenas 10,7% da demanda interna de fertilizantes em 2025. O cenário evidencia a distância entre a relevância do agronegócio brasileiro no abastecimento global e sua capacidade de produzir os insumos essenciais para sustentar a produtividade no campo.

A situação ganha ainda mais relevância diante da crescente demanda mundial por alimentos e da importância do Brasil como um dos principais fornecedores agrícolas do planeta.

Brasil alimenta o mundo, mas depende de insumos externos

Nas últimas décadas, o país passou por uma profunda transformação no setor agropecuário. De importador de alimentos, tornou-se uma potência agrícola capaz de abastecer mercados em todos os continentes.

Segundo estimativas da Embrapa, a produção brasileira de alimentos contribui para alimentar mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo. No entanto, essa força produtiva continua fortemente dependente do fornecimento externo de fertilizantes para manter elevados níveis de produtividade.

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Essa dependência representa um desafio para a segurança produtiva do setor, especialmente em momentos de instabilidade econômica ou geopolítica internacional.

Nitrogenados e potássicos concentram maior dependência

Os números revelam uma situação ainda mais crítica em alguns segmentos do mercado de fertilizantes.

Em 2025, a produção nacional foi suficiente para atender apenas:

  • 3,1% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados;
  • 2,9% do consumo de fertilizantes potássicos;
  • 30,5% da demanda por fertilizantes fosfatados.

Os dados demonstram que o Brasil continua altamente dependente das importações, principalmente em produtos estratégicos para culturas como soja, milho, algodão, cana-de-açúcar e café.

Geopolítica e logística ampliam riscos para o setor

A forte dependência externa torna o agronegócio brasileiro mais vulnerável a fatores que fogem do controle da cadeia produtiva nacional.

Conflitos geopolíticos, sanções econômicas, restrições comerciais, alterações cambiais e problemas logísticos internacionais podem comprometer o abastecimento de fertilizantes e elevar significativamente os custos de produção.

Nos últimos anos, episódios envolvendo grandes exportadores globais de nutrientes agrícolas evidenciaram como interrupções no comércio internacional podem gerar impactos imediatos nos preços e na disponibilidade dos insumos.

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Para um setor que responde por parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e das exportações do país, a previsibilidade no fornecimento desses produtos tornou-se uma questão estratégica.

Segurança de insumos é desafio para a competitividade do agro

Especialistas apontam que ampliar a produção nacional de fertilizantes é um dos caminhos para reduzir a vulnerabilidade do setor e fortalecer a segurança produtiva do agronegócio.

Além de diminuir a exposição a crises internacionais, o aumento da autonomia na produção de nutrientes pode contribuir para maior estabilidade de custos, melhor planejamento das safras e expansão sustentável da produção agrícola.

Em um cenário de crescimento contínuo da demanda mundial por alimentos, garantir o acesso seguro e competitivo aos fertilizantes será cada vez mais determinante para preservar a liderança do Brasil no mercado global e sustentar os avanços do agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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