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Produtores de leite no Brasil unem-se em solidariedade aos criadores gaúchos atingidos por enchentes

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A comoção e o espírito solidário têm se propagado entre os produtores de leite do Brasil, que agora se unem em apoio aos criadores do Rio Grande do Sul afetados pelas recentes enchentes. A Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando), em parceria com prefeituras, Emater e sindicatos, lidera a recepção e organização das doações destinadas aos produtores necessitados.

Marcos Tang, presidente da associação, ressalta que as inundações impactaram significativamente os produtores de leite do estado, especialmente nas regiões da Serra e dos Vales. “Os vales do Taquari, do Rio Pardo e da Serra, onde temos muitos produtores de leite, principalmente da agricultura familiar, foram severamente afetados. As perdas foram enormes, tanto em animais quanto em alimentos para o gado. Muitos estão enfrentando a angústia da escassez de alimento para suas vacas”, destaca Tang.

Com base na experiência anterior, em setembro do ano passado, quando coordenaram a recepção de alimentos para o gado leiteiro com doações vindas de criadores de Arapoti, no Paraná, a Gadolando agora está mobilizando uma logística semelhante. “Estamos recebendo doações de vários estados, como Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Goiás e Minas Gerais, com vários caminhões transportando alimentos para as regiões mais afetadas. É uma operação complexa que requer coordenação entre diversos atores, incluindo técnicos da Emater, prefeituras, sindicatos e polícias rodoviárias”, explica Tang.

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Ele enfatiza a importância de encontrar locais adequados para descarregar os caminhões de doações e otimizar a distribuição dos alimentos. “É fundamental orientar e maximizar a eficiência na entrega desses recursos”, destaca Tang, reconhecendo o papel crucial dos doadores individuais. “São pessoas de várias regiões do país que estão fazendo a diferença. Que Deus abençoe a todos”, expressa Tang com gratidão.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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