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Produtores de Lima Duarte realizam maior compra coletiva de farelo de soja já registrada pelo Sistema Faemg Senar

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Na última segunda-feira (28), o município de Lima Duarte, localizado na Zona da Mata mineira, recebeu uma carga de 136 toneladas de farelo de soja, totalizando 2.720 sacas. A aquisição foi realizada por meio do programa Compra Estratégica, iniciativa do Instituto Antônio Ernesto de Salvo (Inaes), com o objetivo de beneficiar pequenos e médios produtores por meio da compra coletiva de insumos.

Compra coletiva fortalece o setor leiteiro local

O farelo de soja será utilizado na alimentação do rebanho leiteiro, principal atividade produtiva da região. A grande novidade é que o insumo foi adquirido de forma coletiva por 30 propriedades rurais, unidas para conseguir melhores condições de negociação e redução de custos.

A ação contou com o apoio direto do Sindicato Rural de Lima Duarte. Segundo o presidente da entidade, Olivier de Paula Campos, a iniciativa foi muito bem aceita pelos associados. “Tenho certeza de que esta será a primeira de muitas compras coletivas que realizaremos”, afirmou.

Economia significativa para os produtores

De acordo com Emerson Simão, gerente regional do Sistema Faemg Senar em Juiz de Fora, os produtores conseguiram reduzir os custos com a compra em até 20%. Ele destacou a importância da ação: “Hoje celebramos este marco, que representa a primeira compra coletiva do Sindicato de Lima Duarte e, ao mesmo tempo, a maior já realizada pelo Sistema”.

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Impacto direto na rentabilidade do produtor

O técnico de campo Zilberto Martins explicou que 14 dos 30 produtores participantes fazem parte do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) oferecido pelo Senar. Ele ressaltou que o farelo de soja representa 40% do custo total do concentrado utilizado na alimentação bovina, e que a economia obtida reflete diretamente na competitividade e na margem de lucro das propriedades.

O produtor rural Celso de Almeida, que tem cerca de 100 cabeças de gado, adquiriu 50 sacas na compra coletiva. “A economia foi de mais de R$ 20 por saca. Isso é benéfico tanto para o pequeno quanto para o grande produtor”, avaliou.

Esforço logístico garantiu o sucesso da entrega

A compra do farelo de soja foi feita há mais de 20 dias em Anápolis (GO), e exigiu grande esforço logístico para garantir a chegada dos insumos a tempo. A operação aconteceu em meio ao período da safrinha, segunda safra com menor volume de produção, o que aumentou os desafios.

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Segundo Leonardo José, da Bioma Trading, empresa responsável pela compra do insumo, havia grande expectativa quanto à chegada das carretas e à distribuição das sacas. A entrega foi feita diretamente aos produtores rurais pela equipe do Sindicato Rural de Lima Duarte.

Parceria e organização marcam novo momento para os produtores

A experiência bem-sucedida de Lima Duarte sinaliza uma nova forma de atuação coletiva no meio rural, promovendo mais eficiência, competitividade e economia. A iniciativa abre caminho para futuras compras coletivas que podem fortalecer ainda mais a produção leiteira e o desenvolvimento regional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sudeste supera Centro-Oeste em custo alimentar e confinamento registra lucro recorde em 2026

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O custo alimentar do confinamento bovino no Brasil apresentou uma mudança inédita na dinâmica entre as principais regiões produtoras em março de 2026. Pela primeira vez no ano, o Sudeste registrou custo inferior ao Centro-Oeste, segundo dados do Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP).

O indicador, baseado em dados reais de confinamentos que representam cerca de 62% das cabeças confinadas no país, evidencia uma nova configuração de competitividade regional, ao mesmo tempo em que a atividade atinge níveis recordes de rentabilidade.

Sudeste registra menor custo alimentar e quebra padrão histórico

Em março, o ICAP no Centro-Oeste fechou em R$ 13,23 por cabeça/dia, alta de 11,93% em relação a fevereiro, pressionado principalmente pelo encarecimento de insumos energéticos e volumosos.

Já no Sudeste, o índice foi de R$ 12,19, com recuo de 3,64% no mesmo período. O resultado consolidou a tendência de queda iniciada em fevereiro e marcou a inversão regional, com diferença de R$ 1,04 a favor do Sudeste.

Na comparação anual, ambas as regiões apresentam redução de custos. O Centro-Oeste acumula queda de 4,89%, enquanto o Sudeste registra recuo mais expressivo de 8,14% frente a março de 2025.

Insumos pressionam custos no Centro-Oeste

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o Centro-Oeste encerrou março acima da média do período, refletindo a pressão concentrada no último mês.

Os principais movimentos foram:

  • Volumosos: alta de 21,02%
  • Energéticos: alta de 12,35%
  • Proteicos: estabilidade (-0,30%)

O aumento foi impulsionado principalmente pelos energéticos, com destaque para o milho grão seco (+2,2%) e o sorgo (+6,9%), em meio à transição entre a safra de verão e a expectativa da safrinha.

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Nos volumosos, a elevação foi puxada pela silagem de capim (+30,4%), mesmo com recuos em itens como a silagem de milho (-8,1%).

Sudeste reduz custos com maior oferta de insumos

No Sudeste, o custo alimentar encerrou março 1,79% abaixo da média trimestral, influenciado principalmente pela queda nos insumos energéticos e proteicos.

Os destaques foram:

  • Energéticos: queda de 8,74%
  • Proteicos: queda de 5,11%
  • Volumosos: alta de 43,75%

Entre os energéticos, houve recuo no preço do sorgo (-15,3%) e do milho (-1,5%), reflexo da maior disponibilidade e competitividade de coprodutos agroindustriais.

Nos proteicos, a redução foi puxada pela torta de algodão (-8,2%) e pelo DDG (-2,1%). Apesar da forte alta nos volumosos, especialmente silagem de cana (+65,1%) e bagaço de cana (+23,3%), o custo total da dieta foi reduzido na região.

Rentabilidade do confinamento atinge níveis recordes

A relação entre custo alimentar e preço da arroba manteve o confinamento em um dos melhores momentos de lucratividade da série recente.

No mercado físico:

  • Centro-Oeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 192,76
    • Preço da arroba: R$ 345,00
    • Lucro: R$ 1.278,79 por cabeça
  • Sudeste
    • Custo da arroba produzida: R$ 193,50
    • Preço da arroba: R$ 350,00
    • Lucro: R$ 1.267,65 por cabeça

As duas regiões registraram crescimento superior a 24% na rentabilidade em relação a fevereiro, com margens acima de R$ 1,2 mil por animal.

Convergência de custos e competitividade entre regiões

Outro destaque foi a forte aproximação no custo por arroba produzida entre as regiões. A diferença caiu para apenas R$ 0,74 em março, ante mais de R$ 17 no mês anterior.

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Esse movimento indica uma equalização da competitividade entre Centro-Oeste e Sudeste, reforçada também por um empate técnico na lucratividade — com diferença inferior a R$ 12 por cabeça.

No mercado de exportação, o Sudeste apresenta leve vantagem, com lucro estimado em R$ 1.324,35 por animal, impulsionado por preços mais elevados do boi destinado à China.

Inversão de custos levanta dúvidas sobre tendência para 2026

A mudança no padrão regional de custos, considerada atípica para a pecuária brasileira, levanta questionamentos sobre sua continuidade.

Enquanto o Centro-Oeste foi pressionado pela alta dos energéticos (+16,55%) e volumosos (+15,18%), o Sudeste se beneficiou da queda nos energéticos (-9,56%) e proteicos (-7,71%), favorecida pela maior oferta de coprodutos.

A consolidação ou não desse novo cenário dependerá, principalmente, do desempenho da safrinha de milho ao longo do ano.

ICAP se consolida como ferramenta estratégica no confinamento

O ICAP é calculado com base em dados de confinamentos monitorados por tecnologias de gestão, incluindo sistemas amplamente utilizados no Brasil.

O índice reúne milhões de registros de alimentação animal e permite acompanhar mensalmente a evolução dos custos nas principais regiões produtoras.

Segundo especialistas, a ferramenta tem se consolidado como apoio estratégico para decisões de compra de insumos, análise de viabilidade econômica e planejamento da atividade de confinamento.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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