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Produtores Precisam de Eficiência nas Decisões para Superar Desafios do Mercado

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Com o ano de 2024 chegando ao último trimestre, os produtores rurais enfrentam um cenário desafiador, marcado por condições climáticas extremas, como chuvas excessivas, secas prolongadas e queimadas, que resultaram em grandes prejuízos em diversas regiões do país. Além dos fatores climáticos, a conjuntura político-econômica também contribuiu para um ambiente adverso. Diante desse contexto, o setor não deve ver grandes mudanças nos próximos meses, o que exigirá dos produtores cautela e eficiência, especialmente na gestão das operações dentro das propriedades.

Rafael Luche, gerente de vendas, pós-vendas e marketing da FertiSystem, ressalta que, além dos desafios climáticos, outros fatores estão pressionando o setor agropecuário. Entre eles, o desempenho abaixo do esperado da soja e a menor disponibilidade de crédito para investimentos. “Nos últimos 10 anos, o preço médio da soja girava em torno de 11 dólares por bushel, mas atualmente está abaixo desse valor, o que já impacta e continuará afetando o mercado de máquinas agrícolas”, explica Luche.

A disponibilidade de crédito também está diretamente ligada ao Plano Safra 2024/25, que foi lançado recentemente pelo Governo Federal com um aporte de R$ 475 bilhões para apoiar a produção agropecuária. No entanto, apenas R$ 107,3 bilhões desse total foram destinados a investimentos. “Isso cria um cenário desafiador, com commodities de preço baixo e menor acesso ao crédito, diminuindo o poder de compra do produtor”, destaca o especialista.

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Outro obstáculo para o acesso ao crédito é a burocracia bancária, que se intensificou, especialmente no Rio Grande do Sul. As instituições financeiras, preocupadas com a inadimplência, têm exigido garantias mais rígidas, sobretudo em áreas afetadas pelas enchentes ocorridas em maio.

Além dos desafios internos, o cenário global também traz incertezas. A eleição presidencial nos Estados Unidos e a safra de grãos na Argentina são fatores que podem influenciar o mercado. “Resumidamente, o curto prazo não é favorável, e a expectativa de retomada de negócios em volume só é projetada para o ciclo de 2025/26, quando há uma previsão de recuperação dos preços da soja e de outras commodities, acelerando o retorno sobre o investimento”, antecipa Luche.

Gestão Eficiente é a Chave para 2025

Com as perspectivas atuais, o ano de 2025 promete ser ainda mais desafiador para os produtores, que precisarão ser criteriosos em novos investimentos, priorizando apenas o que for essencial. “Para aumentar a eficiência, o produtor deve concentrar-se na gestão da propriedade, controlando rigorosamente custos e receitas, transformando a administração em algo profissional. É crucial saber calcular o payback e o retorno sobre o investimento para tomar decisões embasadas em dados concretos”, orienta Luche.

Nesse contexto, a Agricultura de Precisão torna-se uma aliada indispensável. O uso de tecnologias que proporcionem retorno financeiro ao mesmo tempo em que otimizam o uso de insumos será fundamental. “Com poucas expectativas de melhora no mercado no próximo ano, o momento é de olhar para dentro da propriedade e identificar onde investir para obter o melhor retorno”, pontua o gerente da FertiSystem.

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Entre as tecnologias de destaque na Agricultura de Precisão estão os dosadores de fertilizantes da FertiSystem, presentes em 95% das indústrias de máquinas e implementos agrícolas do Brasil. Esses equipamentos automatizam o processo de plantio, reduzindo custos e tempo de manutenção com alta durabilidade e precisão.

Um dos principais produtos é o Auto-lub AP NG, conhecido pela durabilidade de seus componentes e baixa necessidade de manutenção, além de garantir uniformidade e precisão na dosagem de fertilizantes. Outro destaque é o dosador de sementes Virgo, que se destaca pela manutenção simplificada, baixo consumo de peças e compatibilidade com discos e anéis universais.

Essas tecnologias, segundo Luche, maximizam o potencial de crescimento das plantas, melhoram a saúde do solo e reduzem falhas no plantio, além de diminuir o desperdício de insumos e aumentar o retorno sobre o investimento. “Em termos econômicos, evitam-se desperdícios, o que reduz o consumo de insumos e aumenta o retorno financeiro”, conclui o especialista.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Crédito privado do agro supera R$ 1,34 trilhão e CPR lidera financiamento

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O estoque dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio superou R$ 1,34 trilhão em julho, primeiro mês da safra 2026/27. O resultado mostra o aumento da participação do mercado de capitais no custeio da produção, na comercialização antecipada da safra e no financiamento de empresas ligadas às cadeias agroindustriais.

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e abrangem as Cédulas de Produto Rural (CPR), as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA).

A CPR manteve a liderança entre os instrumentos analisados, com estoque de R$ 580,78 bilhões. O volume estava distribuído em 372 mil títulos, com valor médio de R$ 1,56 milhão por cédula.

Somente em julho foram emitidos R$ 37,53 bilhões em novas CPR. Esse é o dado que melhor indica o ingresso de operações no primeiro mês da nova temporada. O estoque total também inclui títulos emitidos anteriormente que ainda não foram liquidados.

A CPR permite ao produtor ou à cooperativa antecipar recursos para financiar a atividade. Na modalidade física, o compromisso pode ser liquidado com a entrega futura do produto agropecuário. Na CPR financeira, a quitação ocorre em dinheiro. O instrumento também é usado como garantia em operações para a compra de sementes, fertilizantes, defensivos e outros insumos.

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O avanço das CPR amplia as alternativas ao crédito rural bancário, especialmente em períodos de juros elevados ou de maior restrição nas linhas oficiais. Ao mesmo tempo, exige atenção às condições estabelecidas no contrato, como taxa de juros, forma de liquidação, garantias, vencimento e consequências em caso de frustração da safra.

As Letras de Crédito do Agronegócio apresentaram o segundo maior estoque, com R$ 560,37 bilhões. As LCA são emitidas por instituições financeiras para captar dinheiro de investidores e financiar operações relacionadas ao setor.

Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% do estoque das LCA deve ser reaplicado no financiamento da atividade agropecuária. Isso representa aproximadamente R$ 336,22 bilhões.

Dentro desse volume, ao menos 45% devem ser destinados ao crédito rural oficial, o equivalente a R$ 151,30 bilhões. Os valores incluem tanto operações da safra 2026/27 quanto contratos de temporadas anteriores que continuam em aberto.

Isso significa que o estoque divulgado não corresponde integralmente a recursos novos disponíveis para contratação imediata. Parte representa financiamentos já concedidos e títulos que ainda não chegaram ao vencimento.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio somaram R$ 174,20 bilhões em julho. O CRA permite transformar créditos originados em negócios do setor em títulos negociados com investidores, aproximando empresas e cadeias produtivas do mercado de capitais.

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Já os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio alcançaram estoque de R$ 30,21 bilhões. O CDCA é emitido por cooperativas e empresas que atuam na comercialização, no beneficiamento ou na industrialização de produtos agropecuários e tem como lastro direitos de crédito ligados ao setor.

Fora da soma de R$ 1,34 trilhão, os Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro) também avançaram como fonte privada de recursos. Os dados mais recentes, referentes a junho, mostram patrimônio líquido de R$ 64,13 bilhões distribuído entre 285 fundos.

Os Fiagro podem investir em imóveis rurais, participações em empresas, direitos creditórios e outros ativos ligados ao agronegócio. Para o setor produtivo, funcionam como uma ponte entre investidores e projetos de produção, armazenagem, logística, agroindústria e aquisição de ativos.

O crescimento desses instrumentos reforça a diversificação do financiamento rural, historicamente concentrado nos bancos e nos recursos do Plano Safra. Para o produtor, porém, maior oferta de alternativas não elimina a necessidade de comparar custos, garantias e riscos. O volume disponível no mercado é elevado, mas o acesso e as condições de pagamento variam conforme a atividade, o porte da operação e a capacidade financeira de cada tomador.

Fonte: Pensar Agro

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