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Produtores de Leite em Rio Piracicaba Registram Receita Bruta Superior a R$ 8 Milhões com ATeG

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Os produtores de leite de Rio Piracicaba alcançaram uma receita bruta superior a R$ 8 milhões com a implementação do programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) Balde Cheio, promovido pelo Sistema Faemg Senar, em parceria com a prefeitura municipal e a Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Prestação de Serviços de Rio Piracicaba (Aciarp). O programa tem promovido a recuperação de pastagens, o aumento da produção por animal, a redução dos custos de produção e uma visão mais empresarial sobre a propriedade rural.

Após dois anos de acompanhamento, o grupo de 29 produtores participantes e seus familiares se reuniu para a apresentação dos resultados, conduzida pelo técnico de campo do ATeG, Kelton Gomes. Satisfeito com os avanços, Gomes destacou a relevância do empenho e do interesse dos produtores para o desenvolvimento do trabalho. “Com o ATeG, ficou evidente a importância do setor para o município. Conseguimos evoluir na atividade, e os produtores ainda têm muitas oportunidades a explorar no mercado de leite, além de adotarem hábitos de anotação e busca por conhecimento”, afirmou.

Dircilene Vasconcelos, uma das produtoras envolvidas, creditou ao ATeG a consolidação de seu novo negócio na produção de queijos maturados. “Passei a ter uma visão empreendedora do que antes era apenas um hobby. Hoje, temos um negócio lucrativo”, declarou. Dircilene, proprietária da queijaria Queijamar, começou a produzir queijos após sua aposentadoria como professora, inicialmente como uma forma de ocupar seu tempo.

“Meu marido possuía vacas, e eu comecei a fazer queijos. No entanto, a chegada do ATeG fez uma diferença significativa, pois, com as orientações do técnico, passei a registrar tudo: desde as despesas com a produção até os ciclos das vacas e o nascimento dos bezerros. Aprendi a administrar melhor e valorizamos ainda mais o que estávamos fazendo”, explicou.

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Dircilene tem se destacado em eventos na cidade e região, e seus produtos estão conquistando espaço no mercado. Sua agroindústria já possui o Selo de Inspeção, um marco importante para a comercialização. Kelton Gomes ressaltou que o incentivo à produção e comercialização de derivados do leite também foi um foco do programa. “Trabalhamos a importância de agregar valor e de produzir um leite de qualidade para garantir bons produtos aos consumidores, além de apoiar a divulgação desses produtos em eventos e feiras, visando fortalecer a tradição queijeira da cidade e aumentar as vendas dos produtores”, acrescentou.

Agradecendo aos produtores pela confiança depositada na entidade, Jeferson Bello, analista regional do Sistema Faemg em Viçosa, destacou a relevância da parceria com a Aciarp e a prefeitura local. “Estamos à disposição para continuar colaborando com os produtores por meio de nossos cursos de formação profissional rural e promoção social”, declarou.

Thales Vasconcelos, presidente da Aciarp, afirmou que “o agro está no DNA da instituição, e estamos muito satisfeitos com os resultados dessa parceria, especialmente pelo sucesso dos produtores rurais”. O prefeito de Rio Piracicaba, Augusto Silva, destacou que toda a cidade está colhendo os frutos do ATeG e que os produtores “certamente continuarão em um caminho de melhorias, pois se abriram para o novo e para o diálogo”.

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A vice-prefeita, Aparecida Araújo, comentou que o ATeG Balde Cheio foi a primeira experiência dos produtores com acompanhamento técnico contínuo e individualizado, o que os aproximou do Sistema Faemg Senar. Para ela, esse trabalho “mostrou diretamente aos produtores o retorno do valor arrecadado em impostos, transformando-se em uma ação significativa que melhorou sua realidade”.

Além da apresentação dos resultados, o evento em Rio Piracicaba também serviu como oportunidade para apresentar o ATeG a produtores de bovinocultura de corte do município, com previsão de atendimento a 30 novos produtores ainda este ano. Jeferson Bello e Leonardo Cotta, supervisor do ATeG, explicaram as diretrizes e o funcionamento do programa, destacando que “o ATeG é voltado para o produtor que deseja evoluir, buscando adequação tecnológica, capacitação e envolvimento familiar”.

Antônio Carlos Guimarães, dedicado à bovinocultura de corte há 10 anos, demonstrou entusiasmo em participar do programa. “Já fiz muitos cursos do Sistema Faemg Senar que me ajudam no dia a dia. Acredito que o ATeG será ainda mais benéfico para a minha propriedade. Estou pronto para começar e observar os bons resultados em minha atividade”, declarou.

