AGRONEGÓCIO

Produtores veem no CAR caminho para destravar o Código Florestal

Publicado em

A regularização ambiental das propriedades rurais voltou ao centro das discussões sobre sustentabilidade com a realização do Pacto pelo Código Florestal, em Brasília (DF). O encontro reuniu representantes públicos e privados para alinhar estratégias que transformem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) em instrumento efetivo de desenvolvimento e competitividade no campo.

O pacto, organizado por entidades do agronegócio, da pesquisa e da conservação ambiental, propõe unir esforços entre governos e produtores para que o Código Florestal avance de forma prática e gere ganhos reais à economia rural. Estudo do Plano Estratégico para a Implementação do Código Florestal (Planaflor) indica que o cumprimento total da lei pode abrir milhões de novas vagas de trabalho, ampliar a restauração de áreas degradadas e movimentar bilhões de dólares por ano no mercado de carbono.

Nos últimos anos, o CAR cresceu em alcance e qualidade das análises. Todos os estados brasileiros participam atualmente do processo de validação, com aumento expressivo no número de registros revisados. Sistemas automatizados e novas tecnologias reduziram o tempo de resposta e melhoraram a confiabilidade dos dados.

Leia Também:  Vendas no Varejo Registram Crescimento de 4,2% em 2024, Impulsionadas pelo Setor de Alimentos e Bebidas

Mesmo com o avanço, as entidades destacaram que a validação completa dos cadastros ainda é o principal desafio. A regularidade ambiental depende desse processo, fundamental para liberar crédito, impulsionar exportações e garantir a rastreabilidade das cadeias produtivas.

O cumprimento do Código Florestal não é visto apenas como obrigação, mas como uma oportunidade para o país se firmar como potência agroambiental. A legislação é reconhecida internacionalmente e pode fortalecer a competitividade do agro nacional, atraindo investimentos e novos mercados.
Para os especialistas, aplicar o Código fortalece a segurança jurídica, gera estabilidade e amplia a produtividade — benefícios que se traduzem em renda e mais empregos no meio rural.

O setor público apresentou novas ferramentas digitais para facilitar o acesso dos produtores às informações fundiárias e ambientais. Entre as soluções estão o CAR pré-preenchido e plataformas integradas que permitem visualizar a situação do imóvel rural em um só ambiente.

Essas inovações também visam conectar bancos e instituições financeiras ao sistema ambiental, agilizando o crédito verde e premiando quem cumpre a legislação. A proposta do pacto é simples: transformar tecnologia e governança em resultados concretos, garantindo que o Código Florestal saia do papel e fortaleça o futuro do campo brasileiro.

Leia Também:  Contratos Futuros de Açúcar Encerram Agosto em Queda, Apesar de Projeções de Déficit Global

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Mato Grosso deve ampliar produção de etanol em 16% na safra 2026/27 e reforça liderança nacional em biocombustíveis

Published

on

Mato Grosso deve consolidar ainda mais sua posição estratégica no setor brasileiro de biocombustíveis na safra 2026/27. Projeção divulgada pelo Bioind-MT, com elaboração do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta crescimento de 16,08% na produção estadual de etanol, que poderá atingir 8,44 milhões de metros cúbicos no próximo ciclo.

O avanço será liderado principalmente pelo etanol de milho, segmento em que Mato Grosso já responde por 62% da produção nacional de etanol de cereais. O crescimento também será sustentado pela entrada de novas plantas industriais e pela ampliação da moagem de milho destinada à produção de biocombustíveis.

Segundo o presidente do Bioind-MT e da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), Silvio Rangel, o setor ganha importância crescente na matriz energética brasileira e no processo de descarbonização dos transportes.

“O avanço do etanol de milho fortalece a segurança energética e amplia o papel estratégico do Brasil na oferta de combustíveis renováveis, inclusive para setores como aviação e navegação marítima”, afirma.

Produção de etanol de milho deve crescer quase 19%

Antes mesmo da safra 2026/27, Mato Grosso já deve encerrar o ciclo 2025/26 com forte expansão na produção de etanol. A estimativa aponta crescimento de 8,52%, alcançando 7,27 milhões de metros cúbicos, enquanto a produção nacional deverá ficar praticamente estável, com leve alta de 0,22%.

Com esse desempenho, o estado mantém a segunda posição no ranking brasileiro de produção de etanol, atrás apenas de São Paulo.

Leia Também:  Brasil perde quase US$ 700 milhões com tarifas dos EUA, mas exportações de carne bovina batem recorde

Na safra atual, a produção de etanol de milho deverá atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, avanço de 9,89% em relação ao ciclo anterior. Já o etanol de cana-de-açúcar deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, com crescimento mais moderado de 1,37%.

Para 2026/27, a expectativa é de aceleração ainda maior no segmento de milho. A produção deverá subir 18,67%, alcançando 7,33 milhões de metros cúbicos. O etanol de cana, por sua vez, deve crescer 1,42%, chegando a 1,11 milhão de metros cúbicos.

O levantamento também mostra expansão significativa da moagem de milho para etanol. O volume processado deve atingir 13,81 milhões de toneladas em 2025/26, alta de 10,45%. Já para 2026/27, a projeção é de crescimento de 18,52%, totalizando 16,36 milhões de toneladas.

A entrada de duas novas plantas industriais no estado aparece como um dos principais fatores de impulso para o setor.

Cadeia de coprodutos amplia relevância econômica

Além do combustível, a indústria de etanol de milho segue fortalecendo a produção de coprodutos utilizados principalmente na nutrição animal e na indústria de alimentos.

A produção de DDG e DDGS — coprodutos proteicos derivados do processamento do milho — deverá crescer 16,14% na safra 2026/27, chegando a 3,41 milhões de toneladas.

Já a produção de óleo de milho deve avançar 12,9%, alcançando 338,9 mil toneladas.

No segmento sucroenergético, a moagem de cana-de-açúcar deverá permanecer praticamente estável no próximo ciclo, com previsão de 18,61 milhões de toneladas, alta de 0,39%.

Leia Também:  Contratos Futuros de Açúcar Encerram Agosto em Queda, Apesar de Projeções de Déficit Global

A produção de açúcar, por outro lado, poderá registrar leve retração de 1,42%, ficando em 579,7 mil toneladas.

Segundo o superintendente do Imea, Cleiton Gauer, o setor vem ampliando sua participação em diferentes segmentos da economia.

“A cadeia de bioenergia em Mato Grosso amplia sua relevância na produção de combustíveis renováveis, coprodutos para nutrição animal, óleo vegetal, bioenergia e créditos de descarbonização”, destaca.

Mato Grosso pode dobrar produção até 2033

As projeções de longo prazo indicam continuidade do forte crescimento da indústria de biocombustíveis no estado.

Segundo o levantamento, Mato Grosso poderá alcançar produção de 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34 — mais que o dobro do volume estimado para o ciclo atual.

O estudo também destaca os impactos ambientais positivos da cadeia de bioenergia. Desde o início do programa de Créditos de Descarbonização (CBIOs), o setor já contribuiu para mitigação equivalente a 189,64 milhões de toneladas de CO₂, sendo 40,06 milhões de toneladas apenas em 2025.

Além da relevância energética e ambiental, a cadeia produtiva do etanol em Mato Grosso também amplia sua importância econômica e social. Atualmente, o setor gera mais de 12 mil empregos diretos e movimenta arrecadação superior a R$ 2,5 bilhões em ICMS no estado.

infograf-etanol

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA