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Professoras de Cuiabá são autoras de livros que conscientizam crianças

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Três professoras da rede pública de Cuiabá se uniram para escrever livros de literatura infantil que desenvolvem nas crianças a importância da conscientização e da preservação do meio ambiente, bem como o combate ao bullying e o respeito às diferenças.

Trata-se das professoras Denis Moraes Dias dos Santos, atual diretora do Centro Educacional Infantil Cuiabano (CEIC) José Gabriel da Costa, localizado no bairro Parque Geórgia, da professora Simone Correia Alves, coordenadora do CEIC São Francisco de Assis, localizado no bairro Praeirinho, e da professora Nilda Lopes Costa, diretora do CMEI Jaira Cuiabano Corrêa da Costa, localizado no bairro Pedra 90.

A professora Denis Moraes explica que a ideia de desenvolver o livro surgiu após ser verificado, em pesquisa, que há poucos materiais que acrescentem às crianças conhecimento sobre o combate ao bullying e a preservação do meio ambiente.

“Nós verificamos que a literatura, infelizmente, é muito pobre nesse sentido. Este projeto nasceu de uma conversa entre nós, professoras. O objetivo foi tratar esses temas de maneira lúdica e contribuir com a formação de cidadãos”.

A professora Simone Correia Alves ressalta a importância de despertar nas crianças a consciência de temas coletivos. “Acreditamos que a literatura infantil é o caminho que leva as crianças a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa”.

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A professora Nilda Lopes destaca a importância de explorar a literatura para desenvolver nas crianças o senso de respeito ao próximo. “Ao incluirmos o tema bullying na escola, trabalhamos para criar um ambiente escolar seguro, respeitoso e acolhedor às nossas crianças. Essa conscientização na fase inicial da aprendizagem promove a empatia, o respeito às diferenças e a cultura de paz, prevenindo comportamentos agressivos e incentivando relações mais saudáveis”.

Os livros “Bullying no Pantanal” e “Branca de Neve e as sete capivarinhas” tiveram mil exemplares adquiridos pela Secretaria Municipal de Educação (SME). “É um trabalho muito criativo que surpreende pela ótima qualidade”, comenta o secretário de Educação, Amauri Monge Fernandes.

Conheça mais detalhes dos livros desenvolvidos pelas professoras de Cuiabá:

Branca de Neve e as sete capivarinhas

A história narra a aventura de uma princesa que foi levada para conhecer as belezas do Pantanal mato-grossense, onde conhece também as lindas capivarinhas do Pantanal. A autora Denis Moraes procura mostrar nessa aventura a importância da conscientização e da preservação do meio ambiente, para que as espécies da fauna e da flora dos biomas brasileiros sejam conservadas.

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A cultura mato-grossense aparece na história, nas vestimentas e no linguajar cuiabano das capivarinhas.

Bullying no Pantanal

Essa história narra um triste episódio de bullying, em que o jacaré Poiô vive diversas situações de constrangimento no Pantanal mato-grossense. As autoras procuram mostrar, em uma abordagem infantil, a importância da conscientização e do respeito às diferenças, uma vez que muitas crianças estão passando por situações de bullying.

O principal objetivo de trabalhar o bullying na escola é criar um ambiente escolar seguro, respeitoso e acolhedor para todos os estudantes. Ao abordar o tema desde cedo, é possível promover a empatia, o respeito às diferenças e a cultura de paz, prevenindo comportamentos agressivos e incentivando relações mais saudáveis.

Além disso, a conscientização sobre o bullying e suas consequências pode ajudar a identificar e combater casos precoces, protegendo as crianças e promovendo o bem-estar de todos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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