Vale ressaltar que a prefeitura irá custear 50% do funcionamento do novo grupo, enquanto na primeira turma, o programa foi totalmente realizado pelo Sistema Faemg Senar.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Empresas do agro têm até 31 de agosto para declarar “projetos do bem”

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Empresas do agronegócio que utilizaram incentivos fiscais da Lei do Bem em 2025 têm até 31 de agosto para enviar ao governo as informações sobre seus projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação. A prestação deve ser feita pelo Formulário de Pesquisa e Desenvolvimento, o FormP&D, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O prazo não representa uma nova rodada de inscrições. Trata-se da obrigação de informar os investimentos e benefícios já utilizados no ano-base de 2025. A empresa deve apresentar os projetos desenvolvidos, as dificuldades tecnológicas enfrentadas, os resultados alcançados e os gastos vinculados a cada atividade.

Instituída pela Lei nº 11.196, de 2005, a Lei do Bem permite que empresas tributadas pelo Lucro Real reduzam as bases de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Para utilizar o incentivo, a companhia também precisa ter apurado lucro fiscal e manter regularidade tributária.

A exclusão adicional corresponde, em regra, a 60% dos gastos elegíveis com pesquisa tecnológica e desenvolvimento de inovação. O percentual pode subir para 70% ou 80%, conforme o aumento do número de pesquisadores contratados. Há ainda uma exclusão adicional de até 20% para projetos que resultem em patente concedida ou cultivar registrado.

Isso não significa que 60% do imposto devido será abatido. Se uma empresa registrar R$ 1 milhão em despesas elegíveis, por exemplo, poderá excluir outros R$ 600 mil da base tributável. Considerando uma alíquota combinada de IRPJ e CSLL de 34%, a economia tributária nominal poderia chegar a aproximadamente R$ 204 mil, desde que exista lucro suficiente para aproveitar integralmente o benefício.

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O agronegócio reúne atividades com potencial para enquadramento porque grande parte das tecnologias precisa passar por experimentação antes da adoção comercial. Projetos com fertilizantes, bioinsumos, genética vegetal e animal, máquinas, sensores, automação, inteligência artificial, agricultura de precisão, rastreabilidade e processamento de alimentos podem ser considerados.

Ensaios de laboratório, testes de campo, construção de protótipos, plantas-piloto e desenvolvimento de novas formulações também podem integrar um projeto. O elemento central, entretanto, é a existência de incerteza tecnológica. A empresa precisa demonstrar que buscou resolver um problema técnico cujo resultado não era conhecido no início do trabalho.

A simples compra de uma máquina moderna, a instalação de um programa disponível no mercado ou a atualização rotineira de um produto não caracteriza automaticamente pesquisa e desenvolvimento. Melhorias administrativas, mudanças estéticas e adaptações sem desafio tecnológico também não costumam ser aceitas.

No campo, a comprovação pode exigir atenção adicional. Um projeto pode envolver testes realizados em diferentes propriedades, safras, solos e condições climáticas. Por isso, a empresa deve manter relatórios técnicos, contratos, notas fiscais, registros de ensaios, horas dedicadas pelos pesquisadores e critérios usados para vincular cada despesa ao projeto.

A legislação exige controle analítico dos custos. Gastos com pessoal técnico, materiais utilizados nos experimentos, testes e determinados serviços contratados no Brasil podem ser considerados, desde que atendam às regras. Recursos públicos recebidos na forma não reembolsável não podem integrar a mesma base do incentivo.

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O benefício é de utilização automática, sem aprovação prévia do MCTI. Isso não elimina a fiscalização posterior. O ministério analisa as informações técnicas, enquanto a Receita Federal pode verificar a apuração tributária e os documentos que sustentam os valores declarados.

Caso um projeto seja considerado uma melhoria comum, ou as despesas não estejam suficientemente comprovadas, a empresa poderá perder o incentivo e ser obrigada a recolher a diferença de impostos, acrescida de juros e penalidades.

A reforma tributária sobre o consumo não extingue a Lei do Bem. O novo sistema altera tributos incidentes sobre bens e serviços, enquanto o incentivo à inovação atua sobre IRPJ e CSLL. Para agroindústrias, fabricantes de máquinas, empresas de insumos, cooperativas e outras companhias do setor tributadas pelo Lucro Real, o mecanismo permanece como uma alternativa para reduzir o custo de projetos tecnológicos.

Em 2023, último resultado consolidado destacado pelo MCTI, 3.878 empresas utilizaram a Lei do Bem e declararam quase R$ 42 bilhões em investimentos. Para as companhias do agro que aproveitaram o incentivo em 2025, a prioridade agora é revisar os projetos e concluir o FormP&D até 31 de agosto.

SERVIÇO

Prazo: até 31 de agosto de 2026
Onde declarar: FormP&D do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Como acessar: o primeiro acesso deve ser feito pelo representante legal da empresa, mediante identificação na plataforma Gov.br. Depois da validação cadastral, outros usuários podem ser autorizados a preencher o formulário.
Quem deve declarar: empresas que utilizaram os incentivos da Lei do Bem no ano-base de 2025.

Fonte: Pensar Agro

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