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Produtores de Flores Antecipam Vendas para o Natal em Grande Feira

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Enquanto as floriculturas estão ocupadas oferecendo flores e plantas ornamentais para a Primavera, os produtores já estão focados em preparar o mercado para as datas festivas de Finados, Natal e Réveillon. A Cooperativa Veiling Holambra realizará nos dias 12 e 13 de setembro a 28ª edição do Veiling Market, uma feira de negócios de grande porte que facilita o contato direto entre produtores e compradores. O objetivo é que os produtores consigam vender antecipadamente de 60% a 95% de sua produção ainda em cultivo para o mercado atacadista.

A organização do setor de floricultura é notável: enquanto floriculturas, garden centers, supermercados e outros pontos de venda oferecem produtos para a Primavera, que começa em 22 de setembro, os produtores já estão negociando flores e plantas ornamentais para o final do ano. Entre os destaques para as festividades estão os crisântemos e kalanchoes para Finados e as novidades para o Natal, como poinsétias, tuias “com neve”, torres de cactos e sansevierias iluminadas, além da rosa “Orange Wave”, em um vibrante tom de laranja para o Réveillon.

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Oportunidade de Negócios e Vantagens para Produtores e Atacadistas

Durante o Veiling Market, pelo menos 144 dos 450 produtores associados à Cooperativa Veiling Holambra esperam vender antecipadamente a maior parte de sua produção para distribuidores, centrais de abastecimento, supermercados e outros compradores. Este contato direto permite uma negociação mais personalizada e garante que a produção seja vendida antes mesmo da colheita. Para os atacadistas, a vantagem é assegurar a disponibilidade e o preço dos produtos, especialmente para datas de alta demanda.

Jorge Possato, CEO da cooperativa, destaca o compromisso com a transparência e a qualidade dos produtos. Todos os itens vendidos passam por uma rigorosa avaliação do Departamento de Qualidade, que utiliza um Centro de Testes para verificar a performance, durabilidade e envelhecimento das plantas. Henrique dos Santos Lopes, gerente de Qualidade, observa que o índice de reclamação é extremamente baixo: 0,02% para plantas ornamentais, 0,06% para flores de vaso e 0,20% para flores de corte.

Novidades e Lançamentos para o Natal

Maria Liduina Domhof, produtora de crisântemos e cúrcuma, está otimista com a possibilidade de vender antecipadamente 90% a 95% de sua produção de crisântemos para Finados e 70% da cúrcuma para o Natal. “O contato direto com nossos compradores na feira permite uma venda mais personalizada e eficiente”, afirma.

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Entre as inovações para o Natal de 2024, destacam-se as poinsétias e tuias “nevadas”, e as sansevierias em “Torres Trançadas”, prontas para a decoração festiva. Matheus Hermanus Barbosa Walravens, do sítio Flor & Ser, planeja limitar a venda de poinsétias a 75% do plantio durante a feira para garantir a qualidade dos lotes. Thomas Reeves, da Naturayo, espera vender 60% de sua produção de sansevierias antecipadamente.

O Grupo Swart apresentará a rosa Orange Wave, enquanto a Flora Fujimaki mostrará suas begônias e lisianthus. A Poliagri Flores e Plantas trará orquídeas Cattleya e um mix de plantas pendentes. A Magna Flora destacará o Cróton Nectarine, conhecido por suas cores vibrantes e formato de folhas distintas.

O Veiling Market se confirma como um evento essencial para a antecipação das vendas e para o sucesso do mercado de flores e plantas ornamentais no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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