AGRONEGÓCIO

Produtores de Feijão-Carioca em São Paulo Enfrentam Desafios Climáticos e Alta nos Preços

Publicado em

Nesta semana, os agricultores de feijão-carioca no interior de São Paulo estão enfrentando dificuldades com o aumento das chuvas, que começaram a atingir o estado de forma significativa. As condições meteorológicas desfavoráveis devem persistir ao longo dos próximos dias, prejudicando o andamento da colheita. Com a oferta reduzida, os produtores têm ajustado seus preços para cima, aproveitando o cenário de menor disponibilidade no mercado.

Cenário em Minas Gerais

Em Minas Gerais, o mercado de feijão apresenta uma movimentação mais discreta, com poucos negócios sendo fechados. No entanto, observa-se uma valorização nos preços pagos ao produtor. O feijão com nota de classificação entre 8 e 8,5 e com baixa umidade tem registrado um aumento de aproximadamente R$ 10. Essa alta reflete a escassez de oferta no estado, impulsionando a elevação dos valores.

Expectativa dos Consumidores

Com o aumento dos preços, há uma crescente expectativa sobre como o consumidor reagirá, especialmente no que diz respeito à demanda por feijões de alta qualidade provenientes de São Paulo. Até o momento, a procura por feijões de melhor qualidade tem se mantido sólida, mas a evolução do comportamento dos consumidores nas próximas semanas, juntamente com o avanço da colheita, será determinante para definir se os preços continuarão subindo ou se estabilizarão.

Leia Também:  Avanço na Produção Animal: Crescimento no Abate de Bovinos, Suínos e Frangos

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Projeto de R$ 20 bi da Ferrogrão ganha sinal verde para ligar Sinop a Miritituba

Published

on

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou um dos impasses mais arrastados da infraestrutura nacional ao declarar a constitucionalidade da Lei 13.452/2017, norma que reduziu os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, para permitir a implantação da Ferrogrão (EF-170). Por um placar de 9 votos a 1, o veredito joga por terra o principal obstáculo jurídico que mantinha congelado o projeto de 933 quilômetros de trilhos, planejado para ligar Sinop, no norte de Mato Grosso, ao porto fluvial de Miritituba, no Pará.

A decisão foi recebida pelo agronegócio como um marco regulatório essencial para atrair os R$ 20 bilhões em investimentos privados necessários para tirar a obra do papel. Sob a perspectiva macroeconômica, a Ferrogrão é vista como o eixo de ruptura da dependência crônica do modal rodoviário na BR-163, com potencial para reduzir em até 20% o custo do frete de commodities agrícolas, como soja e milho, ampliando a competitividade do produto brasileiro no mercado externo.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que atuou no processo, aponta que as regiões Norte e Centro-Oeste concentram atualmente cerca de 70% da produção nacional de grãos, mas os portos do Arco Norte escoam apenas 34% desse volume. A consolidação da ferrovia deve acelerar o redirecionamento desse fluxo, aliviando o gargalo logístico dos portos das regiões Sul e Sudeste, como Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Leia Também:  Ataque a tiros em escola mata aluna em São Paulo

O julgamento foi balizado pelo voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes, que rechaçou os argumentos de descumprimento de salvaguardas ambientais apresentados na ação original do PSOL. Moraes argumentou que o texto legal previu a devida compensação ecológica pela redução da unidade de conservação e destacou que o traçado ferroviário não intercepta terras indígenas homologadas, situando-se a quatro quilômetros da reserva mais próxima, a Terra Indígena Praia do Mangue.

O julgamento, que havia sido interrompido no ano passado, foi concluído com o voto do ministro Flávio Dino. Ao acompanhar o relator, Dino propôs condicionantes para a execução do projeto, determinando que qualquer alteração futura no perímetro da ferrovia não poderá afetar áreas indígenas em um raio de 250 quilômetros, além de defender que as comunidades tradicionais sejam ressarcidas ou tenham participação nos lucros caso sejam registrados impactos socioambientais imprevistos.

O único voto divergente foi do ministro Edson Fachin, que considerou inconstitucional a alteração de reservas ambientais por meio de Medida Provisória, rito utilizado na origem do projeto durante o governo de Michel Temer.

Leia Também:  Cruzeiro perde para o São Paulo e se complica no Brasileirão

Com o desfecho na Suprema Corte, o projeto da Ferrogrão sai da arena jurídica e ingressa na fase de viabilidade técnica. O Ministério dos Transportes informou que aguarda a conclusão da análise de modelagem de concessão e matriz de riscos pelo Tribunal de Contas da União (TCU) para estruturar o edital de leilão.

Lideranças do setor produtivo, como a Aprosoja Brasil, avaliam que a segurança jurídica conferida pelo STF deve acelerar o crivo da Corte de Contas, posicionando a ferrovia como um dos principais ativos de infraestrutura para captação de capital estrangeiro na América Latina nos próximos anos.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA