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Produtores Brasileiros de Milho Seguram Oferta em Meio a Alta de Preços

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O mercado de milho no Brasil registrou uma semana de preços elevados, impulsionados pela expectativa de crescimento nas exportações e a valorização do dólar frente ao real. De acordo com a Safras Consultoria, esses fatores levaram os produtores a restringirem a oferta do cereal, contribuindo para a elevação das cotações. A previsão de uma onda de calor nos Estados Unidos também influenciou os produtores a manterem o milho estocado.

Alguns compradores, diante de necessidades urgentes, acabaram aceitando pagar valores mais altos em algumas regiões. No entanto, muitos consumidores aguardam uma possível queda nos preços no mercado interno.

No cenário internacional, a Bolsa de Chicago registrou uma reação, com compras de fundos incentivadas pela previsão de calor e tempo seco no cinturão produtor norte-americano, que pode prejudicar as lavouras nas próximas duas semanas.

Preços Internos

O valor médio da saca de milho no Brasil foi cotado a R$ 56,89 em 25 de julho, representando um aumento de 3,89% em relação aos R$ 54,79 da semana anterior. Em Cascavel, Paraná, o preço foi de R$ 57,00, alta de 3,64% sobre os R$ 55,00 da semana passada. Em Campinas/CIF, o preço subiu 8,77%, de R$ 57,00 para R$ 62,00. Na região da Mogiana paulista, o milho foi cotado a R$ 58,00, um aumento de 7,41% em comparação aos R$ 54,00 da semana anterior.

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Em Rondonópolis, Mato Grosso, o preço da saca aumentou 7,14%, passando de R$ 42,00 para R$ 45,00. Em Erechim, Rio Grande do Sul, o preço subiu 2,33%, de R$ 64,50 para R$ 66,00. Por outro lado, em Uberlândia, Minas Gerais, houve uma queda de 1,89%, com o preço passando de R$ 53,00 para R$ 52,00. Em Rio Verde, Goiás, a cotação subiu 6,38%, de R$ 47,00 para R$ 50,00.

Exportações

Em julho (15 dias úteis), as exportações brasileiras de milho geraram uma receita de US$ 313,855 milhões, com uma média diária de US$ 20,923 milhões. O volume total exportado foi de 1,582 milhão de toneladas, com uma média de 105,499 mil toneladas por dia. O preço médio da tonelada ficou em US$ 198,30.

Comparando com junho de 2023, houve uma redução de 57,6% no valor médio diário das exportações, uma queda de 47,6% na quantidade média diária exportada e uma desvalorização de 19% no preço médio por tonelada, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Regra que cruza desmatamento e crédito gera nova disputa no STF e acende alerta no agro

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A mudança nas regras do crédito rural, que passou a incorporar dados de monitoramento por satélite na análise de financiamento, levou o setor produtivo ao Supremo Tribunal Federal (STF) e abriu um novo flanco de disputa entre política ambiental e política agrícola.

A mudança foi publicada pelo portal Pensar Agro no último dia 9, leia aqui.

Nesta quarta-feira (15.04) a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil encontrou com ação questionando resoluções do Conselho Monetário Nacional (CMN) que determinaram o uso de informações do sistema oficial de monitoramento do desmatamento (Prodes) como filtro nas operações de crédito para imóveis rurais acima de quatro módulos fiscais.

O ponto de conflito está na forma como a regra foi desenhada. Pelas normas, instituições financeiras devem considerar a existência de supressão vegetal apontada por satélite na análise de risco das operações. Na prática, isso introduz uma nova camada de verificação antes da liberação dos recursos.

Para o setor produtivo, o problema não está no monitoramento em si, mas na forma automática como a informação passa a impactar o crédito. O argumento é que o sistema não diferencia, de forma imediata, desmatamento ilegal de intervenções autorizadas, o que pode gerar bloqueios mesmo em propriedades regulares.

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Outro aspecto que pesa é o tempo de resposta. A ausência de prazos definidos para validação das informações e análise das justificativas apresentadas pelo produtor cria, segundo a entidade, um intervalo de incerteza em que o crédito simplesmente não chega. Em um setor dependente de calendário, esse atraso pode significar perda de janela de plantio ou redução de escala.

A discussão ganha relevância em um momento de maior restrição financeira no campo. Com juros elevados e avanço do endividamento, o crédito rural já opera com maior seletividade. A introdução de um novo filtro, ainda sujeito a inconsistências técnicas, tende a ampliar esse efeito.

Na leitura de agentes do mercado, a medida altera a lógica tradicional da política de crédito, que historicamente combina análise financeira com critérios produtivos. Ao incorporar um indicador ambiental como elemento de bloqueio prévio, a regra desloca parte do risco regulatório para dentro da operação.

A CNA sustenta que o modelo atual cria uma presunção de irregularidade antes da análise individual de cada caso, o que, na prática, transfere ao produtor o ônus de comprovar sua regularidade após a negativa de crédito. Para a entidade, isso contraria princípios básicos do direito administrativo e compromete a previsibilidade necessária ao financiamento da produção.

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O governo, por sua vez, vê a medida como instrumento de alinhamento entre crédito público e compromissos ambientais, em linha com exigências de mercado e acordos internacionais. A avaliação é de que o sistema contribui para coibir irregularidades e dar maior transparência às operações.

O desfecho da disputa deve definir o alcance dessa nova lógica. Caso o STF suspenda as resoluções, o crédito tende a voltar ao modelo anterior. Se mantidas, as regras devem consolidar um novo padrão, em que variáveis ambientais passam a ter peso direto na liberação de financiamento.

Para o produtor, o efeito é imediato: mais do que custo, o crédito passa a depender também da leitura de dados remotos e da capacidade de comprovar regularidade em tempo hábil. Em um setor guiado por janela de plantio e fluxo de caixa, essa variável pode fazer diferença entre produzir ou reduzir área na próxima safra.

Fonte: Pensar Agro

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